
{"id":6047,"date":"2009-11-20T22:00:47","date_gmt":"2009-11-21T01:00:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=6047"},"modified":"2009-11-20T22:00:47","modified_gmt":"2009-11-21T01:00:47","slug":"20-de-novembro-zumbi-vive","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/20-de-novembro-zumbi-vive\/","title":{"rendered":"20 de novembro: Zumbi vive!"},"content":{"rendered":"<p>Ana Maria Felippe *<\/p>\n<p><span style=\"background-color: #ffffff;\">\u201cA vida de Zumbi, o rei do Quilombo dos Palmares, \u00e9 pouco conhecida e envolta em mitos e discuss\u00f5es&#8221;, conforme informa o texto na p\u00e1gina da internet da Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco. (1)<\/span><\/p>\n<p>Por causa da for\u00e7a que o nome \u201cZumbi\u201d adquiriu, alguns acabam tendo a impress\u00e3o de que nome \u201cdos Palmares\u201d atribu\u00eddo a ele, seria porque Zumbi teria sido o fundador do quilombo.  Mas o Quilombo dos Palmares, na atual Serra da Barriga, em Alagoas, surgiu 55 anos antes do nascimento de Zumbi, fruto da reuni\u00e3o de negros fugidos da escravid\u00e3o nos engenhos de a\u00e7\u00facar da Zona da Mata nordestina.  A \u00e1rea situava-se na, ent\u00e3o, capitania de Pernambuco e foi testemunha de uma estrutura de comunidade (2) que, estima-se, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas entre negros, \u00edndios e brancos pobres.<\/p>\n<p>A vida comunal do quilombo permitia que todas as crian\u00e7as ali nascidas fossem livres desde sempre.  Assim, tamb\u00e9m Zumbi nasceu livre em Palmares, em 1655 e seria descendente do povo imbamgala ou jaga (de Angola).  Neto de Aqualtune, aos seis anos, Zumbi sobreviveu a um ataque ao quilombo, tendo sido capturado e entregue a um mission\u00e1rio portugu\u00eas (de nome Antonio Melo), que lhe deu o nome de &#8220;Francisco&#8221;, em batismo, e ensinou-lhe o portugu\u00eas e o latim. Em 1670, com 15 anos, Zumbi fugiu e retornou ao seu local de origem.<\/p>\n<p>Depois de in\u00fameras tentativas de portugueses e holandeses (3) para aniquilar o quilombo, por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco fez uma oferta de paz a aquele que era o l\u00edder de Palmares, Ganga Zumba.  A \u201coferta\u201d que propunha a liberdade para todos os escravos fugidos, com a submiss\u00e3o do quilombo \u00e0 autoridade da Coroa Portuguesa, n\u00e3o foi aceita por Zumbi que n\u00e3o admitia a liberdade para as pessoas do quilombo enquanto outros negros eram escravizados.  A recusa de Zumbi acabou por colocar em cheque a lideran\u00e7a de Ganga Zumba.<\/p>\n<p>Zumbi prometeu continuar a resist\u00eancia contra a opress\u00e3o portuguesa e tornou-se o novo l\u00edder do Quilombo. (4)<\/p>\n<p>Em 1692, o bandeirante paulista Domingo Jorge Velho (um mercen\u00e1rio da \u00e9poca), comandou um ataque a Palmares e teve suas tropas arrasadas.  Em 6 de fevereiro de 1694, o quilombo sofreu outra invas\u00e3o por parte dos capangas desse bandeirante, sendo Zumbi ferido e a capital de Palmares destru\u00edda.<\/p>\n<p>Apesar de ferido, Zumbi resistiu na mata, por quase dois anos.  Foi a trai\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Soares que fez com que fosse encontrado e, por isso, surpreendido e apunhalado em seu reduto (por Furtado de Mendon\u00e7a, que tinha patente de \u201ccapit\u00e3o\u201d).  Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695.<\/p>\n<p>Zumbi teve a cabe\u00e7a cortada, salgada e levada ao governador Caetano de Melo e Castro.  A cabe\u00e7a-s\u00edmbolo de Zumbi foi exposta em pra\u00e7a p\u00fablica, em Recife, com a finalidade de desmentir a cren\u00e7a sobre a imortalidade de Zumbi e intimidar a popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>Em 14 de mar\u00e7o de 1696 esse mesmo governador de Pernambuco escreveu ao Rei: &#8220;Determinei que pusessem sua cabe\u00e7a em um poste no lugar mais p\u00fablico desta pra\u00e7a, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares.&#8221;<\/p>\n<p>Zumbi tornou-se um s\u00edmbolo de resist\u00eancia para a popula\u00e7\u00e3o brasileira e a data de sua morte foi institu\u00edda pelo Movimento Negro como o dia Nacional da Consci\u00eancia Negra, desde 1995 &#8211; 300 anos da morte de Zumbi.  Desde ent\u00e3o, uma das lutas do Movimento Negro tem sido pelo reconhecimento de um calend\u00e1rio negro e que inclua um feriado que signifique liberdade e dignidade para afrodescendentes.  Atrav\u00e9s de projetos de lei estaduais e municipais, neste ano de 2009, j\u00e1 contamos com feriado do 20 de novembro em 757 munic\u00edpios e 8 estados do Pa\u00eds. (5)  O objetivo \u00e9 alcan\u00e7armos um feriado nacional.<\/p>\n<p><strong>Zumbi, a resist\u00eancia quilombola e a capoeira<\/strong><\/p>\n<p>A resist\u00eancia de Zumbi e do quilombo aos ataques constantes deveu-se \u00e0 pr\u00e1tica de ex\u00edmios capoeiristas.  A capoeira foi muito praticada nos quilombos, onde os negros tinham a liberdade para expressar sua cultura. H\u00e1 relatos de historiadores de que Zumbi dos Palmares e os quilombolas conseguiram defender o Quilombo dos Palmares dos ataques das tropas coloniais porque eram ex\u00edmios capoeiristas. Mesmo possuindo material b\u00e9lico muito aqu\u00e9m dos utilizados pelas tropas coloniais e geralmente combatendo em menor n\u00famero, resistiram, a pelo menos. vinte e quatro ataques de grupos com at\u00e9 tr\u00eas mil integrantes comandados por capit\u00e3es-do-mato.<\/p>\n<p>O quilombo sofreu dezoito grandes ataques de tropas militares at\u00e9 que fosse derrotado, provando a capacidade de estrategista militar de Zumbi e a for\u00e7a da organiza\u00e7\u00e3o dos quilombolas.<\/p>\n<p>Podemos encontrar refer\u00eancias de soldados portugueses relatando ser necess\u00e1rio mais de um militar para capturar um quilombola porque se defendiam com uma t\u00e9cnica de ginga onde usavam as pernas, a cabe\u00e7a e os bra\u00e7os.<\/p>\n<p><span style=\"background-color: #ffffff;\"><strong>Cronologia<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Zumbi dos Palmares &#8211; Libertador de escravos: 1655 \u2013 1695<\/p>\n<p>1600: Negros fugidos ao trabalho escravo nos engenhos de a\u00e7\u00facar de Pernambuco, fundam na serra da Barriga o quilombo de Palmares; a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o p\u00e1ra de aumentar, chegar\u00e3o a ser 30 mil; para os escravos, Palmares \u00e9 a Terra da Promiss\u00e3o.<\/p>\n<p>1630: Os holandeses invadem o Nordeste brasileiro<\/p>\n<p>1644: Tal como antes falharam os portugueses, os holandeses falham a tentativa de aniquilar o quilombo de Palmares.<\/p>\n<p>1654: Os portugueses expulsam os holandeses do Nordeste brasileiro.<\/p>\n<p>1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares<\/p>\n<p>1662 (?): Crian\u00e7a ainda, Zumbi \u00e9 aprisionado por soldados e dado ao padre Ant\u00f3nio Melo; ser\u00e1 batizado com o nome de Francisco, ir\u00e1 ajudar \u00e0 missa e estudar portugu\u00eas e latim.<\/p>\n<p>1670: Zumbi foge, regressa a Palmares.<\/p>\n<p>1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar.<\/p>\n<p>1678: A Pedro de Almeida, Governador da capitania de Pernambuco, mais interessa a submiss\u00e3o do que a destrui\u00e7\u00e3o de Palmares; ao chefe Ganga Zumba prop\u00f5e a paz e a alforria para todos os quilombolas; Ganga Zumba aceita; Zumbi \u00e9 contra, n\u00e3o admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos.<\/p>\n<p>1680: Zumbi impera em Palmares e comanda a resist\u00eancia contra as tropas portuguesas.<\/p>\n<p>1694: Apoiados pela artilharia, Domingos Jorge Velho e Vieira de Mello comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares; embora ferido, Zumbi consegue fugir.