
{"id":6283,"date":"2017-12-01T00:03:52","date_gmt":"2017-12-01T02:03:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=6283"},"modified":"2017-07-31T07:20:58","modified_gmt":"2017-07-31T10:20:58","slug":"charles-de-foucauld-bem-aventurado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/charles-de-foucauld-bem-aventurado\/","title":{"rendered":"Charles de Foucauld &#8211; Bem Aventurado"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-6284\" src=\"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/Charles-de-Foucauld-150x150.jpg\" alt=\"Charles de Foucauld\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/p>\n<p>1 De Dezembro<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"font-size: x-small;color: #0000ff\"><em>Charles nasceu em 1858. Morreu assassinado na Arg\u00e9lia, em 1916, aos 58 anos. Tinha sido oficial do ex\u00e9rcito franc\u00eas e comandou expedi\u00e7\u00f5es militares na \u00c1frica. Aos 28 anos, converteu-se ao Evangelho de Jesus. Ingressou num mosteiro trapista das irm\u00e3s clarissas em Nazar\u00e9. N\u00e3o satisfeito, retirou-se para uma vida simples e oculta, a exemplo de Jesus. Retornou, mais tarde, para a Arg\u00e9lia e ali, no seguimento radical do Mestre, tornou-se monge sem convento, em contato direto com as popula\u00e7\u00f5es tuaregs, at\u00e9 ser assassinado.<\/em><\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Vivemos numa \u00e9poca em que a Igreja est\u00e1 a tornar-se uma minoria em muitos pa\u00edses tradicionalmente considerados crist\u00e3os. Ao mesmo tempo, est\u00e1 a espalhar-se pela Igreja a consci\u00eancia e a necessidade dum testemunho evang\u00e9lico por parte de muitas pessoas que, com humildade, sem arrog\u00e2ncia e no escondimento, sabem viver e anunciar o Evangelho a sectores da sociedade que vivem em situa\u00e7\u00f5es aparentemente extremas e paradoxais. O beato Charles de Foucauld foi certamente um crist\u00e3o que soube interpretar e proclamar o Evangelho utilizando a eloqu\u00eancia do sil\u00eancio, a for\u00e7a da fraqueza e a sabedoria da loucura da cruz.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Charles de Foucauld nem sempre foi homem \u201cperfeito\u201d. Pelo contr\u00e1rio, a sua conduta foi por muitos anos oposta aos padr\u00f5es crist\u00e3os tradicionais. Era filho do seu tempo, com muitas fraquezas. Mas um dia, o encontro com Deus causou nele uma revolu\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande que foi impelido a iniciar uma caminhada decisiva para a santidade \u2013 original, definitiva, sem olhar para tr\u00e1s. Ele continua a interpelar-nos tamb\u00e9m a n\u00f3s ainda hoje, convidando-nos a deixar a nossa rigidez, as fronteiras tranquilizadoras ou os pequenos confortos espirituais, para responder aos in\u00fameros desafios que ele enfrentou, mesmo que nem sempre tenha podido cantar vit\u00f3ria. O seu testemunho provoca-nos a que revejamos talvez at\u00e9 muitos aspectos da nossa vida e da nossa miss\u00e3o e a p\u00f4r em pr\u00e1tica um empenho mais decidido na procura da santidade neste primeiro ano do bi\u00e9nio que ir\u00e1 testemunhar o nosso esfor\u00e7o por atingirmos esta meta.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Durante esta minha reflex\u00e3o convosco deixarei que o Beato Charles de Foucauld fale por si, para que nos revele a sua vida, a sua rela\u00e7\u00e3o com Jesus, a sua caminhada de discernimento e de consagra\u00e7\u00e3o a Deus enquanto mission\u00e1rio dos Tuaregues do Sara. Para n\u00f3s vai a tarefa de nos deixarmos contagiar pelo seu testemunho de vida e de santidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><strong>Breve perfil hist\u00f3rico-biogr\u00e1fico do \u201cIrm\u00e3o Universal\u201d<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\"><span><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"color: #000000\">O Beato Charles de Foucauld (<em>Irm\u00e3o Carlos de Jesus<\/em>) nasceu em Estrasburgo, Fran\u00e7a, a 15 de Setembro de 1858, de fam\u00edlia nobre. A sua primeira inf\u00e2ncia ficou marcada pela religiosidade profunda de sua m\u00e3e. A senhora De Foucauld soubera indicar aos seus dois filhos, Charles e Marie, o caminho na miseric\u00f3rdia mais com os gestos do que com as palavras e de forma eficaz. A sua lembran\u00e7a ficou imprimida nos seus cora\u00e7\u00f5es de forma indel\u00e9vel. Faleceu a 13 de Mar\u00e7o de 1864, aos 34 anos de idade; em 19 de Agosto do mesmo ano faleceu tamb\u00e9m o marido. Os filhos \u00f3rf\u00e3os foram entregues ao av\u00f4 paterno, um coronel reformado, que tinha na altura cerca de setenta anos. O Charles tinha apenas 6.