
{"id":6008,"date":"2009-11-20T06:14:50","date_gmt":"2009-11-20T09:14:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=6008"},"modified":"2009-11-17T22:17:13","modified_gmt":"2009-11-18T01:17:13","slug":"qual-foi-o-primeiro-milagre-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/qual-foi-o-primeiro-milagre-de-jesus\/","title":{"rendered":"Qual foi o primeiro milagre de Jesus?"},"content":{"rendered":"<p>Se algu\u00e9m nos perguntasse qual foi o primeiro milagre de Jesus, n\u00e3o duvidar\u00edamos em responder que foi o da \u00e1gua transformada em vinho durante uma festa de casamento, na cidade de Can\u00e1 na Galil\u00e9ia. O mesmo evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o diz isso expressamente: \u201cEste foi o primeiro sinal de Jesus, em Can\u00e1, na Galil\u00e9ia, com o qual mostrou sua gl\u00f3ria, e seus disc\u00edpulos acreditaram nele\u201d (Jn 2, 11).<\/p>\n<p>No entanto, para os outros tr\u00eas evangelistas (Mateus, Marcos e Lucas), esse n\u00e3o foi o primeiro milagre realizado por Jesus. Nem sequer se inteiraram deste. Para eles, n\u00e3o existe. E, em seu lugar, cada um relata outro \u201cprimeiro\u201d milagre.<\/p>\n<p>Assim, em S\u00e3o Marcos (e S\u00e3o Lucas), figura a cura de um endemoniado na sinagoga de Cafarnaum. E em S\u00e3o Mateus, a cura de um leproso depois do serm\u00e3o da montanha.<\/p>\n<p>Por que os evangelistas n\u00e3o est\u00e3o de acordo sobre o primeiro milagre de Jesus? Por que cada um d\u00e1 uma vers\u00e3o diferente? Porque eles n\u00e3o pretenderam contar a seus leitores o que historicamente fez Jesus com sua atividade milagrosa, sen\u00e3o transmitir-lhes uma mensagem religiosa, que cada um adequou como melhor lhe pareceu.<\/p>\n<p><strong>OS ESP\u00cdRITOS DA SINAGOGA<\/strong><\/p>\n<p>O evangelho de Marcos, que \u00e9 o mais antigo, relata assim o primeiro milagre de Jesus: \u201cJesus e seus disc\u00edpulos entraram em Cafarnaum. E no s\u00e1bado, foi \u00e0 sinagoga e come\u00e7ou a ensinar. Todos ficaram assombrados com sua forma de ensinar, porque lhes ensinava como quem tem autoridade e n\u00e3o como os escribas. Na sinagoga deles havia um homem possu\u00eddo por um esp\u00edrito imundo, que come\u00e7ou a gritar: \u2018O que voc\u00ea quer de n\u00f3s, Jesus de Nazar\u00e9? Veio destruir-nos? Eu sei quem voc\u00ea \u00e9: \u00e9 o Santo de Deus\u2019. Jesus ent\u00e3o o repreendeu: Cale-se e deixe esse homem!\u2019. O esp\u00edrito imundo sacudiu violentamente o homem e, dando um forte grito, saiu dele. Todos ficaram assombrados e se perguntavam uns a outros: \u2018O que \u00e9 isto? Um novo ensinamento, cheio de autoridade. D\u00e1 ordens at\u00e9 aos esp\u00edritos imundos e \u00e9 obedecido. E sua fama se estendeu rapidamente por todas as partes, em toda a regi\u00e3o de Galil\u00e9ia\u201d (Mc 1, 21 28).<\/p>\n<p><strong>AR CHEIO DE ESP\u00cdRITOS<\/strong><\/p>\n<p>Para entender o porqu\u00ea Marcos conta este milagre como o primeiro de Jesus, deve-se considerar que ele escreve seu evangelho para os crist\u00e3os de Roma, isto \u00e9, para os crist\u00e3os de origem pag\u00e3. E quer convenc\u00ea-los do enorme poder e da autoridade de Jesus.