
{"id":5766,"date":"2009-10-20T12:30:06","date_gmt":"2009-10-20T15:30:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=5766"},"modified":"2009-10-19T19:53:26","modified_gmt":"2009-10-19T22:53:26","slug":"por-um-novo-humanismo-na-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/por-um-novo-humanismo-na-economia\/","title":{"rendered":"Por um novo humanismo na economia"},"content":{"rendered":"<p>Marcus Eduardo de Oliveira<\/p>\n<p>Parece ser consenso que a humanidade vive uma crise civilizat\u00f3ria. A fome que atinge 1 bilh\u00e3o de seres humanos talvez seja a prova incontest\u00e1vel que as coisas n\u00e3o andam bem em mat\u00e9ria de dignidade e respeito ao pr\u00f3ximo, termos esses caros a sociedades que se encontram &#8220;desconectadas&#8221; das boas e adequadas pol\u00edticas p\u00fablicas sociais. At\u00e9 mesmo porque, nesse sentido, uma pol\u00eamica ronda essa discuss\u00e3o. Dizem alguns que temos que produzir mais porque somos muitos. Ser\u00e1 isso verdade? N\u00e3o seria melhor mudarmos o foco: produzirmos melhor (com qualidade), e n\u00e3o mais (diminuir a quantidade). Temos que &#8220;distribuir&#8221; e n\u00e3o &#8220;concentrar&#8221;.<\/p>\n<p>No que toca a ignom\u00ednia da fome, temos que evitar o desperd\u00edcio que beira cifras indecentes de 30% a 40% da produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e distribuir melhor os alimentos cuja produ\u00e7\u00e3o atual \u00e9 suficiente.<\/p>\n<p><strong>A produ\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e9 suficiente<\/strong><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o mundial de alimentos dos dias de hoje d\u00e1 conta suficiente das 6,7 bilh\u00f5es de bocas a serem alimentadas. De acordo com a FAO (Fundo para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o &#8211; ONU), entre 1950 e 2000, a produ\u00e7\u00e3o mundial de gr\u00e3os mais que triplicou, passando de cerca de 590 para mais de 2 trilh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas ao ano. De 1950 a 1975, a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os aumentou em m\u00e9dia 3,3% ao ano, um percentual maior do que o do crescimento populacional, de 1,9% ao ano.<\/p>\n<p>No entanto, o &#8220;probleminha&#8221; da aloca\u00e7\u00e3o\/distribui\u00e7\u00e3o dessa produ\u00e7\u00e3o nos lugares que mais carece de ajuda continua a n\u00e3o acontecer. E, assim, os que tanto precisam acabam ficando sem acesso. Menos da metade dos gr\u00e3os hoje em dia \u00e9 destinada \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, enquanto a maior parte serve para fabricar ra\u00e7\u00f5es animais, biocombust\u00edveis e outros produtos industriais. Al\u00e9m disso, deve-se computar ainda o efeito de pragas sobre a planta\u00e7\u00e3o e o apodrecimento entre a colheita e o consumo. O que falta para uns, sobra para outros. \u00c9 a distribui\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 feita a contento.<\/p>\n<p>Desse modo, temos que de um lado h\u00e1 um 1 bilh\u00e3o de famintos; do outro, 1 bilh\u00e3o de obesos.<\/p>\n<p>E assim, outros e outros &#8220;probleminhas&#8221; que giram em torno da m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o de recursos e rendas v\u00e3o se agravando, contribuindo, sobremaneira, para desumanizar ainda mais as rela\u00e7\u00f5es entre nossos pares.<\/p>\n<p>Em especial sobre a quest\u00e3o dos subnutridos, cabe ressaltar que esse mal acomete uma entre tr\u00eas crian\u00e7as. Em n\u00fameros absolutos, a subnutri\u00e7\u00e3o e a fome cr\u00f4nica afetam aproximadamente 200 milh\u00f5es de pessoas na \u00cdndia; mais de 200 milh\u00f5es na \u00c1frica; 40 milh\u00f5es em Bangladesh; 15 milh\u00f5es no Afeganist\u00e3o. O n\u00famero de mortes por causas relacionadas com a fome \u00e9 da ordem de nove milh\u00f5es por ano. Isso resulta em uma m\u00e9dia de 25 mil mortes por dia.<\/p>\n<p>Percebe-se, com isso, que os n\u00fameros que perfazem a desigualdade s\u00e3o gritantes e inadmiss\u00edveis.