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Mas o Charles perdeu a f\u00e9 aos dezasseis anos e ficou num estado de indiferen\u00e7a religiosa durante mais de doze anos. Era conhecido por todos como amante do prazer e da vida f\u00e1cil, conseguindo revelar, no entanto, uma vontade forte e constante nos momentos dif\u00edceis<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Em 1878 foi para a tropa como sub-tenente e partiu para a \u00c1frica, naquela \u00e9poca em que a Fran\u00e7a estava a colonizar a Arg\u00e9lia. A seguir, despediu-se da vida militar para se dedicar \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de Marrocos (1883-1884), onde organizou uma expedi\u00e7\u00e3o perigosa, percorrendo 3 mil quil\u00f3metros camuflado de rabino judaico. Foi assim que descobriu, tanto entre os mu\u00e7ulmanos como entre os judeus, a lei sagrada da hospitalidade. Para Charles, foi coisa desconcertante descobrir amigos entre pessoas estranhas. O resultado dessa viagem foi um importante estudo geogr\u00e1fico daquele pa\u00eds, o qual veio a merecer-lhe a atribui\u00e7\u00e3o da medalha de ouro da Sociedade Geogr\u00e1fica. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">A explora\u00e7\u00e3o de Marrocos transformou-o. Deu-se com os mu\u00e7ulmanos \u00abque vivem continuamente na presen\u00e7a de Deus\u00bb e ficou \u00abfortemente perturbado\u00bb com isso, a pontos de confidenciar no papel a seguinte reflex\u00e3o: \u00abVer estas almas que vivem na presen\u00e7a cont\u00ednua de Deus fez-me intuir algo de maior e mais verdadeiro que as ocupa\u00e7\u00f5es mundanas\u00bb. A pergunta sobre Deus surgiu-lhe ent\u00e3o como consequ\u00eancia imediata desta experi\u00eancia: \u00abMeu Deus, se existis, fazei com que vos conhe\u00e7a!\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Voltando \u00e0 Fran\u00e7a, foi recebido com afecto e discri\u00e7\u00e3o pela fam\u00edlia de sua irm\u00e3, que era profundamente crist\u00e3. Logo se lan\u00e7ou \u00e0 procura de Deus, tendo encontrado um padre para o instruir. Foi ent\u00e3o guiado pelo Abb\u00e9 Henri Huvelin e encontrou Deus em Outubro de 1886. Tinha 28 anos. \u00abComo passei a acreditar que havia um Deus, logo compreendi que nada mais podia fazer sen\u00e3o viver s\u00f3 para Ele\u00bb,<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Fez depois uma peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra Santa, que lhe revelou a sua voca\u00e7\u00e3o: seguir e imitar Jesus na sua vida de Nazar\u00e9. Viveu sete anos nos Trapistas, primeiro em Nossa Senhora das Neves e depois em Akb\u00e8s, na S\u00edria. A seguir passou a viver perto das Clarissas de Nazar\u00e9, na ora\u00e7\u00e3o, na solid\u00e3o e em grande pobreza. Foi ordenado sacerdote aos 43 anos (1901) na Diocese de Viviers e obteve licen\u00e7a para ir para o deserto argelino do Sara, primeiro em Beni-Abb\u00e9s , pobre no meio dos pobres, e depois em Tamanrasset com os Tuaregues de Hoggar.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">O seu sonho foi sempre o de partilhar a sua vida com os outros. Escreveu v\u00e1rias Regras, com a ideia de que a \u201cvida de Nazar\u00e9\u201d poderia ser vivida por todos e em toda a parte.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"color: #000000\">Na noite de 1 de Dezembro de 1916, enquanto o seu ermit\u00e9rio estava a ser saqueado, um jovem matou-o com um tiro na cabe\u00e7a. Contra a vontade do pr\u00f3prio Charles de Foucauld, que queria ser sepultado em Hoggar, os seus restos mortais (\u00e0 excep\u00e7\u00e3o do seu cora\u00e7\u00e3o, que ficou numa urna em Tamanrasset) foram, ap\u00f3s alguns anos, trasladados para El-Golea, que fica a mais de mil quil\u00f3metros a norte e a 950 quil\u00f3metros de Argel. O lugar que agora acolhe o <em>Tuaregue Universal<\/em> \u00e9 austero e fica pr\u00f3ximo da primeira igreja constru\u00edda pelos Padres Brancos no Sara. \u00c9 l\u00e1 que jazem os restos daquele que quis testemunhar a fraternidade universal para l\u00e1 de qualquer filia\u00e7\u00e3o religiosa e nacional.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><strong>Uma caminhada sobre ondas<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Para bem compreender o Beato Charles de Foucauld \u00e9 preciso lembrar que ele foi um homem totalmente dominado por Deus. Tal como ele confessou: \u00abT\u00e3o logo compreendi que Deus existe, compreendi que nada mais podia fazer que viver para Ele: a minha voca\u00e7\u00e3o religiosa nasceu ao mesmo tempo que a minha f\u00e9; Deus \u00e9 t\u00e3o grande! E entre Deus e tudo aquilo que n\u00e3o \u00e9 Deus h\u00e1 uma diferen\u00e7a t\u00e3o grande!