
{"id":3382,"date":"2009-05-12T22:23:12","date_gmt":"2009-05-13T01:23:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=3382"},"modified":"2009-05-12T22:23:12","modified_gmt":"2009-05-13T01:23:12","slug":"licoes-de-misericordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/licoes-de-misericordia\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es de miseric\u00f3rdia"},"content":{"rendered":"<p>Tr\u00eas hist\u00f3rias sobre bispos ocorrem em um cen\u00e1rio que poderia ser chamado nossa &#8220;era de constru\u00e7\u00e3o da paz&#8221; na Igreja e no mundo. O trabalho do Arcebispo John Baptist Odama de Uganda, do Bispo Juan Gerardi da Guatemala e do Bispo Carlos Belo do Timor Oriental foi parte de uma onda global de esfor\u00e7os para lidar com as injusti\u00e7as do passado a fim de poder construir paz e estabilidade. Estes esfor\u00e7os ocorrem no meio de uma terceira onda de democratiza\u00e7\u00e3o que acabou com as ditaduras na Europa do Leste, Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia Oriental, depois do fim das guerras civis em lugares t\u00e3o diferentes como a Iugosl\u00e1via e Mo\u00e7ambique, El Salvador e Camboja e depois das interven\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos e da OTAN no Iraque, Afeganist\u00e3o e Kosovo.<\/p>\n<p>Em 14 de julho de 2002, o arcebispo John Baptist Odama, vestido com toda sua indument\u00e1ria episcopal, efetuou uma dif\u00edcil caminhada atrav\u00e9s dos morros de Uganda do norte acompanhado por uma delega\u00e7\u00e3o de l\u00edderes religiosos, a fim de visitar o esconderijo de Joseph Kony, l\u00edder do grupo guerrilheiro Ex\u00e9rcito de Resist\u00eancia do Senhor, cuja guerra de duas d\u00e9cadas contra o governo de Uganda teve como resultado a morte de mais de 200.000 pessoas e o seq\u00fcestro de milhares de crian\u00e7as que s\u00e3o depois obrigadas a combater. O safari diplom\u00e1tico de Odama ajudou no estabelecimento de negocia\u00e7\u00f5es de paz com a guerrilha. O arcebispo defende a reconcilia\u00e7\u00e3o, opondo-se \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es de criminosos de guerra da Corte Penal Internacional e, em vez disso, apelando aos ugandeses que perdoem os criminosos, incluindo Kony e que ponham em pr\u00e1tica os tradicionais rituais mato oput de reconcilia\u00e7\u00e3o, visto que podem ajudar a reintegrar os soldados \u00e0s comunidades civis.<\/p>\n<p>Outro bispo que trabalha pela reconcilia\u00e7\u00e3o, Juan Gerardi da Guatemala, foi assassinado a golpes por oficiais do ex\u00e9rcito na garagem de sua casa na Cidade de Guatemala em 26 de abril de 1998. O crime ocorreu dois dias depois da entrega do relat\u00f3rio do Projeto pela Recupera\u00e7\u00e3o da Mem\u00f3ria Hist\u00f3rica, que havia iniciado em 1995 para divulgar e conseguir a cura depois das atrocidades cometidas durante a guerra civil da Guatemala, que durou uma gera\u00e7\u00e3o inteira. O projeto de recupera\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria hist\u00f3rica era \u00fanico no mundo entre os esfor\u00e7os para conhecer a verdade por sua maneira t\u00e3o personalista de angariar os depoimentos, feitos mediante centenas de animadores, ou volunt\u00e1rios, que foram repartidos pelos campos para escutar os relatos de camponeses comuns e dar-lhes apoio espiritual e psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Um terceiro bispo, Carlos Belo do Timor Oriental, ganhador do Pr\u00eamio Nobel da Paz, incentivou a persegui\u00e7\u00e3o da responsabilidade penal dos violadores de direitos humanos, especialmente dos generais do Ex\u00e9rcito da Indon\u00e9sia que cometeram atrocidades contra os civis do Timor, durante seu longo per\u00edodo de ocupa\u00e7\u00e3o, entre 1975 e 1999. Mas Belo tamb\u00e9m falou de reconcilia\u00e7\u00e3o no Timor Oriental, atrav\u00e9s de pain\u00e9is de justi\u00e7a comunit\u00e1rios que combinam os relatos das v\u00edtimas com as desculpas e servi\u00e7os comunit\u00e1rios que tentam reintegrar os perpetradores das atrocidades em suas comunidades.