
{"id":6294,"date":"2009-12-01T08:31:05","date_gmt":"2009-12-01T10:31:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=6294"},"modified":"2009-12-01T08:32:09","modified_gmt":"2009-12-01T10:32:09","slug":"6294","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/6294\/","title":{"rendered":"O fundo do po\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"background-color: #ffffff;\">Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves<\/span><\/p>\n<p>Todos estamos familiarizados com a express\u00e3o &#8220;fundo do po\u00e7o&#8221;. Denota uma situa\u00e7\u00e3o limite. Um ponto em que as for\u00e7as se esgotam e n\u00e3o sabemos mais para quem apelar. O ch\u00e3o foge debaixo dos p\u00e9s, as coisas escorregam por entre os dedos. O desespero bate \u00e0 porta e a esperan\u00e7a sai pela janela. Sentimo-nos suspensos por um fio sobre um abismo sem fundo. Onde se segurar? Em quem confiar? O que fazer?<\/p>\n<p>Seguindo a trilha da ora\u00e7\u00e3o nua, quatro exemplos, embora d\u00edspares entre si, nos d\u00e3o algumas luzes para semelhantes momentos de escurid\u00e3o. Dois s\u00e3o extra\u00eddos da B\u00edblia e dois da literatura. Comecemos pela literatura. Ali\u00f3cha \u00e9 um dos personagens centrais da obra Irm\u00e3os Karam\u00e1zovi, de Fi\u00f3dor Dostoievski. A dada altura do romance, ele vive profundamente um confronto entre, de um lado, seu ideal espiritual de monge e, de outro, a realidade social da R\u00fassia e a situa\u00e7\u00e3o moral da pr\u00f3pria fam\u00edlia. Desesperado com o abismo entre elas e com a falta de respostas, Ali\u00f3cha se atira ao ch\u00e3o e morde o p\u00f3 da terra. No meio da noite, com o rosto colado ao solo p\u00e1trio, como uma crian\u00e7a abra\u00e7ada \u00e0 m\u00e3e, chora longa e copiosamente pelo destino da p\u00e1tria, pelo pai e pelos irm\u00e3os, por si mesmo, pela vida&#8230;<\/p>\n<p>Riobaldo Tartarana \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o genial de Guimar\u00e3es Rosa, em Grande Sert\u00e3o Veredas. No desenrolar dos acontecimentos, apaixona-se por Diadorim. O grande problema \u00e9 que h\u00e1 um segredo oculto, tanto a Riobaldo quanto ao leitor. Diadorim, embora sendo um dos companheiros do bando de cangaceiros de Tartarana, \u00e9 no fundo uma mulher disfar\u00e7ada de homem. Riobaldo n\u00e3o consegue entender esse amor, tem a impress\u00e3o de que est\u00e1 ficando louco, sente-se interiormente dilacerado, se desespera. Certo dia, marca um encontro com o Coisa Ruim (o dem\u00f4nio), numa encruzilhada, \u00e0 meia noite, para esclarecer as coisas&#8230;<\/p>\n<p>Passemos aos casos b\u00edblicos. O primeiro vem do Livro de Jonas. Embora situado entre os profetas, trata-se na verdade de uma esp\u00e9cie de novela exemplar, escrita no per\u00edodo p\u00f3s-ex\u00edlico. Seu objetivo \u00e9 combater o nacionalismo exacerbado dos israelitas, apostando na convers\u00e3o da cidade de N\u00ednive, s\u00edmbolo do paganismo. O personagem Jonas \u00e9 enviado a profetizar na grande cidade. T\u00e3o nacionalista como seus conterr\u00e2neos, procura escapar ao des\u00edgnio dos c\u00e9us, escapando &#8220;da face de Deus&#8221;. Embarca num navio, mas em alto mar sobrev\u00e9m uma tempestade. Os tripulantes lan\u00e7am a sorte para vem de quem \u00e9 a culpa, e esta recai sobre Jonas. Ele \u00e9 atirado ao mar e engolido por um grande peixe. Esta simbologia, n\u00e3o rara nos escritos antigos, indica uma auto-anula\u00e7\u00e3o t\u00e3o radical que, psicologicamente, o homem recusa a pr\u00f3pria vida, retornando ao ventre materno. \u00c9 como se renegasse a si mesmo: ao seu passado, ao seu presente e ao seu destino futuro. Sentimento bem mais expl\u00edcito no profeta Jeremias: &#8220;Maldito o dia em que nasci!&#8221; (Jr 20, 14-18)&#8230;<\/p>\n<p>O segundo exemplo b\u00edblico \u00e9 o de Jesus, na Quinta-feira Santa, quando se retira com os ap\u00f3stolos mais \u00edntimos no Gets\u00eamani. Diz o Evangelho que &#8220;ele come\u00e7ou a apavorar-se e a angustiar-se&#8221;. E disse-lhes: &#8220;A minha alma est\u00e1 triste at\u00e9 a morte, permanecei aqui e vigiai&#8221;. Depois, dirigindo-se em ora\u00e7\u00e3o ao Pai, diz: &#8220;Tudo \u00e9 poss\u00edvel para ti: afasta de mim este c\u00e1lice; por\u00e9m, n\u00e3o se fa\u00e7a o que eu quero, mas o que tu queres&#8221;. O que mais o apavora e o angustia? Os supl\u00edcios que o esperam, ou fracasso de sua miss\u00e3o e de sua vida? Nada tem para entregar ao Pai! \u00c9 este mesmo o caminho? O