\u00bb. Assim, renovou a sua op\u00e7\u00e3o radical pela \u201csequela\u201d (ou seguimento) de Cristo, em etapas bem distintas: atrav\u00e9s do encontro com os lugares santos, na austeridade da Trapa, no servi\u00e7o humilde em Nazar\u00e9. Para si s\u00f3 queria a ora\u00e7\u00e3o, a pobreza, a penit\u00eancia, enquanto que aos outros dava o tesouro do amor que ardia no seu cora\u00e7\u00e3o. Depois da ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal (1901) e da viv\u00eancia de Beni-Abb\u00e9s, estabelecer-se-ia definitivamente em Tamanrasset (1905), em pleno deserto, para dedicar a sua vida aos Tuaregues.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Escolheu portanto um \u201cmodo novo\u201d de viver a sua voca\u00e7\u00e3o, que poder\u00edamos chamar de \u201cparadoxal\u201d. Foi monge sem mosteiro, mestre sem disc\u00edpulos, eremita entre as pessoas para as levar a Jesus. Como fundador, escreveu v\u00e1rias Regras que s\u00f3 depois da sua morte iriam dar origem a novas Fam\u00edlias Religiosas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">O maior paradoxo foi o de ter colocado as suas passadas exactamente sobre as pegadas de Jesus. O testemunho de santidade que ele oferece \u00e0 Igreja e ao mundo est\u00e1 marcado por um estilo singular de \u201csequela\u201d que se poderia chamar de \u201ccoincid\u00eancia dos opostos\u201d: contempla\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o, paragem solit\u00e1ria com Deus e dedica\u00e7\u00e3o incondicionada aos irm\u00e3os, aniquila\u00e7\u00e3o da cruz e amizade fraterna, heroicidade de vida e necessidade incontrol\u00e1vel de o anunciar aos outros. Enamorado de Jesus, quis segui-lo, imit\u00e1-lo e anunci\u00e1-lo at\u00e9 aos \u00faltimos confins da terra e at\u00e9 ao fim dos s\u00e9culos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><strong>O discernimento, garantia de fidelidade \u00e0 vontade de Deus<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Uma vida ao ritmo de \u00abdecis\u00f5es\u00bb definitivas<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Cada etapa da vida do beato Charles de Foucauld traduziu-se numa mudan\u00e7a evidente de rumo e numa realiza\u00e7\u00e3o progressiva da voca\u00e7\u00e3o que entrevira. Uma etapa ap\u00f3s outra, o germe inicial atingia a maturidade gra\u00e7as a passagens e mudan\u00e7as cont\u00ednuas; e a sua voca\u00e7\u00e3o, embora se fosse desenvolvendo, ia ficando fiel ao ideal inicial.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Em 1886, decidira oferecer-se inteiramente a Deus, viver para Jesus Cristo. Abra\u00e7ou a vida de trapista. Passados alguns anos deixou a Trapa e foi viver \u00e0 sombra do convento das Clarissas de Nazar\u00e9. Preparou-se para o sacerd\u00f3cio com a ideia de ir para as regi\u00f5es mais abandonadas da terra para l\u00e1 tornar presente o Cristo. Penetrou no deserto, cada vez mais no interior do Sara, at\u00e9 \u00e1 suprema imola\u00e7\u00e3o de si mesmo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Discernimento da vontade de Deus<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">A procura duma forma de vida que lhe permitisse imitar cada vez mais perfeitamente a vida de Jesus em Nazar\u00e9 n\u00e3o foi f\u00e1cil nem r\u00e1pida, para ele. Aceitou o peso e o fasc\u00ednio duma procura atenta que nunca foi realizada, orientada ou dirigida pela sua liberdade pessoal. De facto, a vontade de Deus conhece-se prestando aten\u00e7\u00e3o aos movimentos do Esp\u00edrito, cuja ac\u00e7\u00e3o n\u00e3o obriga nem desresponsabiliza a pessoa humana.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">A sua caminhada de discernimento sempre se distinguiu por um amor radical ao Senhor, pelo empenho em se conformar inteiramente com Ele, sem nunca esquecer a absolutez do dom recebido e o empenho em o restituir mediante a oferta de si mesmo ao Senhor.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Ausculta\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">A Palavra reproduz no seu cora\u00e7\u00e3o os sentimentos de Jesus; ajuda-o a colocar-se numa atitude de aten\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o da vontade do pai; d\u00e1-lhe a luz e a for\u00e7a do Esp\u00edrito, ambas necess\u00e1rias para realizar a miss\u00e3o salvadora do Verbo, no estilo espec\u00edfico da sua voca\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as a um m\u00e9todo que envolvia intelig\u00eancia e sensibilidade, o Beato Charles de Foucauld soube entrar numa rela\u00e7\u00e3o viva com Jesus e aplicar \u00e0 vida quotidiana o projecto que brotava da pr\u00f3pria Palavra.