
{"id":62741,"date":"2015-06-01T19:44:55","date_gmt":"2015-06-01T22:44:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=62741"},"modified":"2015-06-01T19:45:26","modified_gmt":"2015-06-01T22:45:26","slug":"familia-essa-fragil-embarcacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/familia-essa-fragil-embarcacao\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia, essa fr\u00e1gil embarca\u00e7\u00e3o!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, cs<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edla \u00e9 hoje uma das institui\u00e7\u00f5es mais batidas pelos ventos da chamada p\u00f3s modernidade. Ventos furiosos, c\u00ednicos ou indiferentes. Al\u00e9m de trazerem em suas asas o \u201ccanto enganoso da sereia\u201d, costumam abalar de forma irremedi\u00e1vel os alicerces a \u201ccasa constru\u00edda sobre a areia\u201d.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>At\u00e9 que a morte vos separe?&#8230;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo come\u00e7a com o pr\u00f3prio matrim\u00f4nio. A vida de um casal, mais do que nunca, se mant\u00e9m por um fio \u00e0 beira de um abismo sempre pronto a engolir as boas inten\u00e7\u00f5es, proclamadas no altar ou no cart\u00f3rio. Em tempos idos, e n\u00e3o t\u00e3o long\u00ednquos, a express\u00e3o <em>separa\u00e7\u00e3o\/div\u00f3rcio<\/em> era a \u00faltima carta do jogo a ser utilizada por um ou outro dos c\u00f4njugues. Uma esp\u00e9cie de trunfo que somente era colocada sobre a mesa ap\u00f3s esgotadas todas as tentativas e possibilidades de reconcilia\u00e7\u00e3o, ou retomada do relacionamento. Hoje essa carta salta fora do baralho \u00e0 primeira disc\u00f3rdia ou adversidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da promesa de fidelidade \u201cna sa\u00fade e na doen\u00e7a, na alegria e na tristeza\u201d, a pressa tomou o lugar da paci\u00eancia. Uma ansiedade m\u00f3rbida e febril atropela a reflex\u00e3o e o di\u00e1logo. Com frequ\u00eancia inusitada, a via lenta, longa e laboriosa da reconstru\u00e7\u00e3o \u00e9 substitu\u00edda pelo atalho mais curto, imediato, do \u201ccada um por si\u201d. Improvisamente, com uma rapidez extraordin\u00e1ria, os caminhos se bifurcam. O importante \u00e9 desembara\u00e7ar-se logo um da outra. Esquecer, deletar e jogar pela janela \u00e9 f\u00e1cil, muito mais f\u00e1cil do que enfrentar a dois, olho no olho, a dura tarefa de recome\u00e7ar, ainda que seja a partir das ru\u00ednas de uma uni\u00e3o desfeita ou mal feita. Junto com o casamento, atira-se pela janela a m\u00e1xima de que \u00e9 poss\u00edvel reerguer uma fortaleza sobre uma simples gota de amor e afeto. Tamb\u00e9m nas rela\u00e7\u00f5es amorosas, imp\u00f5e com toda for\u00e7a e cultura do \u201cl\u00edquido e descart\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><strong>Lares ou pens\u00f5es?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois, crescem progressivamente as dificuldades da vida em fam\u00edlia. \u00c9 bem verdade que os \u201ctempos modernos\u201d contribuiram, e n\u00e3o pouco, para o processo de erradica\u00e7\u00e3o dos os v\u00edrus medievais do patriarcalismo, do autoritarismo e submiss\u00e3o da mulher e filhos, da desigualdade de g\u00eanero, do machismo e outros \u201cismos\u201d de igual teor. Em boa parte dos casos, por\u00e9m, o p\u00eandulo oscila para o extremo oposto. Confunde-se liberdade com o ato de \u201cfazer o que se quer\u201d e n\u00e3o de \u201cfazer o que constr\u00f3i o bem comum\u201d ou \u201co que procura fazer a felicidade de todos\u201d. Com esse falso conceito de liberdade, n\u00e3o raro trope\u00e7amos nos becos sem sa\u00edda da prostitui\u00e7\u00e3o precoce ou como v\u00edtimas do tr\u00e1fico de pessoas para fins de explora\u00e7\u00e3o sexual, bem como nos riscos do roubo e da droga, da viol\u00eancia sob as mais diversas modalidades&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo sem apelar para os casos extremos, quantos \u201clares\u201d se convertem em uma esp\u00e9cie de \u201cpens\u00e3o\u201d a baixo pre\u00e7o. Cada membro da fam\u00edlia usa a pr\u00f3pria casa para comer ou dormir, pouco mais que isso. Entra e sai sem qualquer outro tipo de compromisso com os demais moradores. A sala de televis\u00e3o toma o lugar da mesa como lugar de encontro. Ou de desencontro, uma vez que a TV converteu-se em nova \u201crainha do lar\u201d, atra\u00edndo todas as aten\u00e7\u00f5es. Ai de quem incomodar os que querem acompanhar a novela ou o telejornal para tratar \u201cassuntos familiares\u201d! Do ponto de vista do casal, de sua rela\u00e7\u00e3o afetivo-sexual, para um dos dois o sof\u00e1 acaba por vezes substituindo a cama. Na rotina do cotidiano, desgasta-se e deteriora-se as os la\u00e7os elementares entre os esposos, entre pais e filhos e entre irm\u00e3os, para sequer tomar em considera\u00e7\u00e3o os contatos mais amplos de parentesco.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><strong>Riscos que interpelam!&#8230;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas perigos rondam a fr\u00e1gil embarca\u00e7\u00e3o que \u00e9 a fam\u00edlia, fazendo-se cada vez mais not\u00f3rios. De um lado, as tens\u00f5es e conflitos que jogam, uns contra os outros, aqueles que se abrigam debaixo do mesmo teto. A tal ponto que, com uma frequ\u00eancia crescente, busca-se fora de casa o ref\u00fagio, o consolo ou o carinho que \u00e9 imposs\u00edvel encontrar no interior da fam\u00edlia. Semelhante fuga vale tanto para marido e mulher quanto para os filhos. O segundo perigo consiste na indiferen\u00e7a. Costuma ser pior que o pr\u00f3prio conflito, pois significa que o interesse pela sa\u00fade do grupo familiar morreu de forma definitiva. Quando h\u00e1 tens\u00e3o e disc\u00f3rdia, pelo menos permanece viva a preocupa\u00e7\u00e3o de reconstruir as coisas. No indiferentismo, contudo, simplesmente volta-se as costas \u00e0queles que, at\u00e9 agora, nos haviam sido t\u00e3o caros e \u00edntimos. Aqui os caminhos se bifurcam ou trifurcam antes mesmo da separa\u00e7\u00e3o ou div\u00f3rcio. Por fim, o perigo relacionado \u00e0s crian\u00e7as envolvidas no tortuoso e conturbado processo de separa\u00e7\u00e3o. Neste caso sobram perguntas e faltam respostas. Como se desenvolver\u00e3o nelas a imunidade f\u00edsica,\u00a0 a estabilidade emocional e a estrutura ps\u00edquica \u2013 elementos indispens\u00e1veis \u00e0 sa\u00fade integral da pessoa humana?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos tr\u00eas perigos apontados, um tab\u00fa esconde sob um v\u00e9u de cumplicidade muitas cenas de abuso intra-familiares. \u201cEm briga de marido e mulher, melhor n\u00e3o meter a colher\u201d, diz o prov\u00e9rbio. \u00c9 um dos casos em que a realidade desmente a dita sabedoria probervial. As p\u00e1ginas policiais dos notici\u00e1rios jornal\u00edsticos e as estat\u00edsticas da sociologia n\u00e3o se cansam de mostrar qu\u00e3o vulner\u00e1veis se tornam as mulheres e crian\u00e7as sob essa falsa prote\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. Multiplica-se a viol\u00eancia f\u00edsica e moral, as trag\u00e9dias emergem da noite para o dia, precisamente onde menos se esperava. Onde \u201ctudo parecia andar \u00e0s mil maravilhas\u201d!<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li><strong>Desafios e potencialidades!..<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez mais, conv\u00e9m retornar ao conceito de liberdade. A liberdade \u00e9 n\u00e3o apenas um dom de Deus e uma conquista da humanidade, mas tamb\u00e9m um potencial de energias inesgot\u00e1veis. Em nenhuma hip\u00f3tese, todavia, pode ser desconectada de normas, leis, limites, ren\u00fancias e escolhas acertadas. Faz um par indissoci\u00e1vel com a responsabilidade. Um exemplo simples e banal: n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar o terra\u00e7o, aberto e livre, do \u00faltimo andar de um alto edif\u00edcio. A \u00e1rea, por\u00e9m, n\u00e3o possui muros de qualquer esp\u00e9cie. Tomemos uma crian\u00e7a de dois anos e a coloquemos sobre esse espa\u00e7o. \u201cVoc\u00ea \u00e9 livre, divirta-se\u201d! Qual o resultado? Liberdade sem muros \u00e9 abismo, sin\u00f4nimo de inevit\u00e1vel trag\u00e9dia. A imagem \u00e9 extrema, caricatural, justamente para alertar sobre os riscos de uma liberdade sem freios. E no entanto, n\u00e3o \u00e9 exatamente essa a concep\u00e7\u00e3o de liberdade que muitas vezes se v\u00ea veiculada pelo marketing, a publicidade e a propaganda mais apelativa e desenfreada!