<br \/>\nTal como atesta a hist\u00f3ria de cada um destes bispos, a era da constru\u00e7\u00e3o da paz est\u00e1 carregada de pol\u00eamicos questionamentos sobre a justi\u00e7a. A anistia deveria ser garantida aos principais criminosos de guerra em aras de assegurar um acordo de paz ou transi\u00e7\u00e3o para a democracia? Pode-se justificar essa anistia? As v\u00edtimas deveriam perdo\u00e1-los? Os l\u00edderes podem pedir perd\u00e3o em nome das na\u00e7\u00f5es? Os representantes de gera\u00e7\u00f5es passadas merecem repara\u00e7\u00e3o? Quem est\u00e1 em d\u00edvida com eles? A pergunta subjacente \u00e9 a seguinte: Em que consiste a justi\u00e7a depois que foi totalmente espoliada?<\/p>\n<p>ENSINANDO RECONCILIA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas foram criadas mais de 30 Comiss\u00f5es de Verdade. Estabeleceram-se dois Tribunais Internacionais e foi criada uma Corte Penal Internacional permanente. Houve uma combina\u00e7\u00e3o sem precedentes de iniciativas de repara\u00e7\u00e3o social tanto oficiais como por parte da sociedade civil, para conseguir a reconcilia\u00e7\u00e3o e a cura dos traumas, manifestados em ju\u00edzos em tribunais nacionais, leis para impedir que os culpados cheguem a ocupar cargos p\u00fablicos, repara\u00e7\u00f5es, desculpas, museus, monumentos, atos de perd\u00e3o, rituais tribais tradicionais.<\/p>\n<p>Nunca mais! \u00e9 a principal resposta \u00e0 quest\u00e3o de justi\u00e7a na comunidade de ativistas pr\u00f3- direitos humanos e advogados internacionais. O julgamento de violadores de direitos humanos e criminosos de guerra \u00e9 sua maior demanda; a Corte Penal Internacional \u00e9 sua maior conquista; o manto de anistia, comum na Am\u00e9rica Latina durante os anos 80, seu maior pesadelo. Seus s\u00f3cios naturais s\u00e3o os governos ocidentais e as Na\u00e7\u00f5es Unidas, para quem a constru\u00e7\u00e3o da paz significou construir regimes baseados nos direitos humanos, na democracia, livre mercado e no Estado de Direito.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, outras vozes articularam um enfoque alternativo: a reconcilia\u00e7\u00e3o. Provem em sua grande maioria de comunidades religiosas e incluem personagens como os Bispos Odama, Gerardi e Belo. Apesar que habitualmente promovem os direitos humanos e em ocasi\u00f5es tamb\u00e9m o castigo, estas vozes advogam por rela\u00e7\u00f5es mais integrais de repara\u00e7\u00e3o de direitos, que envolvam uma gama mais ampla de feridas que as que inflingen a viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos e os crimes de guerra e que envolve uma conjunto mais amplo de a\u00e7\u00f5es para curar ditas feridas. <\/p>\n<p>\u00c9 perfeitamente natural que a Igreja Cat\u00f3lica se interesse pela reconcilia\u00e7\u00e3o. A Eucaristia, que \u00e9 o sacramento de reconstru\u00e7\u00e3o do acontecimento atrav\u00e9s do qual o pecado, a maldade e a morte s\u00e3o vencidas e a amizade com Deus e com a justi\u00e7a s\u00e3o restabelecidas, est\u00e1 na origem e no v\u00e9rtice da vida crist\u00e3. N4ao ser\u00e1 certo que talvez a constru\u00e7\u00e3o da paz seja exatamente uma imita\u00e7\u00e3o desta transforma\u00e7\u00e3o? Ou talvez uma onda geral de sociedades tentando restabelecer a justi\u00e7a fazem com que o momento presente seja prop\u00edcio para que a Igreja ofere\u00e7a um ensino de reconcilia\u00e7\u00e3o social, da mesma maneira que ofereceu ensinamentos sobre a guerra, o desenvolvimento econ\u00f4mico e a democracia, nas enciclicas passadas?