
{"id":4621,"date":"2009-07-31T03:58:25","date_gmt":"2009-07-31T06:58:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=4621"},"modified":"2009-08-07T03:59:34","modified_gmt":"2009-08-07T06:59:34","slug":"belezas-e-gritos-do-12%c2%ba-intereclesial-das-cebs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/belezas-e-gritos-do-12%c2%ba-intereclesial-das-cebs\/","title":{"rendered":"Belezas e gritos do 12\u00ba intereclesial das CEBs"},"content":{"rendered":"<p>Frei Gilvander Moreira e Delze dos Santos Laureano<br \/>\n<em>Fonte: Adital  <\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;Vi, ent\u00e3o, um novo c\u00e9u e uma nova terra&#8230; um rio de \u00e1gua viva&#8230; No meio da pra\u00e7a, de cada lado do rio, est\u00e3o plantadas \u00e1rvores da vida; elas d\u00e3o fruto doze vezes por ano; todo m\u00eas elas frutificam; suas folhas servem para curar as na\u00e7\u00f5es.&#8221; (Ap 21,1; 22,1-2).<\/em><\/p>\n<p>&#8220;Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares n\u00e3o importantes, conquistam coisas extraordin\u00e1rias.&#8221; Essa frase, proferida por Dom Moacyr Grechi, arcebispo da arquidiocese de Porto Velho, com gostinho de profecia, mas ao mesmo tempo dando-nos a certeza de que somente a partir dos pequenos, com os pequenos, na base da Igreja e da sociedade, poderemos criar em uma vida melhor, mais justa e mais fraterna, porquanto verdadeiramente crist\u00e3, deu o tom e se tornou uma das bandeiras do 12\u00ba intereclesial das CEBs &#8211; Comunidades Eclesiais de Base. O 12\u00ba Encontro Nacional das CEBs aconteceu, de 21 a 25 de julho de 2009, em Porto Velho, Rond\u00f4nia, como o tema &#8220;CEBs: ECOLOGIA E MISS\u00c3O&#8221; e com o lema: &#8220;Do ventre da terra, floresta amaz\u00f4nica o grito que vem da Amaz\u00f4nia&#8221;.<\/p>\n<p>Se participar das CEBs j\u00e1 \u00e9 bom, imagine o encontro de mais de cinco mil pessoas entusiasmadas que acreditam em uma &#8220;Terra sem males&#8221; e em &#8220;Um novo c\u00e9u e uma nova terra&#8221;, reunidas em um verdadeiro para\u00edso terrestre que \u00e9 a vida em comunidade e pela primeira vez tendo como palco a Amaz\u00f4nia. Somente visitantes \u00e9ramos mais de tr\u00eas mil pessoas, entre delegados das CEBs, assessores, coordenadores\/ras, bispos, padres, freiras e convidados de mais de vinte pa\u00edses. Tivemos a gra\u00e7a de ver caminhando com o povo, participando da maioria dos eventos, como simples mortais, e sendo acolhidos nas mesmas fam\u00edlias e alojamentos, 55 bispos, al\u00e9m do presidente da CNBB (1), Dom Geraldo L\u00edrio Rocha, que, ao final, legitimados pela 5\u00aa Confer\u00eancia Episcopal da Am\u00e9rica Latina e Caribe, no Documento de Aparecida, demonstraram o compromisso de fortalecer a caminhada das CEBs no Brasil e na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>A escolha do lugar do encontro n\u00e3o poderia ter sido melhor. A viagem de quatro ou cinco dias, de \u00f4nibus por terra ou de barco por \u00e1gua, n\u00e3o desanimou os participantes das mais remotas comunidades espalhadas pelo interior do Brasil. CEBs de todas as Dioceses da Igreja Cat\u00f3lica do Brasil estavam l\u00e1 representadas. A acolhida foi fraterna e n\u00e3o deixou d\u00favidas acerca do que \u00e9 ser verdadeiramente crist\u00e3o. Mais de dois mil volunt\u00e1rios\/as de Porto Velho e cidades vizinhas integraram as dez equipes de servi\u00e7o. N\u00e3o faltava nada, porque a partilha permeou todas as a\u00e7\u00f5es. Se o clima era quente, o calor humano