<\/p>\n<p>Bem, para o ambiente pag\u00e3o antigo, especialmente o romano, talvez n\u00e3o houvesse uma demonstra\u00e7\u00e3o de poder maior que o exorcismo. Efetivamente, antigamente acreditava-se que muitas das doen\u00e7as e dos males que as pessoas sofriam eram causados pelos dem\u00f4nios que entravam no corpo das pessoas para atorment\u00e1-las. Segundo a mentalidade popular, o ar estava infestado por milhares destes esp\u00edritos imundos, sempre \u00e0 espreita do momento oportuno para se introduzirem no homem. E, uma vez dentro, o doente s\u00f3 podia livrar-se, atrav\u00e9s da cerim\u00f4nia do exorcismo que, nem sempre resultava eficaz. Somente algu\u00e9m com muito poder \u00e9 que podia enfrentar estes esp\u00edritos.<\/p>\n<p>Por escritores da \u00e9poca, como Flavio Josefo (que escreveu justamente em Roma), sabemos que a cerim\u00f4nia era muito complexa. Tomava-se um anel de metal que era atado \u00e0 raiz de uma planta especial. Depois, o exorcista o colocava no nariz do endemoniado e recitava uma s\u00e9rie de encantamentos secretos, cominando o dem\u00f4nio a abandonar o homem e n\u00e3o voltar jamais. Para que a liberta\u00e7\u00e3o do possesso ficasse demonstrada, o esp\u00edrito deveria derramar, ao sair, um recipiente com \u00e1gua colocado \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Mas havia mais. A raiz da planta usada no exorcismo n\u00e3o era f\u00e1cil de ser conseguida. E, uma vez encontrada, era dif\u00edcil retir\u00e1-la, pois escorregava das m\u00e3os. Para poder extra\u00ed-la, jogava-se urina de mulher sobre ela. E, depois de ser arrancada, quem a tocasse morria, a n\u00e3o ser que a enrolasse no bra\u00e7o mediante um rito especial.<\/p>\n<p><strong>EXORCISMOS DE FRONTEIRA<\/strong><\/p>\n<p>Diante de um ritual t\u00e3o complexo e pouco efetivo, Marcos escolhe como primeiro milagre um exorcismo, precisamente para mostrar a seus leitores romanos o enorme poder de Jesus, muito superior ao que at\u00e9 ent\u00e3o eles conheceram. Deste modo, ensina-lhes que quem ficar ao lado de Jesus, poder\u00e1 derrotar as for\u00e7as mais poderosas do mal, aquelas que os deixavam intranquilos e assustavam-nos.<\/p>\n<p>Por isso, como para os leitores de Marcos o exorcismo tinha uma significa\u00e7\u00e3o especial, cada vez que ele conta um exorcismo (quatro ao todo) localiza-o nas fronteiras do pa\u00eds. Sendo assim, o primeiro, o do homem da sinagoga (1, 22-28), ocorre em Cafarnaum, cidade lim\u00edtrofe com o pa\u00eds de Gaulan\u00edtide. O segundo, do endemoniado de Gerasa (5, 1-20), \u201cna outra orla do mar\u201d, isto \u00e9, em terras pag\u00e3s na fronteira da Palestina. O terceiro, da filha da mulher siro-fen\u00edcia (7, 24-30), \u201cna regi\u00e3o de Tiro\u201d, pa\u00eds ao norte da Palestina. E o quarto, do jovem epil\u00e9ptico (9, 14-24), \u00e9 feito (segundo as indica\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas de Marcos) na regi\u00e3o de Ces\u00e1rea de Filipo (8, 27), isto \u00e9, no territ\u00f3rio n\u00e3o judeu, ao lado da Galil\u00e9ia.