<\/p>\n<p>Os fundamentos destes ensinamentos podem encontrar-se na vida e nos escritos do Papa Jo\u00e3o Paulo II. O fato de ter vivido sob o nazismo e o comunismo na Pol\u00f4nia levou-o a aprender o necess\u00e1rio da reconcilia\u00e7\u00e3o, e a ter uma devo\u00e7\u00e3o pessoal em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 miseric\u00f3rdia. Esse foi o tema de sua segunda enc\u00edclica, Rico em miseric\u00f3rdia (Dives in Miseric\u00f3rdia, 1980), que terminava com a surpreendente declara\u00e7\u00e3o de que o perd\u00e3o e a miseric\u00f3rdia pode ser praticado na pol\u00edtica, n\u00e3o s\u00f3 nas rela\u00e7\u00f5es pessoais ou no confession\u00e1rio. Aprofundou este ensinamento em declara\u00e7\u00f5es posteriores para o Dia Mundial da Paz, culminando em 2002, quando logo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, acrescentou ao famoso ditame do Papa Paulo VI &#8220;n\u00e3o h\u00e1 paz sem justi\u00e7a&#8221;, a frase &#8220;n\u00e3o h\u00e1 justi\u00e7a sem perd\u00e3o&#8221;. Bento XVI afirmou seu pr\u00f3prio compromisso com estes ensinamentos, em parte ao tomar o nome papal que recorda o Papa Bento XV, que deu profundas mostras de reconcilia\u00e7\u00e3o durante e depois da Primeira Guerra Mundial.<\/p>\n<p>EDIFICAR SOBRE NOVAS FUNDA\u00c7\u00d5ES<\/p>\n<p>A tarefa agora \u00e9 edificar uma nova \u00e9tica que possa se encarregar dos dilemas propostos por esta era de constru\u00e7\u00e3o da paz em rela\u00e7\u00e3o a como manejar o passado. Essa \u00e9tica poderia sustentar que a reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9 em si um conceito de justi\u00e7a. Essa proposta poder\u00e1 soar estranho a ouvidos ocidentais, acostumados a pensar na justi\u00e7a estritamente em termos de direitos, castigo e distribui\u00e7\u00e3o da riqueza. Mas nos textos b\u00edblicos, justi\u00e7a significa uma rela\u00e7\u00e3o correta compreensiva entre os membros de uma comunidade e Deus. A reconcilia\u00e7\u00e3o, que com freq\u00fc\u00eancia aparece como conceito nas cartas de Paulo, significa restaura\u00e7\u00e3o de um estado de rela\u00e7\u00f5es corretas e, portanto, de um estado de justi\u00e7a. Fortes resson\u00e2ncias deste significado podem ser encontradas em Deutero-Isa\u00edas, que usa a justi\u00e7a para descrever a restaura\u00e7\u00e3o integral de Israel por Deus, em \u00faltima inst\u00e2ncia atrav\u00e9s de um servo messi\u00e2nico sofredor.<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o b\u00edblica de paz (shalom ou eirene) est\u00e1 intimamente relacionada, implicando numa condi\u00e7\u00e3o integral de rela\u00e7\u00e3o correta e de justi\u00e7a. H\u00e1 outro conceito b\u00edblico que \u00e9 essencial e que pode ser considerado como uma virtude que anima a reconcilia\u00e7\u00e3o: a miseric\u00f3rdia. Tal como a descreve Jo\u00e3o Paulo II em Rico em miseric\u00f3rdia, &#8220;a miseric\u00f3rdia se manifesta em seu aspecto verdadeiro e pr\u00f3prio, quando revalida, promove e extrai o bem de todas as formas de mal existentes no mundo e no homem&#8221;, uma virtude ampla e transformadora que se parece \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Reconcilia\u00e7\u00e3o como justi\u00e7a, paz e miseric\u00f3rdia, como se manifestam estes conceitos na pol\u00edtica de sociedades em processo de cura? Atrav\u00e9s de uma carteira de seis pr\u00e1ticas que em conjunto tratam uma ampla gama de feridas causadas pelas injusti\u00e7as pol\u00edticas e que, se n\u00e3o forem tratadas, geram \u00f3dios, vingan\u00e7as e mais injusti\u00e7as.