<\/p>\n<p>A conta disso \u00e9 bastante simples: tem pouca gente ganhando muito, enquanto h\u00e1 muita gente que nada est\u00e1 ganhando. A riqueza de uns est\u00e1 sendo literalmente constru\u00edda sobre a pobreza de milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>O consumo excessivo de uns \u00e9 a contrapartida da escassez de outros. Para uns sobra o que tanto falta a outros tantos. \u00c9 o &#8220;desequil\u00edbrio&#8221; que parece assim regular as atividades da economia gerando, na ponta final, mais desigualdade.<\/p>\n<p><strong>A falta de equil\u00edbrio<span style=\"font-weight: normal;\"> <\/span><\/strong><\/p>\n<p>Se as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas fossem, ao menos, pr\u00f3ximas do equil\u00edbrio, bastaria dividir a produ\u00e7\u00e3o mundial (60 trilh\u00f5es de d\u00f3lares) por 6,7 bilh\u00f5es de pessoas e obter\u00edamos algo como 9 mil d\u00f3lares por pessoa.<\/p>\n<p>Mas, sabemos que n\u00e3o \u00e9 bem assim que a coisa funciona. E sabemos tamb\u00e9m que a desigualdade n\u00e3o \u00e9 natural, \u00e9 imposta. E, sendo imposta, algu\u00e9m est\u00e1 no &#8220;centro&#8221; dessas decis\u00f5es dirigindo o destino de muitos que v\u00e3o sendo condenados \u00e0 mis\u00e9ria e a explora\u00e7\u00e3o. \u00c9 a desumaniza\u00e7\u00e3o da economia que provoca a desumaniza\u00e7\u00e3o de nossos pares.<\/p>\n<p>E a explora\u00e7\u00e3o est\u00e1 por todos os lados, incluindo at\u00e9 mesmo os que est\u00e3o fora desse &#8220;deus-mercado&#8221; que \u00e9 aben\u00e7oado pelo &#8220;consumo excessivo&#8221;, regulado pela l\u00f3gica mercadol\u00f3gica que defende que mais e mais produtos devam ser &#8220;empurrados&#8221; para um n\u00famero cada vez mais crescente de compradores. \u00c9 a l\u00f3gica perversa do consumo excessivo que prioriza apenas o consumidor detentor de poder aquisitivo.<\/p>\n<p>Nesse pormenor, o velho e bom Marx chegou a afirmar que &#8220;\u00e9 melhor ser explorado pelo capitalismo do que n\u00e3o ser explorado por ele&#8221;. Marx sentenciava que ao n\u00e3o ser explorado pelo capitalismo, o trabalhador visivelmente n\u00e3o &#8220;existia&#8221;, pois se encontrava fora do mercado de trabalho (no desemprego) na condi\u00e7\u00e3o de nem mesmo ser &#8220;explorado pelo sistema&#8221; (exclu\u00eddo).<\/p>\n<p>Percebemos ent\u00e3o que a exclus\u00e3o social \u00e9 de tamanha ferocidade que atinge at\u00e9 mesmo quem dela n\u00e3o contribui nem para o lucro do capitalista, nem para aumentar o n\u00famero de produtos dispon\u00edveis no mercado. Em nossa opini\u00e3o, esse \u00e9 o &#8220;exclu\u00eddo dentro da exclus\u00e3o&#8221; que contribui, assim, grosso modo, para a total desumaniza\u00e7\u00e3o das atividades.<\/p>\n<p>Cabe reiterar que os n\u00fameros dessa &#8220;desumaniza\u00e7\u00e3o&#8221; s\u00e3o alarmantes. Do lado dos \u00f3bitos s\u00e3o: 10 milh\u00f5es de crian\u00e7as mortas a cada ano por problemas com &#8220;inseguran\u00e7a alimentar&#8221;; 25 milh\u00f5es de v\u00edtimas do HIV\/AIDS at\u00e9 os dias de hoje; 1 bilh\u00e3o e meio de pessoas sem acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel; 3 milh\u00f5es de mortes ao ano na \u00c1frica em decorr\u00eancia da mal\u00e1ria; meio milh\u00e3o de mulheres que morrem no parto por defici\u00eancias no sistema de sa\u00fade. Acrescenta-se a isso o aquecimento global que provoca o desequil\u00edbrio do ecossistema a ponto de chegarmos a seguinte conclus\u00e3o: n\u00e3o \u00e9 o planeta Terra que est\u00e1 prestes a entrar em decomposi\u00e7\u00e3o, somos n\u00f3s. N\u00e3o s\u00e3o os animais que entrar\u00e3o em extin\u00e7\u00e3o, somos n\u00f3s. N\u00e3o \u00e9 o habitat natural que so\u00e7obrar\u00e1, somos n\u00f3s.<\/p>\n<p>O rumo que a economia tomou nos \u00faltimos quatrocentos anos apenas refor\u00e7a essa id\u00e9ia. No in\u00edcio, com os cl\u00e1ssicos ministrando as primeiras li\u00e7\u00f5es, no centro da an\u00e1lise econ\u00f4mica estava o indiv\u00edduo. Era a a\u00e7\u00e3o humana &#8211; palavra cara a Escola Austr\u00edaca de Economia &#8211; o fator respons\u00e1vel pelos avan\u00e7os.