
{"id":44709,"date":"2014-06-09T14:50:13","date_gmt":"2014-06-09T17:50:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=44709"},"modified":"2014-06-09T14:50:13","modified_gmt":"2014-06-09T17:50:13","slug":"o-drible-em-tempos-de-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/o-drible-em-tempos-de-futebol\/","title":{"rendered":"O drible em tempos de futebol"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada vez que entro em contato com a pe\u00e7a de teatro <em>Auto<\/em> <em>da<\/em> <em>compadecida<\/em>, de Ariano Suassuna \u2013 seja em livro, no cinema ou no palco \u2013 me vem \u00e0 mente a palavra <em>drible<\/em> ou <em>driblar<\/em>. Todo brasileiro sabe o que significa: \u201cDe posse da bola, ultrapassar o advers\u00e1rio, ludibriando-o por meio de movimentos corporais\u201d, confirma o Aur\u00e9lio. Trata-se, portanto, de uma met\u00e1fora extra\u00edda do futebol. Prevalece aqui a agilidade e a manha de superar o marcador, para avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 meta. Um jogo de corpo e de mente, marcado pela esperteza de adivinhar as id\u00e9ias da defesa, antecipando com isso ataques imprevistos e imprevis\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 justamente isso que nos mostra a pe\u00e7a tragic\u00f4mica, em tr\u00eas autos, de Suassuna. Os pobres nordestinos (e n\u00e3o somente eles, evidentemente), como Chic\u00f3 e Jo\u00e3o Grilo, especialmente este \u00faltimo, aparecem como verdadeiros dribladores diante dos obst\u00e1culos que v\u00e3o se acumulando em seus caminhos duros e tortuosos. De tanto driblar a fome e a mis\u00e9ria do sert\u00e3o, aprenderam a driblar as pr\u00f3prias pessoas: o dono da padaria e sua mulher (representantes do com\u00e9rcio), o padre e o bispo (autoridades da Igreja), o coronel e o cangaceiro (p\u00f3los opostos de um conflito secular entre o latif\u00fandio e a revolta popular), o tenente e o delegado (s\u00edmbolos do poder). At\u00e9 mesmo depois de morto, na cena que simboliza o julgamento final, Jo\u00e3o Grilo continua driblando o Diabo, Jesus Cristo e a Compadecida (Nossa Senhora).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, da mesma forma que grande parte do povo brasileiro, Jo\u00e3o Grilo e Chic\u00f3 s\u00f3 se dobram diante da Virgem Maria e do Santo Padroeiro. Tanto que, como mostra a pe\u00e7a teatral, uma promessa feita jamais pode ser desfeita. Assim mesmo, no interl\u00fadio da outra vida, Jo\u00e3o Grilo n\u00e3o deixa de utilizar seus truques para adquirir o favor da Compadecida e de buscar vantagem. E de volta \u00e0 terra, depois de conseguir uma nova chance, segue na \u201cprofiss\u00e3o de driblador\u201d, esbarrando desta vez com uma promessa do companheiro a Nossa Senhora, a qual deve ser cumprida \u00e0 risca, fazendo-os retornar \u00e0 pobreza de sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1 em jogo a arte de sobreviver em meio a situa\u00e7\u00f5es-limite que a terra ressequida imp\u00f5e aos sertanejos e retirantes. Mais do que nunca, v\u00ea-se em a\u00e7\u00e3o a ginga, o drible \u00e1gil e flex\u00edvel, o \u201cjeitinho brasileiro\u201d para enfrentar as adversidades da lei, da natureza e do poder secular. Na linguagem enviesada e d\u00fabia, nos trejeitos e gestos do pr\u00f3prio corpo, na rapidez de encontrar as sa\u00eddas mais impensadas, Jo\u00e3o Grilo e seu comparsa revelam-se mestres de uma sabedoria adquirida diante de uma ordem social que sempre os deixa \u00e0 margem da hist\u00f3ria e da vida. Se a porta da frente lhes est\u00e1 cerrada, \u00e9 preciso for\u00e7ar a porta dos fundos. Da\u00ed a mentira ligeira, a artimanha de jogar com o sentido amb\u00edguo das palavras, a perspic\u00e1cia de provocar a briga entre os grandes para que, em meio \u00e0 confus\u00e3o, sobrem migalhas para menos favorecidos. Revelando a nudez da hipocrisia e das incongru\u00eancias dos \u201csenhores\u201d, colocando-os uns contra os outros, os \u201cescravos\u201d v\u00e3o catando pelo ch\u00e3o os restos que sobram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A submiss\u00e3o \u00e0s leis e \u00e0s autoridades vem aconpanhada de uma ironia altamente corrosiva, a qual, ao mesmo tempo, esconde e revela uma insubmiss\u00e3o e rebeldia viscerais. Por\u00e9m a oposi\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 aberta e direta, mas dissimulada, subterr\u00e2nea e sempre risonha. Camuflada e simultaneamente, tudo \u00e9 objeto de respeito e de goza\u00e7\u00e3o, sem excluir o sagrado. A irrever\u00eancia n\u00e3o poupa nenhuma institui\u00e7\u00e3o, como algu\u00e9m que, sempre e provisoriamente a caminho, se insurge contra os muros de toda e qualquer fortaleza. N\u00e3o se trata de um ataque frontal, como