
{"id":56508,"date":"2014-12-01T20:35:36","date_gmt":"2014-12-01T22:35:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=56508"},"modified":"2014-12-01T20:35:36","modified_gmt":"2014-12-01T22:35:36","slug":"ano-da-vida-consagrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/ano-da-vida-consagrada\/","title":{"rendered":"Ano da vida Consagrada"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, cs<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ano da Vida Consagrada (AVC) nos prop\u00f5e a profundar a reflex\u00e3o sobre o tema <em>A vida consagrada hoje<\/em>, sublinhando tr\u00eas palavras (ou conceitos) chaves da mesma: Evangelho, Profecia e Esperan\u00e7a. Cada uma delas chega aos ouvidos e soa ao cora\u00e7\u00e3o de todo consagrado ou consagrada com uma carga hist\u00f3rica e um significado inexaur\u00edveis. Vale a pena deter-se um momento para ouvir, num sil\u00eancio reverente, solene e respeitoso, o que nos podem dizer diante dos desafios da sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>O Evangelho<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Palavra de origem grega <em>euagg\u00e9lion<\/em>, que significa literalmente \u201cboa nova\u201d. Express\u00e3o utilizada pelos autores neotestament\u00e1rios para resumir o an\u00fancio do Reino de Deus por parte de Jesus, o Galileu. A t\u00f4nica de boa nova (ou boa not\u00edcia) pode ser contrastatada com a mensagem severa do precursor Jo\u00e3o Batista, profeta igualmente severo que vivia na solid\u00e3o como \u201ca voz que clama no deserto\u201d. De fato, enquanto este \u00faltimo preconiza um ju\u00edzo iminente como \u201cum machado colocado na raiz da \u00e1rvore\u201d, o profeta de Nazar\u00e9, ao contr\u00e1rio, al\u00e9m de percorrer os povoados, aldeias e campos, caminhando inclusive entre publicanos, pecadores e marginalizados, acentua o amor, a miseric\u00f3rdia, a compaix\u00e3o e o banquete do Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambos se enquadram no contexto da longa expectativa judaica quando \u00e0 vinda do Messias. Ambos iniciam com o ritual do batismo nas \u00e1guas do rio Jord\u00e3o e ambos profetizam a necessidade da convers\u00e3o, pois \u201co Reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo\u201d. Jo\u00e3o, entretanto, aparece como uma figura s\u00e9ria e sisuda, asc\u00e9tica, na linha de alguns profetas do Antigo Testamento que pregam o julgamento do \u201cDia do Senhor\u201d, ao passo que Jesus enfatiza a beleza do encontro ou reencontro com Deus, que Ele chama de Abba (=Papai), o qual jamais fecha a porta quando algu\u00e9m bate, jamais volta as costas quando algu\u00e9m busca sua face. \u201cJamais se cansa de perdoar, somos n\u00f3s que nos cansamos de pedir perd\u00e3o\u201d, diz o Papa Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 nas par\u00e1bolas do Reino, por\u00e9m, que transparece o sentido mais profundo da Boa Nova. S\u00e3o hist\u00f3rias exemplares e pontuais, em geral curtas, revestidas de palavras ao mesmo tempo simples e profundas, iluminados pela alegria de quem descobre um tesouro. N\u00e3o qualquer tesouro, que possa ser equiparado a outros, e sim a p\u00e9rola mais precisosa que algu\u00e9m seja capaz de imaginar. Tanto que, por esse tesouro, a pessoa se disp\u00f5e a abandonar tudo, mudar radicalmente a vida, seguir os passos do Mestre e jogar-se inteiro e confiante nas m\u00e3os do Pai. Ou seja, al\u00e9m de \u201cnova\u201d no sentido de in\u00e9dita, surpreendente e imprevis\u00edvel, a not\u00edcia \u00e9 \u201cboa\u201d, inigual\u00e1vel, vem embalada na bondade infinita do Pai, o que traz serenidade e paz profundas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A