<\/p>\n<p>Todos os exorcismos relatados por Marcos se transformam, pois, em uma mensagem en\u00e9rgica para seus leitores: o poder e a for\u00e7a de Jesus de Nazar\u00e9 est\u00e3o sobretudo a servi\u00e7o deles, os pag\u00e3os. Muitas vezes perseguidos e postergados. Eles que estavam nas fronteiras da vida e \u00e0 margem da sociedade.<\/p>\n<p><strong>SEM P\u00c1LPEBRAS NEM ORELHAS<\/strong><\/p>\n<p>Dez anos depois de Marcos, Mateus escreve seu evangelho. Seus destinat\u00e1rios j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o (como no caso de Marcos) de origem pag\u00e3, a maioria \u00e9 formada por crentes de origem judaica, portanto, impregnados pela mentalidade e cultura deste povo. Por isso Mateus escolher\u00e1 como primeiro milagre de Jesus a cura de um leproso.<\/p>\n<p>O relato diz: \u201cQuando Jesus desceu o morro, uma grande multid\u00e3o o seguiu. Ent\u00e3o, aproximou-se dele um leproso e se ajoelhou diante dele, dizendo-lhe: \u2018Senhor, se quiser pode limpar-me dessa lepra\u2019. Jesus estendeu a m\u00e3o, tocou-o e lhe disse: \u2018Quero, que voc\u00ea fique limpo\u2019. E ao instante o homem se livrou de sua doen\u00e7a. E Jesus lhe disse: \u2018Olhe, n\u00e3o conte isso para ningu\u00e9m. V\u00e1 embora e procure o sacerdote, leva-lhe a oferenda que Mois\u00e9s ordenou, para que lhes sirva de testemunho\u2019\u201d (Mt 8, 1-4).<\/p>\n<p>Por que Mateus escolheu este caso como o primeiro milagre de Jesus? Porque para a mentalidade judia daquele tempo (como para muitas culturas antigas) n\u00e3o havia doen\u00e7a mais assustadora e horr\u00edvel que a lepra.<\/p>\n<p>Nesse momento chamava-se \u201clepra\u201d a qualquer afec\u00e7\u00e3o da pele, alguns depoimentos que conhecemos dessas patologias s\u00e3o pavorosos: ca\u00edam as orelhas, desprendiam-se as p\u00e1lpebras, a pele se tornava uma massa ulcerosa e se perdiam paulatinamente os dedos das m\u00e3os e dos p\u00e9s. Pouco a pouco, os m\u00fasculos do corpo se desintegravam, e as m\u00e3os se contra\u00edam at\u00e9 adquirir o aspecto de garras ou cascos. Ent\u00e3o o enfermo perdia a raz\u00e3o, entrava em coma e, finalmente, sofria uma morte horrorosa.<\/p>\n<p>A lepra causava um terror t\u00e3o grande aos judeus, que a B\u00edblia conservou dois cap\u00edtulos inteiros dedicados a ela e a sua preven\u00e7\u00e3o (Lev\u00edtico 13-14), o que n\u00e3o ocorreu com outra doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>UM MORTO EM VIDA<\/strong><\/p>\n<p>Mas se o sofrimento f\u00edsico do leproso era terr\u00edvel, sua situa\u00e7\u00e3o social era pior ainda. Quando diagnosticavam lepra a pessoa imediatamente era expulsa de sua fam\u00edlia e do lugar onde vivia, n\u00e3o podia entrar na cidade. Estava condenado a viver s\u00f3 no campo (Lv 13, 46), vestir-se com farrapos, usar cabelo despenteado, a boca coberta de vendas e, ao caminhar, devia gritar: \u201cImpuro, impuro\u201d (Lv 13, 45). Era, realmente, um morto em vida.<\/p>\n<p>A lei judaica enumerava sessenta e um contatos que tornavam algu\u00e9m impuro. E o segundo em ordem de import\u00e2ncia (depois do contato com um morto) era o contato com um leproso. Bastava que um destes introduzisse a cabe\u00e7a numa casa, para que esta ficasse contaminada desde os alicerces at\u00e9 o teto. Ningu\u00e9m podia ficar a menos de dois metros de um leproso e, se o vento soprasse de seu lado, este devia afastar-se a cinquenta metros.