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<div><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Autoconhecimento<\/em><\/span><\/span><\/div>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">O Beato Charles de Foucauld revela saber avan\u00e7ar no caminho da explora\u00e7\u00e3o de si mesmo, do rico e misterioso universo das suas pr\u00f3prias capacidades e limita\u00e7\u00f5es, consciente de que Deus n\u00e3o o obriga a vestir um h\u00e1bito contr\u00e1rio \u00e0 sua estatura. Os seus escritos revelam vigil\u00e2ncia na delicada interpreta\u00e7\u00e3o dos estados afectivos: regista com dilig\u00eancia os sentimentos de alegria e paz, de cansa\u00e7o e de perturba\u00e7\u00e3o, que experimentara num dado per\u00edodo. A an\u00e1lise dos estados de esp\u00edrito \u2013 como bem sabemos \u2013 \u00e9 elemento importante que o s\u00e9rio discernimento n\u00e3o pode evitar nem deixar de sublinhar.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00abO amor n\u00e3o consiste em sentir que se ama; mas em querer amar: quando se quer amar, ama-se\u2026Quanto ao amor que Jesus tem por n\u00f3s, J\u00e1 Ele o demonstrou \u00e0 saciedade, porque n\u00f3s acreditamos nele sem o sentirmos: sentir que O amamos e que Ele nos ama, seria atingir o para\u00edso; e o para\u00edso n\u00e3o existe aqui em baixo, salvo em raros momentos e excep\u00e7\u00f5es\u00bb. Por isso torna-se indispens\u00e1vel conformar a nossa sensibilidade com o sentir de Cristo (cfr. Fil 2, 5) para aprender a ler a hist\u00f3ria como Ele a v\u00ea, a alegrarmo-nos com aquilo que a Ele causa prazer; a entristecermo-nos com aquilo que o fere (cfr. Rm 12, 2). Assim, Charles procura alimentar a sua imagina\u00e7\u00e3o com o Jesus dos Evangelhos para agu\u00e7ar a sua vis\u00e3o, para formar cristologicamente a sua interioridade e adquirir um aut\u00eantico gosto espiritual.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>A aten\u00e7\u00e3o para com a hist\u00f3ria<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">O Beato Charles de Foucauld est\u00e1 plenamente convencido de que a vontade de Deus se revela mais claramente onde a caridade for solicitada a identificar e a responder \u00e0s necessidades sempre novas das pessoas e \u00e0s urg\u00eancias vivas e palpitantes da hist\u00f3ria do seu tempo e do contexto em que vivia. \u00ab\u00c9 preciso ir at\u00e9 onde a terra j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 santa, aonde se encontram as almas em maior necessidade\u00bb. E assim, ultrapassando os limites estreitos do projecto pessoal, est\u00e1 sempre dispon\u00edvel para responder \u00e0s necessidades que pouco a pouco v\u00e3o sendo identificadas por aqueles que t\u00eam a responsabilidade dos cuidados pastorais.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>A direc\u00e7\u00e3o espiritual<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">No in\u00edcio da sua procura de Deus, Charles de Foucauld aspirava \u00e0 f\u00e9 como se fosse uma certeza racional: \u00abEsta religi\u00e3o poderia n\u00e3o ser uma loucura\u2026talvez seja a verdade\u2026Lancemo-nos para o estudo desta religi\u00e3o: arranjemos um professor de religi\u00e3o, um padre instru\u00eddo e vejamos que vir\u00e1 c\u00e1 para fora, e se h\u00e1 raz\u00e3o para acreditar no que ele diz\u00bb. Logo foi procurar um \u201cmestre\u201d, encontrando-o na pessoa do Padre Henri Huvelin. N\u00e3o tinha vontade de se confessar; apenas queria ter informa\u00e7\u00e3o sobre a religi\u00e3o cat\u00f3lica. Mais tarde, num dos seus retiros espirituais viria a escrever, ao falar a Deus do seu mestre de esp\u00edrito: \u00abPuseste-me sob as asas deste santo e a\u00ed fiquei: com as suas m\u00e3os tu me levaste desde ent\u00e3o e n\u00e3o tem havido sen\u00e3o uma gra\u00e7a atr\u00e1s da outra: eu pedia li\u00e7\u00f5es de religi\u00e3o mas ele fez-me p\u00f4r de joelhos e confessar-me; e enviou-me logo a fazer a comunh\u00e3o. [\u2026] Desde ent\u00e3o que s\u00f3 tem havido uma gra\u00e7a ap\u00f3s outra\u00bb. Aquele venerando anci\u00e3o dirigiu-o sempre com m\u00e3o firme. Era um homem de Deus, um homem que \u00abse tornara ora\u00e7\u00e3o\u00bb, como o pr\u00f3prio Foucauld veio a dizer mais tarde.