no\u00e7\u00e3o de \u201cboa not\u00edcia\u201d entra tamb\u00e9m em contraste com o ensinamento dos saduceus, dos escribas e dos fariseus. Estes, de fato, haviam transformado a antiga alian\u00e7a em uma \u201cm\u00e1 not\u00edcia\u201d, que penalizada de forma particular os pobres, os doentes e os pecadores \u2013 tr\u00eas termos n\u00e3o raro sin\u00f4nimos nos relatos evang\u00e9licos. Tendo deixado \u00a0\u201ca lei e os profetas\u201d fossilizar-se, as autoridades judaicas excluiam da religi\u00e3o e da sociedade os que viviam \u00e0 margem de seus r\u00edgidos preceitos, verdadeiros fardos \u201cque eles mesmos n\u00e3o levantavam sequer com um dedo\u201d, acusa o profeta de Nazar\u00e9. Diferentemente deles, atestam os evangelistas, \u201cJesus falava como quem possui autoridade\u201d. De onde lhe vinha semelhante autoridade? At\u00e9 mesmo uma leitura superficial dos quatro Evangelhos demonstra que o \u201cebreu marginal\u201d (J.P.Meier) sabia estabelecer uma ponte ou uma escada entre o cora\u00e7\u00e3o misericordioso do Pai, por um lado, e a alma aflita e sedenta do povo, por outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas onde brilha com mais for\u00e7a a concep\u00e7\u00e3o de \u201cboa nova\u201d do Reino \u00e9, sem d\u00favida, na par\u00e1bola do Filho Pr\u00f3digo (ou do Pai Misericordioso). O confronto aqui contrap\u00f5e o filho mais velho, rigoroso observante da lei e obediente at\u00e9 a subservi\u00eancia, e o filho mais novo, que havia esbanjado sua parte da heran\u00e7a numa vida desregrada e mundana. A acolhida e a grandiosa festa que o Pai concede a este \u00faltimo, quando do seu regresso a casa, ultrapassa todas as medidas e todos os crit\u00e9rios da raz\u00e3o humana. N\u00e3o exitem preconceitos, discrimina\u00e7\u00e3o ou limites para entrar na Casa do Pai.\u00a0 O banquete e a alegria se justificam e se tornam ainda mais eloquentes porque \u201cesse teu irm\u00e3o estava morto e voltou \u00e0 vida, estava perdido e voltou a se encontrar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No seguimento de Jesus, e levando em considera\u00e7\u00e3o o Ano da Vida Consagrada, cabem algumas perguntas dirigidas a todas as pessoas consagradas: at\u00e9 que ponto, nos dias de hoje, eles e elas constituem (ou n\u00e3o) motivo de alegria, de festa, de \u201cboa not\u00edcia\u201d para os pobres e exclu\u00eddos, os mais pequenos e abandonados? Sua vida, palavras e obras constituem um testemunho que convida ao encontro ou reencontro com o Deus de Jesus Cristo? Em que medida as estruturas atuais dos institutos consagrados permitem (ou n\u00e3o) de vivenciar com alegria e profundidade a pobreza, a obedi\u00eancia e a castidade? Os tr\u00eas votos ou exig\u00eancias evang\u00e9licas s\u00e3o tidos apenas (e tristemente) como um \u201cn\u00e3o\u201d de ren\u00fancia ou, de forma predominante, como um \u201csim\u201d de quem descobriu o verdadeiro tesouro, o significado mais profundo e real da exist\u00eancia? No interior das comunidades religiosas consagradas \u2013 hoje, aqui e agora \u2013 respira-se um oxig\u00eanio puro e libertador ou, inversamente, prevalecem olhares obl\u00edquos, palavras feito facas afiadas e sil\u00eancios envenenados? Por tr\u00e1s dessas quest\u00f5es \u2013 e de tantas outras \u00a0\u2013 n\u00e3o se escondem os motivos da t\u00e3o alardeada crise da Vida Religiosa Consagrada (VRC)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A Profecia<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que veloz e superficial, uma retrospectiva sobre os escritos veterotestament\u00e1rios, com destaque para os textos do movimento prof\u00e9tico, p\u00f5e em revelo