foi bem maior. Imagine se f\u00f4ssemos por na ponta do l\u00e1pis o custo desse 12\u00ba intereclesial, n\u00e3o fosse a solidariedade de tantos? O milagre da partilha aconteceu. Houve fartura de tudo: mais de tr\u00eas mil fam\u00edlias abriram cora\u00e7\u00f5es e resid\u00eancias para acolher graciosamente os quase tr\u00eas mil delegados das CEBs, comida preparada com muito carinho e cuidado, gente disposta a dar informa\u00e7\u00f5es, disponibilizar carros, computadores e dons para o embelezamento dos espa\u00e7os e prepara\u00e7\u00e3o dos presentes\/lembrancinhas que todos puderam levar para casa. Mais de sessenta \u00f4nibus transportaram o povo do Gin\u00e1sio do SESI, transformado em &#8220;porto&#8221;, para os 12 &#8220;rios&#8221;, plen\u00e1rias de 270 pessoas mais ou menos, que se subdividiam em 12 &#8220;canoas&#8221;, grupos de 20 a 30 pessoas. Quanto ter\u00edamos gasto com hot\u00e9is, restaurantes, transporte, se fosse um encontro dentro da l\u00f3gica do sistema capitalista? Talvez por isso mesmo, os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o nacional praticamente ignoraram o encontro. Somente a imprensa local e as redes cat\u00f3licas deram alguma not\u00edcia. Assim, vemos confirmado o que j\u00e1 sabemos. O que move os interesses da m\u00eddia nacional s\u00e3o os acontecimentos que geram lucro ou que metem medo no povo.<\/p>\n<p>Fomos recebidos como irm\u00e3os\/\u00e3s desde o aeroporto, ou porto ou na descida dos \u00f4nibus que levaram os participantes do norte, do sul, do sudeste, do leste, do centroeste e do oeste do Brasil. Equipes de acolhida recebiam os participantes cantando as m\u00fasicas que animam as CEBs. Um largo sorriso e um abra\u00e7o de boas-vindas davam o tom da hospitalidade experimentada por todos. J\u00e1 no primeiro dia, tiveram in\u00edcio as diversas atividades preparadas ao longo dos quatro anos que precederam o 12\u00ba intereclesial. A passagem do trem das CEBs por Rond\u00f4nia foi decidida em Ipatinga, Minas Gerais, em julho de 2005, no 11\u00ba intereclesial. Seguindo a metodologia tradicional das Comunidades &#8211; ver, julgar, agir e celebrar -, os milhares de participantes sa\u00edram e chegaram do &#8220;porto&#8221;, seguindo para os 12 &#8220;rios&#8221; e depois para as 144 &#8220;canoas&#8221;. O porto, situado na sede do SESI de Rond\u00f4nia &#8211; foi o local das grandes plen\u00e1rias, onde aconteceram as grandes celebra\u00e7\u00f5es, confer\u00eancias, testemunhos de pessoas prof\u00e9ticas(2) e os momentos culturais para o maior n\u00famero de pessoas.<\/p>\n<p>Nos rios, ocorreram os momentos de prepara\u00e7\u00e3o para ver a realidade e para a troca de experi\u00eancias. Esses espa\u00e7os, cedidos por escolas e igrejas, foram batizados de rio Araguaia, rio Tapaj\u00f3s, rio Tocantins, rio Guam\u00e1, rio Juru\u00e1, rio Gurupi, rio Itacai\u00fanas, rio Madeira, rio Guapor\u00e1, rio Jari, rio Purus e rio Oiapoque. Nesses espa\u00e7os ocorreram o estudo, debates, m\u00edstica e leitura orante da B\u00edblia, tudo temperado com muito canto e alegria. Foram, sobretudo, momentos \u00fanicos de encontro com pessoas que jamais poder\u00edamos imaginar ter um dia essa oportunidade de encontrar. Gente nova, de lugares t\u00e3o distantes do Brasil e de outros pa\u00edses, muitos da Am\u00e9rica Latina, que trouxeram consigo tanta riqueza espiritual e prof\u00e9tica para partilhar. Conhecemos melhor, assim, a nossa pr\u00f3pria realidade e a realidade do outro.