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">A santidade \u00e9 sempre a for\u00e7a que maior poder de atrac\u00e7\u00e3o exerce sobre as pessoas. O Charles considera a submiss\u00e3o ao director espiritual uma garantia de seguran\u00e7a na dif\u00edcil procura da vontade divina. Exp\u00f5e os seus sentimentos em cada carta que lhe escreve, abre a sua alma o mais poss\u00edvel, tenta colocar-se num estado de indiferen\u00e7a e promete renunciar a tudo se o seu director espiritual lho pedir, terminando sempre com uma confiss\u00e3o de obedi\u00eancia e com actos de abandono ao ju\u00edzo do seu director.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Disponibilidade para a convers\u00e3o cont\u00ednua<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00c9 impressionante a radicalidade da convers\u00e3o de Charles de Foucauld. Quebra com o seu passado, decidido a colocar-se radicalmente ao servi\u00e7o de Deus. Nunca foi um homem de meias medidas. Sempre quis ir at\u00e9 ao fundo das coisas em tudo. At\u00e9 na sua convers\u00e3o: \u00abN\u00e3o procuremos corrigir-nos a meias, ou converter-nos a meias: isso ser\u00e1 imposs\u00edvel. \u00c9 preciso chegar a converter-nos completamente, se n\u00e3o nunca nos converteremos\u00bb. Afinal trata-se de passar dum querer individualista \u00e0 ades\u00e3o total e livre ao projecto de Deus: \u00abTudo me diz para me converter; tudo me canta a necessidade de me santificar; tudo me repete e grita para que, se um bem que eu quero n\u00e3o aparecer, ser\u00e1 apenas por minha culpa; e ent\u00e3o eu tenho que me despachar na convers\u00e3o\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">No seu itiner\u00e1rio de convers\u00e3o, o Charles s\u00f3 tem um modelo: Jesus. \u00abSegue-me, apenas a mim&#8230;N\u00e3o venhas a Bet\u00e2nia para me ver a mim e tamb\u00e9m a L\u00e1zaro; vem para me ver, s\u00f3 a mim\u2026 Pergunta-me o que eu fazia; \u2018Examina as Escrituras\u2019 (Actos, 11); observa os santos, n\u00e3o para os seguires, mas para veres como me seguiram e pega, de cada um, aquilo que achares que vem de mim, ou \u00e9 imita\u00e7\u00e3o de mim\u2026e segue-me, s\u00f3 a mim\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Desde este momento, O Charles apenas toleraria um desejo: o de responder a este amor de Deus, impelido por uma necessidade desmedida de o imitar: \u00abEu amo Nosso Senhor Jesus Cristo; amo-o e n\u00e3o poderei levar uma vida diferente da dele\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><strong>Espiritualidade radical e prof\u00e9tica<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">O n\u00facleo central da espiritualidade de Charles de Foucauld \u00e9 a \u201cespiritualidade de Nazar\u00e9\u201d. Nazar\u00e9 \u00e9 um lugar, uma experi\u00eancia, um s\u00edmbolo na sua espiritualidade. A investiga\u00e7\u00e3o, por vezes bastante fiel, de muitos exploradores do seu itiner\u00e1rio espiritual, parece ser un\u00e2nime em afirmar que viver \u201ccomo pequeno irm\u00e3o de Jesus em Nazar\u00e9\u201d \u00e9 certamente a constante que alumia a sua aventurosa voca\u00e7\u00e3o religiosa e unifica o itiner\u00e1rio da sua matura\u00e7\u00e3o eclesial. Ser um pequeno irm\u00e3o de Jesus equivale a dar vida a uma rela\u00e7\u00e3o teologal que se exprime numa coabita\u00e7\u00e3o fraterna com o Senhor em prol dos outros.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Os elementos componentes da espiritualidade de Nazar\u00e9 podem sintetizar-se da seguinte forma:<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Imita\u00e7\u00e3o do \u201cnosso muito amado Senhor Jesus\u201d<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00abQuem quiser viver segundo a espiritualidade de Nazar\u00e9 ter\u00e1 como regra perguntar-se a todo o momento sobre que pensaria, diria e faria Jesus se estivesse no seu lugar, e faz\u00ea-lo. Esfor\u00e7ar-se-\u00e1 continuamente por se tornar cada vez mais semelhante ao Nosso Senhor Jesus tomando como modelo a sua vida de Nazar\u00e9, que nos serve de exemplo para todas as situa\u00e7\u00f5es\u00bb. O beato Charles de Foucauld, desde que se converteu, recebeu a gra\u00e7a duma profunda amizade com Cristo, a pontos de n\u00e3o ter sen\u00e3o um desejo: o de ser como Ele. \u00c9 ele pr\u00f3prio quem o diz numa sua medita\u00e7\u00e3o, cinco meses antes da sua morte: \u00abFicar sempre em \u00faltimo lugar: \u201cQuando vos convidarem a um banquete, sentai-vos sempre no \u00faltimo lugar\u201d. Foi isto que Ele fez, ao participar no banquete da vida, e f\u00ea-lo at\u00e9 \u00e0 morte\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">A Eucaristia, que marcou a sua vida desde o momento da convers\u00e3o, sempre