tr\u00eas dimens\u00f5es da profecia no Antigo Testamento: um \u201clembra-te\u201d, uma den\u00fancia e um an\u00fancio. O \u201clembra-te\u201d reporta-nos \u00e0 experi\u00eancia fundante do Povo de Israel, de maneira particular aos livros do \u00caxodo e do Deuteron\u00f4mio. Tendo presente na mem\u00f3ria o fato de ter sido escravo na terra do Egito, sob as garras da tirania de Fara\u00f3, e tendo sido resgatado por Deus e por Ele conduzido \u00e0 Terra Prometida, esse mesmo povo n\u00e3o pode submeter \u00e0 escravid\u00e3o nem os seus pr\u00f3prios irm\u00e3os hebreus, nem o estrangeiro que vive ao seu lado (Dt 5, 15; 15,15; 24,18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os profetas, mais que revolucion\u00e1rios inovadores, buscam legitimar sua mensagem na heran\u00e7a dessa experi\u00eancia que deu origem a Israel como povo da alian\u00e7a. O chamado \u201ccredo hist\u00f3rico\u201d em suas v\u00e1rias vers\u00f5es (por exemplo, Ex 3,7-10; Dt 26,5-10) constitui uma base s\u00f3lida para resgatar, ao mesmo tempo, os princ\u00edpios da alian\u00e7a e da promessa de Deus a seu povo, reproduzindo-os diante dos novos desafios no contexto da monarquia e do ex\u00edlio. No movimento prof\u00e9tico e pela boca de seus mensageiros, fala o mesmo Deus que<em> viu<\/em> a mis\u00e9ria dos escravos no Egito, <em>ouviu<\/em> seu clamor, <em>conheceu<\/em> seu sofrimento e <em>desceu<\/em> para libert\u00e1-lo. Os verbos ver, ouvir, conhecer e descer \u2013 ilustrativos de uma espiritualidade que experimentou um Deus atento, sens\u00edvel e solid\u00e1rio \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos pobres e exclu\u00eddos \u2013 coloca-se agora decisivamente em defesa \u201cdo \u00f3rf\u00e3o, da vi\u00fava e do estrangeiro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa solicitude experimentada na espiritualidade do processo de escravid\u00e3o-\u00eaxodo-deserto, vem a den\u00fancia como segunda dimens\u00e3o da profecia. O profeta se faz duplamente portavoz: por uma parte, representa o clamor daquele que, devido \u00e0 opress\u00e3o, permanece reduzido ao sil\u00eancio. Silenciado e silencioso, apela ao enviado de Deus pedindo-lhe socorro e clem\u00eancia. Por outra parte, o profeta representa tamb\u00e9m a presen\u00e7a e a palavra viva e vibrante do Deus invis\u00edvel. Deus que, como em Am\u00f3s e Miqu\u00e9ias, respectivamente, se compadece dos pobres que \u201cs\u00e3o vendidos por um par de sand\u00e1lias\u201d ou \u201cesfolados, descarnados e devorados como carne de panela\u201d. Ainda de acordo com o Livro de Miqu\u00e9ias, os chefes de Jac\u00f3 e os governantes da casa de Israel \u201cesqueceram o direito e a justi\u00e7a\u201d (cap\u00edtulo 3).\u00a0 O profeta tr\u00e2nsita entre o cen\u00e1rio onde o povo sofre, geme e grita e o cora\u00e7\u00e3o de um Deus que olha com predile\u00e7\u00e3o os oprimidos de todas as tiranias e todos os tiranos. O Deus da alian\u00e7a e da promesa \u00e9 igualmente o Deus que clama por justi\u00e7a e paz!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do \u201clembra-te\u201d e da den\u00fancia, a profecia desdobra-se naturalmente em uma terceira dimens\u00e3o, a do an\u00fancio. Como vmos no \u201ccredo hist\u00f3rico\u201d, al\u00e9m de ver, ouvir e conhecer a situa\u00e7\u00e3o do povo, Deus desce para libert\u00e1-lo e conduzi-lo \u00e0 Terra Prometida. Todo an\u00fancio prof\u00e9tico tem como fonte origin\u00e1ria essa experi\u00eancia libertadora, por um lado, e a alian\u00e7a\/promessa, por outro. A caminhada do Povo de Israel atrav\u00e9s dos caminhos do \u00eaxodo, do deserto e do ex\u00edlio significa um processo que vai da escravid\u00e3o \u00e0 liberdade. Processo que dever\u00e1 adquirir sua plenitude no mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o, vida, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, quando o Verbo de Deus se faz carne e arma sua tenda entre n\u00f3s, desce definitivamente ao encontro de cada ser humano e de toda a humanidade. Do ponto de vista teol\u00f3gico, verifica-se ent\u00e3o a passagem da morte para a vida, das trevas para a luz. Os profetas preanunciam a plena realia\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a e da promessa, seja na \u201cNova Jerusal\u00e9m\u201d (Is 65,17ss) ou na \u201cJerusal\u00e9m Celeste\u201d, onde \u201cn\u00e3o mais haver\u00e1 morte, nem luto, nem grito, nem dor\u201d (Ap 21,1-8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m neste caso cabem algumas interroga\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 VRC. Em que medida a no\u00e7\u00e3o do \u201clembra-te\u201d nos reporta hoje n\u00e3o somente \u00e0 experi\u00eancia fundante do Povo de Israel e \u00e0 pr\u00e1tica de Jesus, mas tamb\u00e9m \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o do fundador ou fundadora? Esse \u201clembra-te\u201d segue nos questionando e interpelando diante dos desafios do mundo de hoje, tanto em termos pessoais quanto comunit\u00e1rios e institucionais? At\u00e9 que ponto o conforto e o comodismo da sociedade contempor\u00e2nea atenua e neutraliza a veem\u00eancia da profecia diante das injusti\u00e7as e desequil\u00edbrios socioecon\u00f4micos? Ou tendemos a \u201cnaturalizar\u201d o abismo entre pobres e ricos, vendo-o como \u201cnatural\u201d? No que diz respeito ao an\u00fancio, quantas vezes nossas palavras e discursos prof\u00e9ticos perdem qualquer for\u00e7a se e quando comparados ao comportamento di\u00e1rio!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTra ir dire e il fare c\u2019\u00e8 in mezzo il mare\u201d (entre o dizer e o fazer, no meio existe o mar), diz um prov\u00e9rbio italiano. Vale perguntar se n\u00e3o ser\u00e1 essa dist\u00e2ncia entre a prega\u00e7\u00e3o e o testemunho um dos principais fatores de crise! E com maior raz\u00e3o da falta voca\u00e7\u00f5es e de entusiasmo juvenil! Sabemos que na fonte a \u00e1gua \u00e9 mais cristalina. Talvez o maior desafio da VRC hoje seja o de resgatar a intui\u00e7\u00e3o do fundador ou fundadora, no seguimento de Jesus Cristo, buscando a\u00ed o oxig\u00eanio primaveril que pode fazer de nossa vida uma \u201cboa nova\u201d para os pobres. A comunidade religosa, bem como o tetemunho concreto de cada consagrado, se levados a s\u00e9rio e vivenciados em profundidade, pode s\u00edm transformar-se em sangue novo num organismo socioecon\u00f4mico e pol\u00edtico-cultural que caminha a passos largos para o ocaso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A Eperan\u00e7a<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na socieade contempor\u00e2nea \u2013 moderna, tardomoderna ou p\u00f3smoderna \u2013 a esperan\u00e7a sofreu um reducionismo de propor\u00e7\u00f5es espantosas. Ao inv\u00e9s de ter os olhos fixos no horizonte de um plano articulado e de longa vis\u00e3o, limita-se a responder \u00e0s expectativas imediatas e imediatamente \u00e0 m\u00e3o. Em lugar de uma utopia que questiona, interpela e conduz a uma a\u00e7\u00e3o sociaopastoral transformadora, imp\u00f5e-se a busca febril e fren\u00e9tica de buscar respostas aos problemas imediatos. A projeta\u00e7\u00e3o do futuro cedeu o lugar ao desejo imperioso e ilimitado do presente. Paradoxalmente, uma sede de novidades sem precedetes, se poss\u00edvel a cada hora ou a cada dia, nos mant\u00e9m prisioneiros do aqui e agora. Ao inv\u00e9s de