<\/p>\n<p>Havia mestres judeus que se gabavam de nunca ter comido um ovo comprado numa rua por onde havia passado um leproso. Outros, de jogar pedras neles, para que fossem embora. Outros, de se esconderem ou sair correndo quando os avistavam de longe.<\/p>\n<p><strong>ANTEPASSADOS SANATIVOS<\/strong><\/p>\n<p>A purifica\u00e7\u00e3o de um leproso, portanto, deve ter sido um milagre o suficientemente impressionante para um judeu, para que Mateus o colocasse em primeiro lugar na lista dos prod\u00edgios feitos por Jesus. Sobretudo pela forma assombrosa como o fez: tocando-o. Algo jamais visto por um judeu. Talvez n\u00e3o seja exagerado pensar que, para os leitores de Mateus, a frase mais horripilante de seu evangelho tenha sido: \u201cJesus estendeu a m\u00e3o e o tocou\u201d (8, 3).<\/p>\n<p>Mas havia uma segunda raz\u00e3o pela qual Mateus colocou este relato como o primeiro milagre de Jesus. \u00c9 que os grandes personagens da tradi\u00e7\u00e3o judaica possu\u00edram o poder de curar leprosos. Assim, a B\u00edblia contava que Mois\u00e9s havia curado a lepra de sua irm\u00e3 Mar\u00eda (Nm 12, 9-16) e que o profeta Eliseu fez o mesmo com o general s\u00edrio Naaman (2 Re 5, 1-14). Portanto, com este milagre Mateus quis tamb\u00e9m ensinar que Jesus estava no mesmo n\u00edvel de Mois\u00e9s e do profeta El\u00edas, os dois grandes antepassados do povo de Israel.<\/p>\n<p><strong>O DEM\u00d4NIO REPETIDO<\/strong><\/p>\n<p>Mais ou menos nesta mesma \u00e9poca, Lucas escreveu seu evangelho. E , assim como Marcos, dirige-se a um grupo de crist\u00e3os de origem pag\u00e3. Portanto, em seus escritos ele preferiu voltar ao outro \u201cprimeiro milagre\u201d de Jesus. Isto \u00e9, \u00e0 cura do endemoniado na sinagoga de Cafarnaum (Lc 4, 31-37). Desta maneira, esperava causar o mesmo efeito que obtivera Marcos em seus leitores pag\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>PARA ANUNCIAR O MESSIAS<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o escreve seu evangelho em \u00faltimo lugar. Mas, divergindo dos outros tr\u00eas evangelistas (que ao longo de suas obras tinham querido mostrar que Jesus estava dotado de um poder impressionante e de uma grande autoridade), ele pretende ensinar outra coisa.<\/p>\n<p>A comunidade de Jo\u00e3o enfrentava grupos de judeus que n\u00e3o aceitavam Jesus, que n\u00e3o o reconheciam como o Messias. Portanto, o problema que Jo\u00e3o tinha n\u00e3o era o de convencer seus leitores (muitos deles ex-judeus) do grande poder de fazer milagres que tinha Jesus, sen\u00e3o que ele era realmente o Messias esperado, o enviado de Deus. Diz isso expressamente no final de seu escrito: \u201cEstes prod\u00edgios foram escritos para que voc\u00eas creiam que Jesus \u00e9 realmente o Messias, o Filho de Deus\u201d (Jn 20, 31).