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tempos n\u00e3o t\u00e3o distantes, era comum afirmar que a fam\u00edlia constitui um jardim. Quando o terreno \u00e9 s\u00f3lido e sadio, f\u00e9rtil e bem irrigado, no jardim nascem, crescem e desenvolvem-se plantas vi\u00e7osas e saud\u00e1veis. Folhas, flores e frutos \u2013 os mais belos \u2013 s\u00e3o a promessa da casa\/fam\u00edlia. Cheira a romantismo? Sem d\u00favida, mas sem um m\u00ednimo de poesia e imagina\u00e7\u00e3o, sem um m\u00ednimo de criativdade, sem o m\u00ednimo de cuidado\u00a0 e empenho, o solo se torna vulner\u00e1vel \u00e0s pedras, espinhos e ervas daninhas. Os resultados falam por si s\u00f3: ao lado do matrim\u00f4nio e da fam\u00edlia, deteriora-se igualmente a educa\u00e7\u00e3o inicial e primordial. Somente o potencial energ\u00e9tico da liberdade, regulado pela \u00e9tica da corresponsabilidade, poder\u00e1 reverter esses dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia costuma ser o lugar privilegiado n\u00e3o s\u00f3 para os primeiros balbucios, as primeiras palavras e os primeiros passos, mas tamb\u00e9m para entrar em contato com as primeiras experi\u00eancias, as primeiras rela\u00e7\u00f5es interpessoais e os primeiros valores (ou antivalores). Hoje, com o aprofundamento dos estudos de psicologia, sabemos o quanto essas primeiras \u201caventuras\u201d sejam decisivas para todo o resto da vida, em sentido negativo ou positivo. Da\u00ed derivam traumas ou equil\u00edbrio psico-social. Ocorre que uma s\u00e9rie de fatores de ordem socioec\u00f4nomica e pol\u00edtico-cultural retirou da fam\u00edlia a \u201ctarefa\u201d de educar a crian\u00e7a desde o ber\u00e7o, seja porque os pais n\u00e3o est\u00e3o preparados para os desafios das novas gera\u00e7\u00f5es, seja porque encontram-se em condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, prec\u00e1rias e inadequadas para semelhante compromisso. Crian\u00e7as, adolescentes e jovens, mesmo quando inseridas em uma fam\u00edlia, nunca se sentiram t\u00e3o \u00f3rf\u00e3os, s\u00f3s e perdidos! Igualmente perdidos se sentem os pais diante das turbul\u00eancias que rondam portas e janelas de casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo, por\u00e9m, a fam\u00edlia n\u00e3o foi substitu\u00edda por nenhuma outra institui\u00e7\u00e3o capacitada e id\u00f4nea para assumir aquela tarefa. Com o passar do tempo, gerou-se uma perigosa lacuna que se torna sempre mais estridente, profunda e flagrante. O \u201clar infantil\u201d, a creche, a escola e as igrejas (entre outras institui\u00e7\u00f5es) tratam de levar a termo essa educa\u00e7\u00e3o \u201cinicial e primordial\u201d, mas de forma parcial e com \u201cluvas de pelica\u201d, por um duplo motivo. Por um lado, os educandos permanecem mais tempo em casa ou pelas ruas, com demasiado tempo ocioso, do que em tais institui\u00e7\u00f5es; por outro, verifica-se n\u00e3o raro uma vigil\u00e2ncia excessiva por parte do Estado, o qual, em grau nada desprez\u00edvel, n\u00e3o somente se revela negligente quanto \u00e0 responsabilidade de preencher essa lacuna, mas ainda por cima, por vezes vezes impede que outras entidades o tentem. Numa palavra, n\u00e3o faz e n\u00e3o deixa fazer!<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li><strong>O caminho das solu\u00e7\u00f5es!