empreender todos os esfor\u00e7os para voar, tornamo-nos p\u00e1ssaros passivos e domesticados de uma gaiola confort\u00e1vel e bem nutrida. \u00c1guias com medo de aventurar-se em voos mais altos e ousados, ou \u201cpescadores de homens\u201d que t\u00eam coragem de \u201cavan\u00e7ar para \u00e1guas mais profundas\u201d (Lc 5,4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expectativa de novidades di\u00e1rias, pelo seu brilho e excesso, banalizou a pr\u00f3pria esperan\u00e7a. O conceito de esperar reduziu-se a aguardar o pr\u00f3ximo \u00f4nibus, t\u00e1xi, trem ou avi\u00e3o; a pr\u00f3xima moda de roupa, de cal\u00e7ado ou de penteado; o pr\u00f3ximo modelo de celular, de rel\u00f3gio ou de televisor; o \u00faltimo lan\u00e7amento de notebook, a marca da onda ou o carro do ano, os equipamentos mais sofisticados de conforto e seguran\u00e7a&#8230; e assim por diante. A esperan\u00e7a tornou-se pequena, demasiadamente pequena, adaptando-se aos contornos do mercado de consumo. T\u00e3o estreita a ponto de ver-se guiada, em \u00faltma inst\u00e2ncia, pela propaganda, a publicidade, o marketing. Perdeu p\u00e9s e asas, perdeu a faculdade de sonhar! Tamb\u00e9m a liberdade, em lugar de um projeto s\u00e9rio e respons\u00e1vel para o futuro, reduziu-se \u00e0 \u201clivre escolha\u201d entre a multid\u00e3o de objetos \u00e0 m\u00e3o. Uma espera materializada e coisificada que fecha o horizonte da verdadeira esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tornamo-nos como crian\u00e7as contaminadas desde o ber\u00e7o pelo v\u00edrus da chamada p\u00f3smodernidade. No Natal, elas aguardam ansiosamente o presente do Papai Noel, sem dar-se conta que o Menino que acaba de nascer na manjedoura, embora meio escanteado e evergonhado nas lojas do shopping center, tamb\u00e9m \u00e9 portador de um presente. Enquanto o fasc\u00ednio do velhinho de barbas e cabelos brancos faz perder a cabe\u00e7a por algo perec\u00edvel e descart\u00e1vel, como o s\u00e3o todos os objetos, a estrela sobre pres\u00e9pio indica algo insuperavelmente mais grandioso, cheio de brilho e eterno. Contentamo-nos com uma satisfa\u00e7\u00e3o que nos mant\u00e9m entretidos por alguns dias (ou horas), deixando de lado a \u201cboa nova\u201d que \u00e9 a raz\u00e3o mesma da exist\u00eancia, o sentido da vida em plenitude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O empenho pela constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade \u2013 ideal e esperan\u00e7a de d\u00e9cadas passadas \u2013 converteu-se na absoluta necessidade de acompanhar a vertiginosa rapidez com que novos produtos entram no palco sob a mira dos microfones, holofontes e c\u00e2meras, batem insistentemente \u00e0 porta, ou melhor, s\u00e3o oferecidos na tela da TV e na \u201ctelinha\u201d do celular. A no\u00e7\u00e3o de esperar tornou-se praticamente sin\u00f4nimo de comprar, o que aprisiona a esperan\u00e7a nos limites ou possibilidades do bolso, do sal\u00e1rio ou do cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Por outro lado, na medida em que os produtos encontram-se expostos na vitrine, profusamente iluminados e atraentes, a esperan\u00e7a converte-se em desilus\u00e3o para quem n\u00e3o disp\u00f5e dos recursos necess\u00e1rios. S\u00e3o tantos e t\u00e3o variados os apelos que colocam a esperan\u00e7a ao alcance da m\u00e3o que o fato de n\u00e3o poder adquiri-los, aos poucos, mata a pr\u00f3pria esperan\u00e7a. Ou ent\u00e3o, no fim da linha, engendra a rebeldia, o roubo e a viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tal ponto reduziu-se a concep\u00e7\u00e3o cotidiana da espera que, na correria e na agita\u00e7\u00e3o do dia-a-dia, perdeu-se o