permaneceu como centro da sua ora\u00e7\u00e3o. Passava longas horas em adora\u00e7\u00e3o diante da Presen\u00e7a eucar\u00edstica, na companhia do seu \u201cmuito amado irm\u00e3o e Senhor Jesus\u201d. Pouco a pouco, diante da Eucaristia, foi amadurecendo na sua voca\u00e7\u00e3o sacerdotal, para oferecer este \u201cdivino banquete\u2026aos estropiados, aos cegos e aos pobres, quer dizer, \u00e0s almas que n\u00e3o t\u00eam sacerdotes\u201d. Construiu em Beni-Abb\u00e9s uma capela e decorou-a ele pr\u00f3prio, desenhando na tela um Cristo que abre os bra\u00e7os a receber, abra\u00e7ar e chamar todos os homens e a dar-se a eles. \u00c9 naquele s\u00edtio que ele passa longas horas, do dia e da noite, em adora\u00e7\u00e3o ou em medita\u00e7\u00e3o. Vive com ele na sua habita\u00e7\u00e3o e mant\u00e9m com Ele um di\u00e1logo cont\u00ednuo de amigo para amigo, um di\u00e1logo que continua ao longo da noite ou nas viagens pelo deserto.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00abA op\u00e7\u00e3o pelos mais pobres ser\u00e1 a tarefa da minha vida. Envidarei todos os esfor\u00e7os sobretudo pela convers\u00e3o daqueles que s\u00e3o espiritualmente mais pobres, isolados, cegos, as almas mais abandonadas, as mais doentes, as ovelhas mais desesperadas\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Quando em Beni-Abb\u00e9s, poucos dias antes da sua chegada, se deu conta da mis\u00e9ria material e moral do lugar, decidiu que o seu primeiro trabalho seria \u201cajudar os escravos\u201d que eram tratados com muita dureza pela popula\u00e7\u00e3o. O segundo trabalho seria acolher os viajantes pobres. Por fim, iria oferecer instru\u00e7\u00e3o escolar \u00e0s crian\u00e7as que ficavam sozinhas todo o dia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Optar pelos pobres n\u00e3o \u00e9 por\u00e9m a mesma coisa que amar os pobres. Optar por eles equivale a viver no seu mundo e manifestar-lhes um amor cr\u00edtico, solid\u00e1rio e empenhado. O Beato Charles de Foucauld estava convencido de que \u00e9 preciso n\u00e3o apenas ter grande amor pelos pobres, mas sim ter um amor que parte dos pobres e estabelece com eles uma alian\u00e7a est\u00e1vel. E assim, perante o seu confessor, fez voto de nada possuir para seu uso pessoal sen\u00e3o quanto um pobre oper\u00e1rio tamb\u00e9m tivesse. E cultivava no cora\u00e7\u00e3o o projecto de fundar uma nova Congrega\u00e7\u00e3o com a finalidade de \u00abviver o mais exactamente poss\u00edvel a vida de Nosso Senhor, vivendo unicamente do trabalho das pr\u00f3prias m\u00e3os [\u2026], n\u00e3o possuindo nada [\u2026]. N\u00e3o formar sen\u00e3o apenas pequenos grupos [\u2026], e espalhar-se sobretudo por pa\u00edses n\u00e3o crist\u00e3os\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Amor \u00e0 Igreja<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00abApego inviol\u00e1vel \u00e0 Igreja, que \u00e9 Esposa de Jesus, em que ele vive. Ele \u00e9 a sua alma, ama-a como sua esposa [\u2026]. Apego a tudo o que dela vem, das suas institui\u00e7\u00f5es, dos seus ritos, dos seus ministros [\u2026]. Apego ao Santo Padre, seu chefe e representante. Rezarei muit\u00edssimo pelo Santo Padre, pelas suas inten\u00e7\u00f5es [\u2026]. Quanto mais se ama a Igreja, tanto mais possui o Esp\u00edrito Santo que a anima. Quanto mais se ama a Igreja, tanto mais se ama Aquele de que ela \u00e9 corpo, Nosso Senhor Jesus Cristo\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Obedi\u00eancia ao Director Espiritual<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00abA escolha do director espiritual tem uma import\u00e2ncia vital porque tal for o mestre, tal ser\u00e1 o disc\u00edpulo. Deve ser uma pessoa devota, prudente, instru\u00edda e perita. Uma vez feita essa escolha depois de ter rezado ardentemente a Deus, devemos confidenciar-lhe a nossa vida, pedir-lhe conselho e ser obedientes\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">O Beato Charles de Foucauld teve sempre um relacionamento profundo e fiel com o seu director espiritual \u2013 como a de filho em rela\u00e7\u00e3o ao pai. Quando ele morreu, escreveu a um amigo dizendo-lhe que o seu Padre Espiritual fora um enxerto paciente do amor de Jesus no mais \u00edntimo do seu ser.