<\/p>\n<p>1695, 20 de Novembro: Denunciado por um antigo companheiro, Zumbi \u00e9 localizado, preso e degolado.<br \/>\n<span style=\"background-color: #ffffff;\"><strong>Notas:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>(1) <a href=\"http:\/\/www.fundaj.gov.br\" target=\"_blank\">www.fundaj.gov.br<\/a><\/p>\n<p>(2) O historiador Pedro Paulo Funari afirma que o quilombo (termo derivado de l\u00edngua da regi\u00e3o de Angola) era chamado pelos portugueses de Rep\u00fablica dos Palmares, nos documentos da \u00e9poca, e termos como mocambo foram posteriormente utilizados no sentido pejorativo. O quilombo era composto por v\u00e1rias aldeias, de nomes africanos, como Aqualtene, Dombrabanga, Zumbi e Andalaquituche, ind\u00edgenas, como Subupira, ou Tabocas, e portugueses, como Amaro. A capital era Macacos, termo de origem incerta (pode ser portugu\u00eas ou corrutela do banto macoco). Pedro Paulo Funari, no artigo &#8220;A Rep\u00fablica de Palmares e a Arqueologia da Serra da Barriga&#8221;<\/p>\n<p>(3) que dominaram parte do Nordeste de 1630 a 1654.<\/p>\n<p>(4) Segundo o historiador Edison Carneiro, na obra &#8220;O Quilombo dos Palmares&#8221;, ao longo dos quase 100 anos de resist\u00eancia dos palmarinos, foram in\u00fameras as ofertas como essa.<\/p>\n<p>(5) <a href=\"http:\/\/leliagonzalez-informa.blogspot.com\/2009\/11\/20-de-novembro-feriado-de-zumbi-em-757.html\" target=\"_blank\">http:\/\/leliagonzalez-informa.blogspot.com\/2009\/11\/20-de-novembro-feriado-de-zumbi-em-757.html<\/a><\/p>\n<p><strong>Para mais:<\/strong><\/p>\n<p>Conforme mat\u00e9ria da \u201cAg\u00eancia Brasil\u201d, Zumbi \u00e9 um termo de significado incerto, tendo aparecido pela primeira vez em 1673, em relatos portugueses sobre a expedi\u00e7\u00e3o chefiada por J\u00e1come Bezerra, que foi desbaratada pelos quilombolas.<\/p>\n<p>Ganga Zumba &#8211; possivelmente um t\u00edtulo &#8211; nganga significa sacerdote, e nzumbi &#8220;possui conota\u00e7\u00f5es militares e religiosas&#8221; (Funari).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.vidaslusofonas.pt\/zumbi_dos_palmares.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.vidaslusofonas.pt\/zumbi_dos_palmares.htm<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.agenciabrasil.gov.br\/noticias\/2006\/11\/19\/materia.2006-11-19.9718496723\/view\" target=\"_blank\">http:\/\/www.agenciabrasil.gov.br\/noticias\/2006\/11\/19\/materia.2006-11-19.9718496723\/view<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Zumbi_dos_Palmares\" target=\"_blank\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Zumbi_dos_Palmares<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.medio.com.br\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1318&amp;Itemid=39\" target=\"_blank\">http:\/\/www.medio.com.br\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1318&amp;Itemid=39<\/a><\/p>\n<p>*Ana Maria Felippe \u00e9 carioca, graduada em Filosofia (UERJ); p\u00f3s-graduada em Filosofia da Ci\u00eancia (UFRJ), professora, articulista, consultora, fundadora do IPCN \u2013 Instituto de Pesquisa das Culturas Negras, Coordenadora de Memorial L\u00e9lia Gonzalez, atual presidente da SEAF \u2013 Sociedade de Estudos e Atividades Filos\u00f3ficos. Contato: anafelippe@leliagonzalez.org.br<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-6047\" data-postid=\"6047\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-6047 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Maria Felippe * \u201cA vida de Zumbi, o rei do Quilombo dos Palmares, \u00e9 pouco conhecida e envolta em mitos e discuss\u00f5es&#8221;, conforme informa o texto na p\u00e1gina da internet da Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco. 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