<\/p>\n<p>Foi nesses &#8220;rios&#8221; que aprendemos sobre os gritos e lutas que v\u00eam da Amaz\u00f4nia e tamb\u00e9m os gritos e lutas que v\u00eam dos outros biomas brasileiros &#8211; Caatinga, Cerrado, Mata Atl\u00e2ntica, Pampas &#8211; e da Am\u00e9rica Latina e Caribe. Finalmente, conhecemos, em mutir\u00e3o, quais s\u00e3o os sinais existentes na constru\u00e7\u00e3o da t\u00e3o sonhada &#8220;Terra sem males&#8221; e de &#8220;Um novo c\u00e9u e uma nova terra&#8221;. Em apertada s\u00edntese, podemos dizer que os gritos e lutas partilhadas no 12\u00ba Encontro Nacional das CEBs podem ser agrupados em cinco grandes gritos: o grito da terra, o grito das \u00e1guas, o grito das cidades, o grito das florestas, o grito das comunidades tradicionais. <\/p>\n<p><strong>O grito da terra<\/strong><\/p>\n<p>O grito da terra ocorre em vista da constata\u00e7\u00e3o de que permanece concentrada a terra no Brasil. A explora\u00e7\u00e3o capitalista somente d\u00e1 lugar \u00e0 monocultura, impedindo que os trabalhadores do campo possam produzir o seu pr\u00f3prio alimento. A falta de reforma agr\u00e1ria fomenta a viol\u00eancia, inibe a oportunidade de renda para milhares de fam\u00edlias de trabalhadores rurais e aumenta a tens\u00e3o sobre os territ\u00f3rios das comunidades tradicionais. Esses trabalhadores continuam sendo explorados como b\u00f3ias-frias ou s\u00e3o expulsos para as cidades para engrossar a massa dos sem teto, sem emprego e dos marginalizados das periferias de todas as cidades, pequenas, m\u00e9dias e grandes. No governo Lula n\u00e3o h\u00e1 o menor compromisso em realizar a pol\u00edtica de reforma agr\u00e1ria inscrita na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O grito das \u00e1guas<\/strong><\/p>\n<p>O grito das \u00e1guas vem dos rios polu\u00eddos, verdadeiros dep\u00f3sitos de lixo. Sobram os metais pesados, res\u00edduo da minera\u00e7\u00e3o, como o merc\u00fario, enxofre, cobre, zinco &#8211; sacolas pl\u00e1sticas e garrafas pet. Faltam peixes, microfauna, \u00e1gua limpa e mata ciliar para oxigenar os nossos rios. N\u00e3o s\u00e3o somente os povos do sul do Brasil que sentem na pele, nos olhos, no nariz e na alma a morte de seus rios, transformados em canais de esgoto urbano e industrial. Tamb\u00e9m na Amaz\u00f4nia constata-se a agress\u00e3o irrespons\u00e1vel aos rios, patrocinada pelo governo federal &#8211; como \u00e9 no sudeste\/nordeste o caso da Transposi\u00e7\u00e3o do rio S\u00e3o Francisco &#8211; e para atender somente aos interesses capitalistas. A constru\u00e7\u00e3o de grandes obras do IIRSA &#8211; Iniciativa de Integra\u00e7\u00e3o da Infraestrutura Regional Sul Americana (era Plano; agora, j\u00e1 \u00e9 programa em implanta\u00e7\u00e3o.) &#8211; ocorre \u00e0 revelia de estudos consistentes dos impactos ambientais que ocorrer\u00e3o com o represamento de grandes rios como o Madeira, principal afluente do rio Amazonas, onde ocorre a constru\u00e7\u00e3o das hidroel\u00e9tricas de Girau e Santo Ant\u00f4nio. O curso do rio Madeira j\u00e1 foi desviado por meio de barragem. Constatamos na Caminhada dos M\u00e1rtires(3) o imenso estrago ambiental provocado com a retirada da cobertura vegetal e com a movimenta\u00e7\u00e3o de toneladas de terra. Poder\u00edamos enumerar em muitas linhas todos os riscos da agress\u00e3o irrespons\u00e1vel no Rio Madeira, que vai desde a mortandade de peixes at\u00e9 as amea\u00e7as \u00e0s comunidades ribeirinhas, provocadas pelas mudan\u00e7as no ambiente inclusive com o deslocamento de um