em <em>Dom Quixote<\/em>, de Cervantes, e sim de uma a\u00e7\u00e3o sorrateira de quem, ao dizer \u201csim senhor\u201d, j\u00e1 descobriu uma forma de negar o que afirma. Faz lembrar as manifesta\u00e7\u00f5es carnavalescas da Idade M\u00e9dia, analisadas pelas obras de Harvey Cox, <em>A festa dos foli\u00f5es<\/em>, e de Georges Minois, <em>Hist\u00f3ria do riso e do esc\u00e1rnio. <\/em>E faz lembrar, tamb\u00e9m, o carnaval e o futebol dos dias atuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que leva o p\u00fablico nas arquibancadas a aplaudir freneticamente craques como Pel\u00e9, Garrincha, Ronaldinho e Neymar, entre tantos outros? N\u00e3o ser\u00e1, antes de tudo, essa arte do drible? Arte de superar dificuldades por meio do movimento tortuoso e veloz, do engano puro e simples. Arte que mina pela raiz a possibilidade de defesa, pois conta n\u00e3o tanto com a for\u00e7a bruta, mas com a surpresa e a agilidade dos gestos e da mente. \u00c9 a mesma sabedoria enviesada da piada de duplo sentido, que diz sem dizer, insinuando com meias palavras, que corr\u00f3i mais com o riso e o chiste do que com as armas. O mesmo se aplica ao samba que desce do morro e desfila pelo asfalto, onde a festa irreverente n\u00e3o deixa de driblar o dia-a-dia, t\u00e3o marcado pela pobreza, pela viol\u00eancia e pelo crime organizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A exemplo de Graciliano Ramos, de Raquel de Queir\u00f3z ou do poeta Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto \u2013 respectivamente autores de <em>Vidas Secas, O Quinze e Morte e Vida Severina<\/em> \u2013 Ariano Suassuna p\u00f5e a nu um cen\u00e1rio de extrema pobreza, agravado pela injusti\u00e7a e pela desigualdade social, ambientado em Tapero\u00e1, estado da Para\u00edba. Diferentemente deles, por\u00e9m, <em>Auto da Compadecida<\/em> apresenta o pobre sertanejo n\u00e3o tanto como uma v\u00edtima, e sim como um protagonista, um sujeito hist\u00f3rico que, a partir de um solo \u00e1spero e de uma teimosia que n\u00e3o se abate, procura meios de seguir vivendo. Ou melhor, driblando para viver \u2013 ou sobreviver!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Autorcoloca em cena uma sabedoria que n\u00e3o vem da escola, nem dos livros e tampouco da universidade. Vem das pedras e dos espinhos encontrados diariamente na caatinga, no sert\u00e3o e no agreste. Parafraseando Guimar\u00e3es Rosa, vem do <em>Grande Sert\u00e3o<\/em>, hostil e in\u00f3spito, minado e selvagem, onde as <em>Veredas<\/em> s\u00f3 se abrem a pulso, \u00e0 custa de muita luta e muito sofrimento. Sert\u00e3o diante do qual \u00e9 in\u00fatil opor uma resist\u00eancia quixotesca ou hom\u00e9rica: s\u00f3 o drible, inteligente e esperto, \u00e9 capaz de facilitar a dif\u00edcil travessia. \u201cN\u00e3o h\u00e1 caminho, o caminho se faz caminhando\u201d, diz o poeta. E quem muito caminha, aprende a depurar a bagagem e a alma. A leveza e a sagacidade no trato abrem mais horizontes do que a bala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa ambival\u00eancia de Jo\u00e3o Grilo e de Chic\u00f3, o sim pode se tornar n\u00e3o, e o n\u00e3o pode se converter em sim, de acordo com as circunst\u00e2ncias e com as necessidades. A \u00fanica maneira de sobreviver, de lograr um peda\u00e7o de p\u00e3o para comer, \u00e9 esquivar-se ao confronto com as autoridades e institui\u00e7\u00f5es constitu\u00eddas, driblando-as com \u201ccausos e est\u00f3rias\u201d r\u00e1pida e destramente constru\u00eddos, como o s\u00e3o, por exemplo, os \u201crepentes de rua\u201d. Mentiras? Mais justo chamar de estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia, express\u00e3o que o pr\u00f3prio Suassuna coloca na boca da Compadecida, advogando em favor do Cangaceiro e do protagonista principal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ordem estabelecida favorece, legitima e sacraliza o poder e a for\u00e7a dos grandes. Para os pequenos, resta a esperteza dos golpes baixos, desde que aplicados com maestria. E isso \u00e9 o que n\u00e3o falta nos dribles argumentativos e no jogo de xadrez de Jo\u00e3o Grilo e Chic\u00f3. Jogo t\u00e3o elaborado e complexo que o leitor\/espectador tem dificuldade de acompanhar o racioc\u00ednio de ambos. Tanta agilidade de corpo e de mente s\u00f3 pode nascer em meio a deserto est\u00e9ril, que torna \u00e1gil e fecunda a intelig\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Roma, It\u00e1lia, 19 de maio de 2014<\/em><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-44709\" data-postid=\"44709\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-44709 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. 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