&#8230;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A referida educa\u00e7\u00e3o \u201cinicial e primordial\u201d se dificulta ainda mais quando levamos em conta as mudan\u00e7as r\u00e1pidas e profundas ocorrem no interior da fam\u00edlia moderna ou p\u00f3smoderna. A cada ano e a cada d\u00e9cada, ela se torna mais diversificada e complexa Mais do que fam\u00edlia, no singular, fala-se de fam\u00edlias, no plural. Atualmente, as ci\u00eancias sociais colocam em cena variados tipos de n\u00facleos familiares, com necessidades, exig\u00eancias e desafios especiais e espec\u00edficos. Al\u00e9m disso, com a crise da economia globalizada, o desemprego cr\u00f4nico e as car\u00eancias crescentes, as assimetrias sociais e econ\u00f4micas, junto com as migra\u00e7\u00f5es massivas, pulverizam n\u00e3o poucos n\u00facleos familiares. Resulta que, tempor\u00e1ria ou definitivamente, rompem-se inclusive as liga\u00e7\u00f5es de parentesco que ajdam a manter de p\u00e9 as fam\u00edlias mais debilitadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual a solu\u00e7\u00e3o ou solu\u00e7\u00f5es? Em prmeiro lugar, \u00e9 preciso tomar conhecimento das transforma\u00e7\u00f5es em curso na sociedae contempor\u00e2nea. A elas, corresponde um novo leque no quadro das fam\u00edlias, como tamb\u00e9m no contexto do pluralismo cultural em que vivemos. Pluralismo que, dia-a-dia, vai abrindo horizontes desconhecidos, descortinando novas formas de conviv\u00eancia familiar e de patentesco. A cada dia que passa, a crian\u00e7a encontrar-se-\u00e1 com amiguinhos e coleguinhas que vivem experi\u00eancias distintas no interior de suas casas. Por mais esfor\u00e7os que se fa\u00e7am para esconder isso dos \u201cmeninos e meninas\u201d, esse dado hoje enconra-se escancarado aos olhos de todos e todas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois, faz-ze urgente criar e\/ou fortalecer instrumentos e mecanismos necess\u00e1rios para devolver \u00e0 c\u00e9lula familiar meios, apoio e condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para manter o jardim preparado para as plantas que vir\u00e3o. Sem tal prepara\u00e7\u00e3o do terreno, as ervas daninhas tomam conta de todo campo. Enfim, ao lado do grupo familiar, as institui\u00e7\u00f5es governamentais ou privados podem estimular e desenvolver outras redes de sustentabilidade desse grupo nuclear, o qual, bem ou mal, queiramos ou n\u00e3o, segue sendo a base de um organismo social sem enfermidades cr\u00f4nicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto o organismo de uma pessoa adulta, forte e saud\u00e1vel, quanto o organismo de uma sociedade sadia, igualit\u00e1ria e equilibrada mergulham suas ra\u00edzes mas profundas na inf\u00e2ncia. E especialmente na inf\u00e2ncia remota: os especialistas alertam para o fato de que os primeiros anos de vida, desde a concep\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o decisivos para o desenvolvimento integral e \u00edntegro do ser humano. Esse broto, ao mesmo tempo fr\u00e1gil e forte, necessita dessas ra\u00edzes firmes na terra. Necessita igualmente de um contexto sociohist\u00f3rico justo, fraterno e solid\u00e1rio, seja do ponto de vista socioecon\u00f4mico, seja do ponto de vista pol\u00edtico e cultural. Somente desse modo, sem medos nem traumas que o paralizem, ser\u00e1 capaz de erguer-se do ch\u00e3o para buscar a luz do sol e o azul infinito do c\u00e9u, como flor colorida e bela, aberta e livre. Ou como crian\u00e7a alegre e saud\u00e1vel, que brinca, pula, sorri e respira a brisa suave que refresca a face da terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Roma, 28 de maio de 2015<\/em><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-62741\" data-postid=\"62741\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-62741 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, cs A fam\u00edla \u00e9 hoje uma das institui\u00e7\u00f5es mais batidas pelos ventos da chamada p\u00f3s modernidade. 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