<\/p>\n<p>Com o passar dos tempos e com a chegada dos marginalistas na cena econ\u00f4mica, a an\u00e1lise matem\u00e1tica ganhou relev\u00e2ncia e as necessidades humanas deixaram de ser o ponto fundamental de preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que fizeram ent\u00e3o esses analistas econ\u00f4micos da Escola Marginalista? Jogaram para escanteio o cabedal s\u00f3cio-econ\u00f4mico que mirava as necessidades humanas e estabelecia o bem-estar como meta. Desde ent\u00e3o, a economia se &#8220;matematizou&#8221; e, aos poucos, o social se tornou ap\u00eandice da matem\u00e1tica econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Disso surge uma pergunta inevit\u00e1vel: o que tem que ser feito para resgatar o foco social e humano que um dia caracterizou a abordagem das ci\u00eancias econ\u00f4micas?<\/p>\n<p><strong>O resgate necess\u00e1rio<span style=\"font-weight: normal;\"> <\/span><\/strong><\/p>\n<p>Precisamos praticar a Economia Solid\u00e1ria, a Economia Sustent\u00e1vel, a Humaniza\u00e7\u00e3o da Economia na qual o dinheiro n\u00e3o seja o ponto central. \u00c9 simples? N\u00e3o. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Para tanto, &#8220;\u00c9 preciso reinventar uma economia da conviv\u00eancia&#8221;, diz Edgar Morin. Dom Pedro Casald\u00e1liga, nessa mesma linha, fala em &#8220;humanizar a humanidade&#8221;; enquanto o educador Marcos Arruda escreve sobre tornar &#8220;real o poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>Mas, o que \u00e9 &#8220;real&#8221; e o que significa, de fato, o &#8220;poss\u00edvel&#8221;? Real \u00e9 desejarmos um mundo melhor para todos, sem exce\u00e7\u00e3o, nem discrimina\u00e7\u00e3o. Poss\u00edvel \u00e9 praticarmos isso mediante a coopera\u00e7\u00e3o e a solidariedade. No lugar da competi\u00e7\u00e3o coloquemos a coopera\u00e7\u00e3o. Em lugar do individualismo, solicitemos a coletivismo, a ajuda m\u00fatua, a socializa\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios.<\/p>\n<p>A can\u00e7\u00e3o popular entoada em cantos religiosos profetiza que &#8220;Deus criou o infinito para a vida ser mais&#8221;. Viver \u00e9 isso. Viver \u00e9 conviver. N\u00e3o nascemos sozinhos, n\u00e3o estamos isolados, n\u00e3o habitamos ilhas em isolacionismo perp\u00e9tuo. Vivemos em comunidade. Em comum unidade. Logo, vivenciamos o coletivo, n\u00e3o o individualismo.<\/p>\n<p>No entanto, s\u00f3 vale a pena viver em um mundo onde esse mundo mere\u00e7a ser vivido. Do jeito que est\u00e1, com as desigualdades sociais e econ\u00f4micas esparramando mis\u00e9ria e indec\u00eancia por todos os lados, at\u00e9 mesmo sonhar a possibilidade de construir uma vida igualit\u00e1ria e digna torna-se algo espinhoso. Parte da\u00ed a necessidade de humanizar a economia, visto que a economia &#8220;estuda&#8221; o comportamento dos agentes econ\u00f4micos. Assim, por essa casual defini\u00e7\u00e3o, a economia estuda o &#8220;nosso&#8221; comportamento, porque somos, antes de qualquer outra coisa, agentes dessa transforma\u00e7\u00e3o que se faz necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse sentido que desejamos promover o resgate do verdadeiro fundamento da ci\u00eancia econ\u00f4mica e torn\u00e1-la \u00fatil em nosso favor, usando a Economia como instrumento da constru\u00e7\u00e3o do bem comum. Nesse pormenor, cabe ao economista entender o mundo e propor alternativas.<\/p>\n<p>Ladislau Dowbor nos diz que &#8220;a economia \u00e9 um meio que deve servir para o desenvolvimento equilibrado da humanidade, ajudando-nos, como ci\u00eancia, a selecionar as solu\u00e7\u00f5es mais positivas, a evitar os impasses mais perigosos&#8221;.<\/p>\n<p>Em nosso entendimento, a economia s\u00f3 faz sentido de ser e torna-se \u00fatil se, e somente se, agrupar em seu intento crescimento econ\u00f4mico (equilibrado), equil\u00edbrio ecol\u00f3gico (meio ambiente sustent\u00e1vel) e progresso social (justi\u00e7a e equidade). Fora disso, a Economia encontra-se totalmente desconectada da realidade.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-5766\" data-postid=\"5766\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-5766 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcus Eduardo de Oliveira Parece ser consenso que a humanidade vive uma crise civilizat\u00f3ria. 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