enorme contingente de trabalhadores do sul para a regi\u00e3o, normalmente homens sem mulheres. Isso ocorre sem nenhum cuidado em vista do r\u00e1pido e massivo crescimento populacional. Outro projeto amea\u00e7ador \u00e9 a barragem\/hidrel\u00e9trica do Rio Xingu. A luta contra este insano projeto fez com que Dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia de Xingu, Par\u00e1, e presidente do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (CIMI), chegasse atrasado ao 12\u00ba intereclesial. Numa \u00faltima e desesperada oportunidade, o bispo do Xingu tentou sensibilizar o Presidente Lula procurando cham\u00e1-lo \u00e0 realidade, para que n\u00e3o cometa na Amaz\u00f4nia os mesmos crimes que os militares cometeram nos anos de 1970, quando come\u00e7ou em Altamira, no Par\u00e1, na conhecida Terra do Meio, a constru\u00e7\u00e3o da Rodovia Transamaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Vem da \u00e1gua tamb\u00e9m o grito contra a venda em garrafas pet do l\u00edquido da vida. N\u00e3o bastasse a mercantiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, que deveria ser um crime, j\u00e1 que \u00e9 um bem essencial \u00e0 vida de todos os seres, os milh\u00f5es de garrafas pet, descartadas diariamente apenas para o consumo de \u00e1gua para a desedenta\u00e7\u00e3o humana, acelera a polui\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel de todo o ambiente, gerando enriquecimento para as mesmas empresas transnacionais representantes do capitalismo financeiro especulativo: Coca-cola, Pepsi, Nestl\u00e9. O com\u00e9rcio de \u00e1gua relega para segundo plano a qualidade da \u00e1gua canalizada destinada \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o e \u00e9, na maioria das vezes, impr\u00f3pria para o consumo humano.<\/p>\n<p><strong>O grito das cidades<\/strong><\/p>\n<p>O grito das cidades j\u00e1 \u00e9 realidade tamb\u00e9m na Amaz\u00f4nia. O avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio, a retirada da floresta, e outras interven\u00e7\u00f5es irrespons\u00e1veis no territ\u00f3rio amaz\u00f4nico continuam expulsando de forma crescente milhares de fam\u00edlias de trabalhadores rurais, ribeirinhos, ind\u00edgenas e quilombolas para as periferias das cidades m\u00e9dias e grandes. O crescimento das atividades miner\u00e1rias tamb\u00e9m fez dobrar ou at\u00e9 triplicar a popula\u00e7\u00e3o em diversos munic\u00edpios em menos de uma d\u00e9cada, como foi o caso de Paraupebas, no Par\u00e1, onde est\u00e1 localizada a mineradora Vale. Al\u00e9m de continuar devastando as Minas Gerais, a Vale, e as dezenas de mineradoras coligadas a ela, avan\u00e7a sobre a Amaz\u00f4nia, especialmente no Par\u00e1. H\u00e1 tamb\u00e9m o afavelamento em pequenas cidades pr\u00f3ximas \u00e0s obras patrocinadas ou autorizadas pelo governo federal. As cidades n\u00e3o t\u00eam como responder ao crescimento desordenado. A falta de infraestrutura multiplica os problemas de sa\u00fade p\u00fablica, de falta de moradia, de precariedade dos servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o e transporte, de ac\u00famulo de lixo. A corrup\u00e7\u00e3o assola os espa\u00e7os p\u00fablicos, cuja popula\u00e7\u00e3o, sem la\u00e7os comunit\u00e1rios, n\u00e3o tem como articular mudan\u00e7as para ocupar os cargos p\u00fablicos, eletivos ou n\u00e3o. Os pol\u00edticos s\u00e3o os mesmos apadrinhados da velha oligarquia das capitais dos Estados.