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Ora\u00e7\u00e3o e fecundidade contemplativa<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00abQuem desejar viver segundo a espiritualidade de Nazar\u00e9 deve integrar-se no projecto pastoral da Igreja local, procurando tornar-se \u00fatil segundo a sua voca\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m de ser solid\u00e1rio sobretudo com aqueles que se encontram nos lugares mais dif\u00edceis de miss\u00e3o e de colabora\u00e7\u00e3o fraterna\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">O Charles estava convencido de que h\u00e1 um tipo de fecundidade que n\u00e3o depende da ac\u00e7\u00e3o: e \u00e9 aquela que possui esp\u00edrito contemplativo, que procura viver o esp\u00edrito de Nazar\u00e9, a realidade concreta at\u00e9 ao fundo, no momento actual, que d\u00e1 import\u00e2ncia aos relacionamentos fraternos e de amizade, bem como \u00e0 gratuidade do dom.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Ele mesmo fazia experi\u00eancia cont\u00ednua disso vivendo \u201ca vida de Nazar\u00e9\u201d com os n\u00f3madas mais isolados, entre os mais pobres de Beni-Abb\u00e9s. Em 1911 estabeleceu-se em Asekrem por se tratar de um lugar de passagem das caravanas, que assim lhe permite cultivar relacionamentos com os Tuaregues e estabelecer uma profunda amizade com eles.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><em>Evangeliza\u00e7\u00e3o libertadora<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00abQuem pretender viver segundo a espiritualidade de Nazar\u00e9 dever\u00e1 estar consciente de que ela \u00e9 a base da sua exist\u00eancia, quer se encontre no deserto quer na miss\u00e3o apost\u00f3lica. Quer dizer que n\u00e3o pode haver apostolado sem Nazar\u00e9 nem deserto sem Nazar\u00e9, nem Nazar\u00e9 sem deserto nem apostolado\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Para que se d\u00ea uma inser\u00e7\u00e3o em qualquer lugar da terra, Charles acredita que o crist\u00e3o dever\u00e1 partir sempre do modo de agir de Deus, tal como aparece nos Evangelhos, e acolher e apreciar tudo o que de bom e peculiar existe em cada povo e cultura.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\"><strong>Um santo \u00e0 nossa medida<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\">\u201c<em><span><span style=\"font-size: x-small\">Jesus, s\u00f3 Jesus, Jesus em tudo, Jesus sempre\u201d.<\/span><\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00c9 convic\u00e7\u00e3o profunda do beato Charles de Foucauld que Jesus Cristo deve estar no centro da nossa vida para que possamos ter gosto em conhec\u00ea-lo, deixar-nos seduzir por ele, segui-lo e imit\u00e1-lo, levar a nossa cruz atr\u00e1s dele. Desta forma, permitimos-lhe que nos diga a verdade a respeito da nossa vida, dos nossos desejos, dos nossos projectos e da nossa hist\u00f3ria. E isto tem de acontecer mesmo \u00e0 custa do mart\u00edrio, que ele n\u00e3o exclu\u00eda: \u00abPensa que ter\u00e1s de morrer m\u00e1rtir, despojado de tudo, estendido por terra, nu, irreconhec\u00edvel, coberto de sangue e feridas, violenta e dolorosamente assassinado\u2026e deves desejar que seja hoje\u00bb. Assim foi com ele, que morreu \u201cviolentamente e dolorosamente assassinado\u201d tal como sempre tinha desejado, para se configurar com Cristo at\u00e9 na morte.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\">\u201c<em><span><span style=\"font-size: x-small\">Ser caridosos, mansos, humildes com todos: \u00e9 isto que se aprende de Jesus\u201d.<\/span><\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">A exemplo de Charles de Foucauld, tamb\u00e9m n\u00f3s somos chamados a viver um novo modo de ser Igreja, sacramento de salva\u00e7\u00e3o para a humanidade. Na fraternidade evang\u00e9lica, antes de mais, que n\u00e3o \u00e9 apenas uma fraternidade reunida no amor \u00e0 volta de Jesus e com Jesus, mas uma fraternidade que faz da caridade, tanto por dentro como por fora, o mandamento supremo at\u00e9 \u201cfazer da salva\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo, bem como da salva\u00e7\u00e3o pessoal, a grande tarefa da vida\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Este ideal s\u00f3 \u00e9 ating\u00edvel se formos capazes de \u201cver um irm\u00e3o em cada ser humano\u201d. Se vivermos superficialmente, s\u00f3 acolhemos o outro superficialmente. Se vivermos em profundidade, que \u00e9 onde Deus habita, acolheremos o outro com profundidade, ou seja, como irm\u00e3o e filho do mesmo Pai.