<\/p>\n<p>SEIS CAMINHOS PARA A RECONCILIA\u00c7\u00c3O E JUSTI\u00c7A<\/p>\n<p>Na primeira destas pr\u00e1ticas, os ensinamentos sociais da Igreja convergem intimamente com os postulados da comunidade pr\u00f3- Direitos Humanos: a constru\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es socialmente justas baseadas no Estado de Direito, Direitos Humanos e o compromisso da justi\u00e7a econ\u00f4mica. As rela\u00e7\u00f5es entre os cidad\u00e3os e os estados que estas institui\u00e7\u00f5es assumem contituem o objetivo em si da reconcilia\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito pol\u00edtico e n\u00e3o deveriam ser envolvidos em outros aspectos da reconcilia\u00e7\u00e3o. Tal era a mensagem dos te\u00f3logos negros sul-africanos que escreveram o Documento Kairos em 1985 contra seus colegas da igreja que faziam chamados a favor da reconcilia\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o se manifestavam contra o apartheid com a mesma for\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas direitos humanos e Estado de Direito n\u00e3o s\u00e3o suficientes, devido ao tamnho das feridas da injusti\u00e7a. Uma destas feridas \u00e9 a solid\u00e3o e o isolamento experimentados pelas v\u00edtimas quando seu sofrimento n\u00e3o \u00e9 reconhecido pela comunidade, uma dupla viola\u00e7\u00e3o, como disse o fil\u00f3sofo pol\u00edtico sul-africano Andr\u00e9 du Toit.<\/p>\n<p>Reconhecimento, a segunda pr\u00e1tica da reconcilia\u00e7\u00e3o, imita o Deus que escuta os lamentos dos pobres e recorda o sofrimento de seu povo. No \u00e2mbito pol\u00edtico, as Comiss\u00f5es da Verdade s\u00e3o as inst\u00e2ncias mais efetuadas, mas tamb\u00e9m est\u00e3o os enterros p\u00fablicos, os monumentos, os museus e a re-escritura de textos did\u00e1ticos. Consegue-se a reconcilia\u00e7\u00e3o, quanto mais pessoal for o reconhecimento, assim como foi estabelecido pelos animadores do Remhi da Guatemala.<\/p>\n<p>A terceira pr\u00e1tica tamb\u00e9m envolve a repara\u00e7\u00e3o outorgada pelo estado \u00e0s v\u00edtimas, mas neste caso se trata de um pagamento material. Se bem a repara\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode aliviar a perda econ\u00f4mica de maneira parcial, seu fim mais profundo \u00e9 que a comunidade pol\u00edtica fa\u00e7a um reconhecimento simb\u00f3lico do sofrimento da v\u00edtima.<\/p>\n<p>Uma quarta pr\u00e1tica, o castigo, pode parecer fora de lugar numa \u00e9tica da reconcilia\u00e7\u00e3o. Os debates no plano global enfrentam a reconcilia\u00e7\u00e3o com a retribui\u00e7\u00e3o e o castigo com a miseric\u00f3rdia, mas n\u00e3o necessariamente deve ser assim. Sob uma perspectiva cat\u00f3lica, o castigo \u00e9 a pr\u00e1tica que restaura o shalom. O Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja afirma seu prop\u00f3sito, &#8220;por um lado promovendo a reinser\u00e7\u00e3o da pessoa condenada na sociedade; pelo outro, amparar uma justi\u00e7a que reconcilie, uma justi\u00e7a capaz de restabelecer a harmonia nas rela\u00e7\u00f5es sociais, harmonia que foi violentada pelo ato criminoso cometido&#8221;. No caso dos c\u00e9rebros dos crimes de guerra s\u00f3 a priva\u00e7\u00e3o de liberdade por longos per\u00edodos pode comunicar a gravidade de suas ofensas. No entanto, outros combatentes criminosos podem integrar-se novamente em suas comunidades atrav\u00e9s de f\u00f3runs p\u00fablicos de restaura\u00e7\u00e3o, como os que o bispo Belo promoveu no Timor Oriental. As anistias, que deixam completamente de lado a repara\u00e7\u00e3o, s\u00e3o incompat\u00edveis com o castigo justo; s\u00f3 deveriam ser aplicadas quando se demonstra que s\u00e3o necess\u00e1rias para conseguir acordos de paz.