<\/p>\n<p><strong>O grito da floresta amaz\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p>Da floresta amaz\u00f4nica vem o grito em vista do avan\u00e7o da pecu\u00e1ria de corte e do agroneg\u00f3cio capitaneado pela soja. A retirada da madeira e as queimadas t\u00eam como principais mandantes os agropecuaristas, agora presenteados com um projeto de lei que transfere para o Congresso Nacional a compet\u00eancia para estabelecer os \u00edndices de produtividade, defasados desde a d\u00e9cada de 1970, para a explora\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria no Brasil. Esses \u00edndices indicam se a propriedade cumpre ou n\u00e3o a fun\u00e7\u00e3o social no aspecto do aproveitamento racional e adequado do im\u00f3vel. A retirada dessa compet\u00eancia das m\u00e3os do governo federal significa a manuten\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica agr\u00e1ria fundada na concentra\u00e7\u00e3o de terras, cujos propriet\u00e1rios s\u00e3o beneficiados com baixa tributa\u00e7\u00e3o, mesmo com o uso inadequado das terras subutilizadas. Enquanto no sul do pa\u00eds, em um hectare de terra s\u00e3o criadas cinco cabe\u00e7as de gado para o corte, na Amaz\u00f4nia s\u00e3o necess\u00e1rios cinco hectares de terra para uma cabe\u00e7a de gado. O pre\u00e7o irris\u00f3rio da terra incentiva a cria\u00e7\u00e3o extensiva do gado, sem nenhum investimento para melhorar a t\u00e9cnica de produ\u00e7\u00e3o. Com isso perde a floresta amaz\u00f4nica, que \u00e9 destru\u00edda em nome da exporta\u00e7\u00e3o de carne e gr\u00e3os para a gera\u00e7\u00e3o do chamado superavit prim\u00e1rio, perde a humanidade, que assiste inerte ao desaparecimento da \u00fanica reserva florestal \u00famida do planeta.<\/p>\n<p>Vem da floresta tamb\u00e9m o grito contra o loteamento de terras p\u00fablicas na Amaz\u00f4nia, seja com a titula\u00e7\u00e3o, seja com o direito de manejo de florestas p\u00fablicas. A aprova\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 458\/09, convertida na Lei 11.952\/09 pelo Congresso Nacional, e sancionada pelo Presidente Lula, mostrou mais uma vez que o crime compensa no Brasil. Por meio dessa lei foi legalizada a grilagem de terra na Amaz\u00f4nia, favorecendo diretamente o agroneg\u00f3cio, que agora pode lan\u00e7ar m\u00e3o dos recursos p\u00fablicos para a explora\u00e7\u00e3o nessas \u00e1reas. Como os agentes financeiros, por for\u00e7a do C\u00f3digo Florestal, s\u00f3 podem financiar atividades agropecu\u00e1rias em im\u00f3veis que tenham averbadas as \u00e1reas de reserva legal, e como a averba\u00e7\u00e3o da reserva legal depende de registro no Cart\u00f3rio, estavam os agropecuaristas da Amaz\u00f4nia impedidos de ter acesso ao cr\u00e9dito. Agora, como mero verniz de legalidade, est\u00e1 tudo em ordem. O governo federal entregou, via Lei 11.952\/09, 67 milh\u00f5es de hectares de terras p\u00fablicas da Amaz\u00f4nia (aproximadamente 13% da Amaz\u00f4nia Legal. Os pequenos s\u00e3o 80%, mas ficar\u00e3o com apenas 20% das terras legalizadas.), dados levantados por Ariovaldo Umbelino, 1.500 hectares de terra para cada grileiro sem o necess\u00e1rio processo judicial. Toda a regulariza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita no Cart\u00f3rio. Ap\u00f3s tr\u00eas anos, essas terras poder\u00e3o ser vendidas e, assim, est\u00e3o abertas as comportas para o crescimento da latifundiariza\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. A Lei 11.952\/09 torna-se pior do que a Lei de Terras, Lei 601\/1850, que escravizou a terra nas v\u00e9speras da &#8220;liberta\u00e7\u00e3o&#8221; dos escravos negros.