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Somos chamados a viver uma vida comunit\u00e1ria que saiba apreciar e valorizar a vida ordin\u00e1ria, di\u00e1ria, o lugar onde realizaremos santidade. Uma santidade que se manifesta na comunh\u00e3o profunda com Deus, no trabalho e na proximidade com as pessoas para tornarmos a nossa vida mais semelhante \u00e0 de Jesus nos trinta anos que passou em Nazar\u00e9. Ele ensina-nos a n\u00e3o fugir ao aspecto quotidiano e ordin\u00e1rio da nossa exist\u00eancia, \u00e0 procura de experi\u00eancias extraordin\u00e1rias. S\u00f3 se soubermos viver de maneira extraordin\u00e1ria e com amor o \u201cordin\u00e1rio\u201d \u00e9 que conseguiremos que os nossos relacionamentos se tornem cada vez mais justos, mais verdadeiros, mais fraternos e mais ricos em humanidade e ternura para com os outros.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\">\u201c<em><span><span style=\"font-size: x-small\">Ler e reler incessantemente o Santo Evangelho\u201d<\/span><\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">O Beato Charles de Foucauld converteu-se a Deus atrav\u00e9s do Evangelho. A procura vocacional e a sua vida espiritual como um todo desenrolaram-se at\u00e9 \u00e0 morte sob o signo do Evangelho meditado, ruminado, assimilado e vivido. Nutria um grande amor pelo Evangelho que via n\u00e3o como um estudo de normas e leis, mas como encontro com \u201co esposo, o namorado, o bem-amado\u201d, para assim lhe poder \u201cagradar, servir, glorificar, consolar, como deseja que tudo seja feito\u201d A vida de comunidade e o caminho do discipulado, nas suas v\u00e1rias modalidades e crit\u00e9rios, ju\u00edzos e valores, devem passar pela peneira da Palavra. \u00abLer e reler incessantemente o Santo Evangelho para ter sempre diante da mente as ac\u00e7\u00f5es, as palavras, os pensamentos de Jesus para poder pensar, falar e agir como Jesus, seguir os exemplos e os ensinamentos de Jesus e n\u00e3o os exemplos e os modos de fazer do mundo, em que reca\u00edmos t\u00e3o rapidamente mal afastamos os nossos olhos do divino Modelo\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Na vida de qualquer comunidade mission\u00e1ria, a primazia do Evangelho deve assemelhar-se \u00e0 semente que germina e produz fruto no escondimento e no sil\u00eancio, para depois de tornar alimento abundante para todos aqueles que t\u00eam fome.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\">\u201c<em><span><span style=\"font-size: x-small\">Fazer-se todo para todos para tudo dar a Jesus\u201d<\/span><\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"color: #000000\">\u00c9 outra caracter\u00edstica que deve distinguir a nossa vida. Uma vida que, como a de Jesus Cristo, se torna d\u00e1diva para bem de todos os homens, especialmente dos pobres com que Jesus se identificou (cfr. Mt 25, 31-46). Fomos chamados, at\u00e9 mesmo \u00e0 luz do testemunho e doutrina de Charles de Foucauld, a revalorizar a nossa presen\u00e7a mission\u00e1ria na fraqueza e na efic\u00e1cia evang\u00e9lica dos meios pobres. \u00abOs meios de que Ele (Jesus) se serviu no pres\u00e9pio, em Nazar\u00e9, na cruz, s\u00e3o: <em>pobreza, abjec\u00e7\u00e3o, humilha\u00e7\u00e3o, abandono, persegui\u00e7\u00e3o, sofrimento e cruz. <\/em>Eis as nossas armas, as mesmas do Esposo divino, que nos pede para deixarmos continuar em n\u00f3s a sua vida, ele o \u00fanico amante, o \u00fanico esposo, o \u00fanico Salvador e at\u00e9 mesmo a \u00fanica Sabedoria e \u00fanica Verdade\u2026\u00bb.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\">\u201c<em><span><span style=\"font-size: x-small\">Tornar-se uma Maria viva e operante\u201d<\/span><\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00abEu fa\u00e7o o prop\u00f3sito de guardar em mim a vontade de trabalhar para me transformar em Maria para me tornar uma outra Maria vivente e operante\u00bb.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">Tamb\u00e9m o nosso modo de viver e trabalhar no meio do povo deve encontrar na experi\u00eancia mariana de Charles de Foucauld mais um empurr\u00e3o para incarnar aquele estilo de consola\u00e7\u00e3o \u201cmaterno\u201d e \u201cmission\u00e1rio\u201d que aprendemos com o nosso Beato Fundador.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-size: x-small\">P. Aquil\u00e9o Fiorentini, IMC<\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-6283\" data-postid=\"6283\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-6283 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 De Dezembro Charles nasceu em 1858. Morreu assassinado na Arg\u00e9lia, em 1916, aos 58 anos. Tinha sido oficial do ex\u00e9rcito franc\u00eas e comandou expedi\u00e7\u00f5es militares na \u00c1frica. Aos 28 anos, converteu-se ao Evangelho de Jesus. Ingressou num mosteiro trapista das irm\u00e3s clarissas em Nazar\u00e9. 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