<\/p>\n<p>O perd\u00e3o p\u00fablico, a quinta pr\u00e1tica, est\u00e1-se tornando cada vez mais comum em todo o mundo. Isso envolve o arrependimento dos perpetradores e muitas vezes que o chefe de Estado fale em nome do Estado. Por exemplo, depois do fim da ditadura de Augusto Pinochet no Chile, Patr\u00edcio Aylwin, seu presidente cat\u00f3lico, pediu desculpas p\u00fablicas \u00e0s milhares de v\u00edtimas da tortura de Pinochet, com grande efeito sanador.<\/p>\n<p>O perd\u00e3o \u00e9 a sexta e suprema pr\u00e1tica. Tamb\u00e9m \u00e9 a mais dram\u00e1tica, j\u00e1 que \u00e9 a v\u00edtima que inicia, que n\u00e3o s\u00f3 renuncia ao seu pr\u00f3prio direito contra o perpetrador, mas p\u00f5e em movimento uma vontade construtiva para restaurar a rela\u00e7\u00e3o. Teologicamente, o perd\u00e3o \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o na reden\u00e7\u00e3o do mundo da parte de Deus \u2013um mundo que inclui os perpetradores de atrocidades\u2013 atrav\u00e9s da cruz. <\/p>\n<p>Politicamente, pode ser restauradora, \u00e0s vezes de maneira dram\u00e1tica. Eugene de Kock, o mais brutal aplicador do Apartheid na \u00c1frica do Sul chegou a se arrepender de seu passado, ap\u00f3s ser perdoado pela esposa de um ativista antiapartheid a quem ele havia assassinado. A Igreja Cat\u00f3lica tem incentivado as v\u00edtimas a exercerem o perd\u00e3o em in\u00fameros lugares, incluindo El Salvador, Chile, Irlanda do Norte, Guatemala, Timor Oriental, Uganda e Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>Estas seis pr\u00e1ticas podem funcionar em conjunto, cada uma dirigida a curar uma dimens\u00e3o diferente das feridas, cada uma exercitando a miseric\u00f3rdia para a restaura\u00e7\u00e3o da paz, e como conseq\u00fc\u00eancia produzindo mais graus de justi\u00e7a. Na pol\u00edtica, as pr\u00e1ticas sempre ser\u00e3o incompletas: postas em perigo pelos poderosos, obstaculizadas pelas diferen\u00e7as no que se entende por justi\u00e7a, sobrecarregadas por sua delicada complexidade e debilitada pelas institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que foram destru\u00eddas e s\u00f3 parcialmente reconstru\u00eddas. Esta parcialidade tamb\u00e9m cont\u00e9m uma dimens\u00e3o teol\u00f3gica: o pecado original tamb\u00e9m \u00e9 um componente da \u00e9tica cat\u00f3lica da reconcilia\u00e7\u00e3o. Mas a f\u00e9, principalmente quando est\u00e1 guiada pelo Esp\u00edrito e se vive como participa\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o redentora de Deus, tamb\u00e9m obt\u00e9m vit\u00f3rias. Nas palavras do poeta irland\u00eas Seamus Heany, inclusive na pol\u00edtica, h\u00e1 momentos em que &#8220;a esperan\u00e7a e a hist\u00f3ria rimam&#8221;.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-3382\" data-postid=\"3382\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-3382 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas hist\u00f3rias sobre bispos ocorrem em um cen\u00e1rio que poderia ser chamado nossa &#8220;era de constru\u00e7\u00e3o da paz&#8221; na Igreja e no mundo. 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