<\/p>\n<p>Quanto ao manejo de floresta, \u00e9 &#8220;coisa para ingl\u00eas ver&#8221;, j\u00e1 que, mesmo dispondo a lei &#8211; Lei 11.284\/06 &#8211; que as \u00e1reas de florestas p\u00fablicas dever\u00e3o ser preferencialmente exploradas pelas comunidades tradicionais, na pr\u00e1tica, em vista das dificuldades para a elabora\u00e7\u00e3o dos projetos e das exig\u00eancias para comprovar a viabilidade econ\u00f4mica, somente empresas conseguir\u00e3o participar das licita\u00e7\u00f5es. Resultado, o governo federal fornece agora os selos para a exporta\u00e7\u00e3o de madeiras brasileiras e para o tr\u00e1fico de plantas medicinais e outras riquezas essenciais para a vida dos povos da floresta. Aumenta assim as amea\u00e7as \u00e0 vida das comunidades naqueles territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Roberto Malvezzi, da CPT, alerta: &#8220;A Floresta Amaz\u00f4nica ajuda o planeta a fazer seu metabolismo. As florestas absorvem 20% do g\u00e1s carb\u00f4nico emitido na atmosfera. Derrubada, n\u00e3o s\u00f3 deixa de cumprir seu papel na respira\u00e7\u00e3o de Gaia, como tamb\u00e9m contribuir com a emiss\u00e3o de CO2 hoje fixado pela Floresta. Cumpre tamb\u00e9m papel essencial no regime das chuvas. Hoje se fala em &#8220;oceano verde&#8221;. Sabe-se que o rio a\u00e9reo que vem da floresta para a regi\u00e3o sul do Brasil, inclusive outras pa\u00edses, \u00e9 maior que o volume de \u00e1gua do pr\u00f3prio rio Amazonas. Portanto, a derrubada da floresta ter\u00e1 conseq\u00fc\u00eancias imediatas tamb\u00e9m para a regi\u00e3o sul e sudeste.&#8221;<\/p>\n<p><strong>O grito das comunidades tradicionais<\/strong><\/p>\n<p>As comunidades tradicionais &#8211; povos ind\u00edgenas, ribeirinhos, seringueiros, quilombolas, etc. &#8211; gritam diante do descaso dos diversos governantes para com a sua exist\u00eancia. Gritam em face dos crimes praticados pelos grileiros, pessoas e empresas, que v\u00e3o para a Amaz\u00f4nia pensando em ganhar muito dinheiro e com pouco esfor\u00e7o. Pessoas e empresas que enxergam nos rios apenas recursos h\u00eddricos a serem explorados, que veem na Amaz\u00f4nia o eldorado dos filmes de Far West, lugar de matar \u00edndio e derrubar matas e enfrentar os mist\u00e9rios de rios e natureza como se isso fosse ato her\u00f3ico. Ignoram-se os saberes, as culturas aut\u00f3ctones, a m\u00edstica e espiritualidade ind\u00edgenas, a riqueza das formas como ocorrem as atividades econ\u00f4micas entre os diversos integrantes dessas comunidades simples. \u00c9 absurda a afirma\u00e7\u00e3o de que a manuten\u00e7\u00e3o de comunidades tradicionais atrapalha o progresso (para quem?) porque n\u00e3o geram riquezas (para quem?). N\u00e3o existe nenhum estudo cient\u00edfico que tenha feito um levantamento s\u00e9rio acerca da riqueza produzida nessas comunidades. Se somarmos o que o governo gasta com as pol\u00edticas de seguran\u00e7a p\u00fablica &#8211; pol\u00edcia, hospitais para atender v\u00edtimas da viol\u00eancia, grandes obras vi\u00e1rias para escoar diariamente os autom\u00f3veis individuais nas cidades, ou o quanto seria gasto em transporte p\u00fablico e toda a parafern\u00e1lia demandada para se sobreviver nas grandes cidades, veriam os governantes que, al\u00e9m de estarem protegendo territ\u00f3rio e cultura, as comunidades tradicionais s\u00e3o o que h\u00e1 de mais vi\u00e1vel hoje no Brasil em vista da crise financeira mundial e da crise ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>O