<\/p>\n<p>Com este esclarecimento, vejamos agora o primeiro milagre de Jesus, narrado por S\u00e3o Jo\u00e3o: \u201cCelebrava-se um casamento em Can\u00e1 da Galil\u00e9ia, e a m\u00e3e de Jesus estava ali. Jesus tamb\u00e9m havia sido convidado ao casamento com seus disc\u00edpulos. Como o vinho acabara, a m\u00e3e de Jesus lhe disse: \u2018N\u00e3o tem mais vinho\u2019. Jesus lhe respondeu: \u2018Mulher, o que n\u00f3s temos a ver com isso? Minha hora n\u00e3o chegou ainda\u2019. Mas sua m\u00e3e disse aos empregados: \u2018Fa\u00e7am o que ele lhes disser\u2019. Ali, havia seis vasilhas de pedra, postas para as purifica\u00e7\u00f5es dos judeus, cada uma com cem litros. Jesus lhes disse: \u2018Encham as vasilhas com \u00e1gua\u2019. Encheram-nas todas. Jesus ordenou: \u2018Retirem-na agora e levem-na ao mordomo\u2019. Eles a levaram. E quando o mordomo provou a \u00e1gua transformada em vinho, como n\u00e3o sabia de onde provinha (embora os empregados que haviam retirado a \u00e1gua soubessem), chamou o noivo e lhe disse: \u2018Todo mundo serve primeiro o bom vinho, e quando todos j\u00e1 beberam bastante, serve-se, ent\u00e3o, um vinho de qualidade inferior; mas voc\u00ea deixou o melhor vinho para o final\u2019. O que Jesus fez em Can\u00e1 da Galil\u00e9ia foi o primeiro sinal. Assim manifestou sua gl\u00f3ria e seus disc\u00edpulos acreditaram nele\u201d (Jn2,1-11).<\/p>\n<p><strong>PARA QUE TANTO VINHO?<\/strong><\/p>\n<p>Por que Jo\u00e3o relata este milagre como o primeiro de Jesus? \u00c9 que, segundo a cren\u00e7a judaica, quando o Messias chegasse, Deus o festejaria com uma grande festa de casamento, na qual o noivo seria Deus e a noiva, o povo de Israel. Nesse dia, Deus se casaria com seu povo e, a partir da\u00ed, o cuidaria e serviria com amor eterno, e n\u00e3o o abandonaria jamais. Assim era anunciado pelo profeta Isa\u00edas: \u201cComo um jovem se casa com uma mo\u00e7a, assim seu Criador se casar\u00e1 com voc\u00ea; a alegria que o esposo sente por sua noiva, Deus a sentir\u00e1 por voc\u00ea\u201d (Is 62, 5). O profeta Os\u00e9ias tamb\u00e9m : \u201cEu farei de voc\u00ea minha esposa, Israel, para sempre; eu me casarei com voc\u00ea, porque a amo muito; voc\u00ea se unir\u00e1 com Jeov\u00e1\u201d (Vos 2, 21-22). E assim, outros profetas.<\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, essa festa de casamento se caracterizaria pela abund\u00e2ncia de vinho, como dizia, entre outros, Am\u00f3s: \u201cNaquele dia, pelos morros e colinas fluir\u00e1 o vinho como \u00e1gua\u201d (Am 9, 13); Isa\u00edas: \u201cAquele dia Jeov\u00e1 oferecer\u00e1 a todos os povos um banquete com vinhos extraordin\u00e1rios e abundantes\u201d (Is 25, 6); Joel: \u201cAquele dia ter\u00e1 uma colheita enorme de trigo e as bodegas transbordar\u00e3o de vinho\u201d (Jl 2, 24). Inclusive um livro ap\u00f3crifo (2 Baruc 29, 5) diz, referindo-se ao casamento do Messias: \u201cNesse dia, cada tronco da videira ter\u00e1 mil ramos, cada ramo ter\u00e1 mil cachos, cada cacho ter\u00e1 mil uvas, e cada uva dar\u00e1 quinhentos litros de vinho\u201d.<\/p>\n<p><strong>ADEUS \u00c0S \u00c1GUAS<\/strong><\/p>\n<p>Ao mostrar Jesus numa festa de casamentos, S\u00e3o Jo\u00e3o mostra que a boda escatol\u00f3gica, isto \u00e9, a que Deus havia preparado para o final dos tempos, j\u00e1 chegara com Jesus.