sentido de \u201cesperar contra toda esperan\u00e7a\u201d (Rm 4,18). A \u00e2nsia do curto prazo, da realiza\u00e7\u00e3o pronta e instant\u00e2nea dos instintos e desejos \u2013 at\u00e9 mesmo ou especialmente os mais sup\u00e9rfluos \u2013 atropela a busca lenta e paciente do longo prazo. N\u00e3o h\u00e1 tempo a perder. Os imperativos do presente n\u00e3o deixam espa\u00e7o para arquitectar um projeto que pode e deve ser constru\u00eddo s\u00f3dida e solidariamente, passo a passo, tijolo a tijolo, m\u00e3o a m\u00e3o. O imp\u00e9rio da aquisi\u00e7\u00e3o imediata do prazer pelo prazer (hedonismo) traz embutido o imp\u00e9rio do ef\u00eamero e, em grau ainda mais preocupante, o imp\u00e9rio do descart\u00e1vel. Com isso, em lugar de rela\u00e7\u00f5es humanas firmes e duradouras, tendem a prevalecer os la\u00e7os e v\u00ednculos provis\u00f3rios, moment\u00e2neos, \u201cl\u00edquidos\u201d \u2013 e igualmente ef\u00eameros e descart\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evidente que as pessoas e comunidades da VRC n\u00e3o est\u00e3o imunes a essa quadro tentador de uma espera que tende a diminuir o horizonte da esperan\u00e7a evang\u00e9lica. A utopia como que se transfigura em melhorar o pr\u00f3prio bem-estar, o conforto pessoal e comunit\u00e1rio, quando n\u00e3o no mero ac\u00famulo de bens materiais e patrimoniais para o Instituto. Neste caso, todas as justificativas s\u00e3o v\u00e1lidas! Entra em cena o individualismo, o ego\u00edsmo e o egocentrismo (e quantos outros \u201cismos\u201d) exacerbados da sociedade contempor\u00e2nea, os quais, da mesma forma que atravessam e impregnam os relacionamentos <em>ad extra<\/em>, configuram tamb\u00e9m as rela\u00e7\u00f5es interpessoaos e comunit\u00e1rias <em>ad intra<\/em>. A profiss\u00e3o dos votos, por mais preparada, sincera e refletida, n\u00e3o isenta os consagrados dos apelos e tenta\u00e7\u00f5es que os cercam. Pelo contr\u00e1rio, a proibi\u00e7\u00e3o t\u00e1cida ou expl\u00edcita pode torn\u00e1-los ainda mais cobi\u00e7ados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, como nos itens anteriores, cabem algumas perguntas: num mundo voltado para a busca do prazer imediata, como resgatar o sentido dos votos perp\u00e9tuos? No cen\u00e1rio de la\u00e7os transit\u00f3rios, virtuais e descart\u00e1veis, qual o sentido de uma dedica\u00e7\u00e3o envolvendo a exist\u00eancia humana como um todo? Diante da vitrine iluminada e atraente do \u201caqui e agora\u201d, como projetar a esperan\u00e7a no futuro atrav\u00e9s da miss\u00e3o entre os pobres e do envolvimento destes como protagonistas da pr\u00f3pria liberta\u00e7\u00e3o? Como acreditar que o Reino tem suas ra\u00edzes nos por\u00f5es e periferias das metr\u00f3pole buli\u00e7osas e cheias de ru\u00eddos ou nos long\u00ednquos grot\u00f5es? \u00c9 poss\u00edvel superar o imperativo da satisfa\u00e7\u00e3o presente, em vista de um amanh\u00e3 a ser recriado, vale dizer, em vista da utopia crist\u00e3 escatol\u00f3gica? Contra a espera do imediatismo, podemos ainda conferir novo significado \u00e0 no\u00e7\u00e3o de \u201cesperar contra toda esperan\u00e7a\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Roma, 28 de novembro de 2014<\/em><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-56508\" data-postid=\"56508\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-56508 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, cs O Ano da Vida Consagrada (AVC) nos prop\u00f5e a profundar a reflex\u00e3o sobre o tema A vida consagrada hoje, sublinhando tr\u00eas palavras (ou conceitos) chaves da mesma: Evangelho, Profecia e Esperan\u00e7a. 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