que aprendemos com tudo isso<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente a Amaz\u00f4nia ainda \u00e9 vista como uma enorme reserva de mat\u00e9ria-prima para a explora\u00e7\u00e3o. Os povos amaz\u00f4nidas vivem naquela terra desde milhares de anos sem que fosse preciso destruir o ambiente. Ainda existem 35 povos ind\u00edgenas que continuam vivendo dentro da floresta em profunda harmonia com a biodiversidade amaz\u00f4nica sem nenhum contato com o mundo ocidental capitalista. Isso porque os povos amaz\u00f4nidas sabem que n\u00e3o existe essa separa\u00e7\u00e3o, seres humanos\/ambiente. Os seres amaz\u00f4nicos, todos, s\u00e3o ambiente. Sabiamente creem que da \u00e1gua \u00e9 que nasce a vida. Por isso, ensina Dom Moacyr Grechi, \u00e9 preciso amazonizar o Brasil!<\/p>\n<p>Um jovem ind\u00edgena, de 21 anos, filho de m\u00e3e cacique da tribo, em um dos &#8220;rios&#8221; do 12\u00ba intereclesial comoveu a todos ao testemunhar: &#8220;N\u00f3s, povos ind\u00edgenas, n\u00e3o queremos apenas terra para nossa gente sobreviver; queremos que a terra sobreviva para que todos n\u00f3s, todos os povos, inclusive os brancos, possamos continuar vivendo juntos&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adital.com.br\/site\/noticia.asp?lang=PT&#038;cod=40078\" target=\"_blank\">A Carta Final do 12\u00ba Intereclesial das CEBs <\/a>\u00e0s Comunidades celebrou v\u00e1rios compromissos, entre os quais: &#8220;Comprometemo-nos a fortalecer as lutas dos movimentos sociais populares: as dos povos ind\u00edgenas, pela demarca\u00e7\u00e3o e homologa\u00e7\u00e3o de suas terras e respeito por suas culturas; as dos afro-descendentes, pelo reconhecimento e demarca\u00e7\u00e3o das terras quilombolas; as das mulheres, por sua dignidade e igualdade e avan\u00e7o em suas articula\u00e7\u00f5es locais, nacionais e internacionais; as dos ribeirinhos, pela legaliza\u00e7\u00e3o de suas posses; as dos atingidos pelas barragens, pelo direito \u00e0 terra equivalente, pela restitui\u00e7\u00e3o de seus meios de sobreviv\u00eancia perdidos e indeniza\u00e7\u00e3o por suas benfeitorias; as dos sem terra, apoiando-os em suas ocupa\u00e7\u00f5es e em sua e nossa luta pela reforma agr\u00e1ria, contra o latif\u00fandio e os grileiros; as dos Movimentos Ecol\u00f3gicos, contra a devasta\u00e7\u00e3o da natureza, pela defesa das \u00e1guas e dos animais&#8221;.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia do 12\u00ba Intereclesial, l\u00edderes de oito religi\u00f5es rezaram juntos e assumiram conjuntamente v\u00e1rios compromissos, entre os quais: &#8220;Que nenhum \u00f3dio nem nenhum conflito, que nenhuma guerra encontre um incentivo nas religi\u00f5es. A guerra n\u00e3o pode ser motivada pelas religi\u00f5es. Que as palavras das religi\u00f5es sejam sempre palavras de Paz! Que as religi\u00f5es guiem os cora\u00e7\u00f5es na pacifica\u00e7\u00e3o da terra!&#8221;<\/p>\n<p>Enfim, na sua 12\u00aa esta\u00e7\u00e3o, o trem das CEBs, ap\u00f3s 11 intereclesiais, ancorou no porto de Porto Velho, onde realizou um verdadeiro F\u00f3rum Social Brasileiro das CEBs, elevando as CEBs a Comunidades Eclesiais e Ecol\u00f3gicas de Base. Deu para sentir que o Esp\u00edrito de vida pulsa forte em toda biodiversidade amaz\u00f4nica, clama e resiste. Sentimos tamb\u00e9m o ax\u00e9, uma for\u00e7a de vida, que irrompe do bioma amaz\u00f4nico. \u00c9 apaixonante! Quem conhece a Amaz\u00f4nia e os amaz\u00f4nidas passa a amar e a defender a vida e toda a biodiversidade.