<\/p>\n<p>Se a isso acrescentarmos o que Jesus faz aparecer nesse casamento: seiscentos litros de vinho! uma cifra exorbitante (em nenhuma festa popular poderia haver tal quantidade de vinho), a mensagem estava clara: Jesus \u00e9 o Messias esperado, \u00e9 o enviado de Deus que traz o vinho em abund\u00e2ncia, portanto, os \u00faltimos tempos j\u00e1 come\u00e7aram.<\/p>\n<p>O milagre das bodas de Can\u00e1 (e todos os milagres de Jes\u00fas, em S\u00e3o Jo\u00e3o) n\u00e3o pretende mostrar o poder \u201cexterior\u201d de Jesus, sen\u00e3o sua pessoa \u201cinterior\u201d. N\u00e3o quer revelar \u201c o que Jesus pode fazer\u201d , sen\u00e3o \u201cquem \u00e9 Jesus\u201d . Por isso, Jo\u00e3o n\u00e3o chama tais fatos de \u201cmilagres\u201d, sen\u00e3o \u201csignos\u201d. Porque um signo \u00e9 um sinal de outra coisa (n\u00e3o do que se v\u00ea); \u00e9 a impress\u00e3o de outra realidade mais profunda, que o leitor deve descobrir.<\/p>\n<p>Enfim, se notamos que os seiscentos litros de \u00e1gua que Jesus substitui por vinho n\u00e3o estavam em qualquer recipiente, mas sim \u201cnas vasilhas que os judeus usavam para suas purifica\u00e7\u00f5es\u201d, a mensagem \u00e9 bem mais impactante: os ritos e as pr\u00e1ticas judaicas deixaram de ter valor; foram substitu\u00eddas pelo vinho da Eucaristia.<\/p>\n<p><strong>PARA QUE A ALEGRIA VOLTE<\/strong><\/p>\n<p>Cada \u201cprimeiro milagre\u201d de Jesus contado pelos evangelistas tem significado pr\u00f3prio. Em Jo\u00e3o, aprendemos que Jesus \u00e9 verdadeiramente o Messias, o enviado de Deus, e que n\u00e3o devemos esperar nenhum outro Salvador. Em Marcos (e Lucas), fala-se que o poder do Messias est\u00e1 a nossa disposi\u00e7\u00e3o para derrotar \u00e0s for\u00e7as escuras e tenebrosas que nos oprimem internamente. E Mateus indica-nos que Jesus tamb\u00e9m tem poder para vencer as divis\u00f5es sociais e as discrimina\u00e7\u00f5es que nossa sociedade fabrica para as pessoas \u201cimpuras\u201d.<\/p>\n<p>Cada evangelista anunciou esta Boa Not\u00edcia para suas comunidades da maneira que p\u00f4de e com a linguagem que soube. No mundo de hoje, em que as pessoas vivem pressionadas por opress\u00f5es internas e segrega\u00e7\u00f5es sociais externas, n\u00f3s, crist\u00e3os, devemos mostrar que o poder do Messias continua vigente em n\u00f3s e que podemos repetir o milagre de liberar os homens das for\u00e7as sombrias que os oprimem por dentro e por fora.<\/p>\n<p><span style=\"background-color: #ffffff;\"><em>P. Ariel \u00c1lvarez Vald\u00e9s. Doutor em Teologia B\u00edblica, Santiago del Estero, Argentina. Publicado na revista Mensaje, www.mensaje.cl<\/em><\/span><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-6008\" data-postid=\"6008\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-6008 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se algu\u00e9m nos perguntasse qual foi o primeiro milagre de Jesus, n\u00e3o duvidar\u00edamos em responder que foi o da \u00e1gua transformada em vinho durante uma festa de casamento, na cidade de Can\u00e1 na Galil\u00e9ia. 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