sil\u00eancio de Deus o torna livre para encarar os fatos: &#8220;Basta, a hora chegou, eis que o Filho do Homem est\u00e1 sendo entregue \u00e0s m\u00e3os dos pecadores&#8221; (Mc 14,32-42)&#8230;<\/p>\n<p>Os quatro par\u00e1grafos anteriores terminam com retic\u00eancias. Em todos e em cada um deles, h\u00e1 algo mais a dizer. De in\u00edcio, nos quatro exemplos, os envolvidos chegam a uma nudez total. Nos dois casos da literatura, a afli\u00e7\u00e3o leva os personagens ao cora\u00e7\u00e3o de uma tormenta que se arrasta por p\u00e1ginas e p\u00e1ginas. \u00c9 preciso tomar uma decis\u00e3o. Enquanto Ali\u00f3cha, ao unir-se \u00e0 terra russa, se encontra com a hist\u00f3ria do seu povo e a hist\u00f3ria de sua fam\u00edlia, ambas marcadas por contradi\u00e7\u00f5es profundas e irremedi\u00e1veis, Riobaldo, procurando corajosamente o encontro com o dem\u00f4nio, trope\u00e7a consigo mesmo. Identifica um amor que contradiz a natureza e a cultura de sua gente e do povo brasileiro, t\u00e3o patriarcal quanto machista. O primeiro vai encontrar solu\u00e7\u00e3o dedicando-se a um servi\u00e7o gratuito, consciente agora da ambiguidade da condi\u00e7\u00e3o humana. O segundo permanece perplexo com o sentimento que lhe revolve o peito e os costumes. Encontrar\u00e1 sossego e explica\u00e7\u00e3o somente ap\u00f3s a morte de Diadorim, quando descobre, por fim, que o amigo a quem tanto amou em vida, \u00e9 na verdade uma mulher. &#8220;O diabo na rua no meio do redemoinho&#8221;, constata! &#8220;Por que tudo na vida da gente \u00e9 t\u00e3o misturado&#8221;? &#8211; pergunta ele, sem obter resposta. Em ambos os exemplos, est\u00e1 em jogo a identifica\u00e7\u00e3o da pessoa com a na\u00e7\u00e3o, a fus\u00e3o entre o individual e o coletivo. Aparecem claramente as tens\u00f5es e conflitos dessa integra\u00e7\u00e3o, sempre dif\u00edcil, sempre em aberto, sempre em processo.<\/p>\n<p>J\u00e1 os casos b\u00edblicos trazem \u00e0 luz uma espiritualidade que amadurece na liberdade e na responsabilidade. Jonas foge de tudo e de todos, at\u00e9 a anula\u00e7\u00e3o total da pr\u00f3pria exist\u00eancia. Teme encarar a abertura ao outro e o compromisso. Prefere seu nacionalismo estreito e preconceituoso. No miolo mais profundo da fuga, no fundo do po\u00e7o, passa a refletir sobre si mesmo e a abrir-se a Deus. Imediatamente \u00e9 relan\u00e7ado a N\u00ednive, lugar de onde havia escapado. O reencontro \u00e9 m\u00faltiplo e simult\u00e2neo: consigo mesmo, com Deus e com a miss\u00e3o. O auto-conhecimento, a intimidade com Deus e o retorno \u00e0 a\u00e7\u00e3o constituem as v\u00e1rias dimens\u00f5es de uma nova m\u00edstica que leva a um novo compromisso s\u00f3cio-pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Jesus, no Gets\u00eamani, encontra-se no auge da ang\u00fastia. Dizem os escritos evang\u00e9licos que chega a suar sangue. As trevas parecem tudo dominar. Vendo sua miss\u00e3o humanamente fracassada, pergunta por uma alternativa, busca outro caminho poss\u00edvel. Mesmo sendo-lhe t\u00e3o \u00edntimo, Abba =  Pai, simplesmente silencia. Deus \u00e9 fiel n\u00e3o porque nos tira do fundo do po\u00e7o, mas porque nos deixa a\u00ed, para que possamos encontrar livremente formas de sa\u00edda. Para que possamos dar as m\u00e3os a outros e encontrar solu\u00e7\u00f5es conjuntas. O dom da liberdade \u00e9 levando \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias: Deus n\u00e3o \u00e9 o pai que coloca tapete na frente do filho para que ele, ao trope\u00e7ar, n\u00e3o se machuque. O encontro com Deus n\u00e3o resolve nossos problemas, apenas lhes outorga nova luz. E Jesus entende isso: n\u00e3o pede nada que ele mesmo n\u00e3o possa realizar. Livre e respons\u00e1vel, d\u00e1 as costas \u00e0 ang\u00fastia e parte para o confronto com os soldados e as autoridades. Assume at\u00e9 o fim as consequ\u00eancias de suas palavras e de seus atos. S\u00f3 depois da escurid\u00e3o da cruz \u00e9 que vir\u00e1 a luz da ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-6294\" data-postid=\"6294\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-6294 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves Todos estamos familiarizados com a express\u00e3o &#8220;fundo do po\u00e7o&#8221;. Denota uma situa\u00e7\u00e3o limite. Um ponto em que as for\u00e7as se esgotam e n\u00e3o sabemos mais para quem apelar. O ch\u00e3o foge debaixo dos p\u00e9s, as coisas escorregam por entre os dedos. 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