<\/p>\n<p><strong>Indicamos para aprofundamento sobre CEBs:<\/strong><\/p>\n<p>O livro texto-base do 12\u00ba Intereclesial das CEBs: Valdecir Luiz Cordeiro (org.), CEBs\/ECOLOGIA E MISS\u00c3O &#8211; Do ventre da Terra, o grito que vem da Amaz\u00f4nia, Ed. Paulus, S\u00e3o Paulo, 2008.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.cebs12.org.br\" target=\"_blank\">www.cebs12.org.br<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.cebsuai.org.br\" target=\"_blank\">www.cebsuai.org.br<\/a><\/p>\n<p>Belo Horizonte, 31 de julho de 2009.<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><br \/>\n<em>(1) Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil.<br \/>\n(2) Dom Jos\u00e9 Maria Pires, o dom Zumbi, arcebispo em\u00e9rito da Para\u00edba, no alto dos seus 90 anos de idade, marcou indelevelmente a todos com seu testemunho. Fez uma retrospectiva da luta do povo negro desde quando foram desterrados da m\u00e3e \u00c1frica, jogados nos navios negreiros e transformados em mercadoria, em &#8220;pe\u00e7a&#8221;, no Brasil. Condenou a escravid\u00e3o de ontem e a de hoje. Conclamou: &#8220;O negro e o branco s\u00e3o diferentes, um n\u00e3o \u00e9 superior ao outro. Devem conviver como irm\u00e3os&#8221;.<br \/>\nDom Pedro Casald\u00e1liga, bispo em\u00e9rito da Prelazia de S\u00e3o F\u00e9lix da Araguaia, mesmo na aus\u00eancia f\u00edsica, esteve presente espiritualmente. Atrav\u00e9s de uma entrevista gravada com ele, foi visto e ouvido no tel\u00e3o e, convivendo com o irm\u00e3o Parkinson, revelou estar ainda muito bem de cabe\u00e7a. Exortou as CEBs a continuarem na caminhada prof\u00e9tica com espiritualidade libertadora. &#8220;A Igreja precisa condenar o capitalismo, pois \u00e9 um pecado social e mesmo assim n\u00e3o foi condenado ainda&#8221;, bradou Pedro, o bispo pastor e profeta, cofundador da CPT &#8211; Comiss\u00e3o Pastoral da Terra &#8211; e do CIMI &#8211; Conselho Indigenista Mission\u00e1rio.<br \/>\n(3) \u00c0 tardezinha, realizamos a Caminhada dos M\u00e1rtires, em dire\u00e7\u00e3o ao local onde est\u00e1 sendo constru\u00edda a Usina Hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio no rio Madeira. Vimos com nossos olhos o rio j\u00e1 desviado e em cujo leito seco, ao som dos estampidos das rochas dinamitadas, est\u00e1 sendo concretada a barragem da hidroel\u00e9trica. Celebramos ali Ato Penitencial por todas as agress\u00f5es contra a natureza e a vida humana. Defronte \u00e0s pedreiras que acolhiam as \u00e1guas das cachoeiras de Santo Ant\u00f4nio, agora totalmente secas, ao lado da primeira capela constru\u00edda na regi\u00e3o, no alto de uma grande pedra, foram proclamadas as Bem-aventuran\u00e7as evang\u00e9licas (Mt 5,1-12), sinal da teimosa esperan\u00e7a dos pequenos, os preferidos do Deus da vida.<\/em><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-4621\" data-postid=\"4621\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-4621 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Gilvander Moreira e Delze dos Santos Laureano Fonte: Adital &#8220;Vi, ent\u00e3o, um novo c\u00e9u e uma nova terra&#8230; um rio de \u00e1gua viva&#8230; No meio da pra\u00e7a, de cada lado do rio, est\u00e3o plantadas \u00e1rvores da vida; elas d\u00e3o fruto doze vezes por ano; todo m\u00eas elas frutificam; suas folhas servem para curar as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[892],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - 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