
{"id":7588,"date":"2017-01-04T00:04:08","date_gmt":"2017-01-04T02:04:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=7588"},"modified":"2016-12-27T06:13:21","modified_gmt":"2016-12-27T08:13:21","slug":"sao-joao-de-brito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-joao-de-brito\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Jo\u00e3o de Brito"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/fotografias\/id_sao_joao_brito_590px_1.jpg\" alt=\"\" width=\"303\" height=\"624\" \/><\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o de Brito catequizando os Indianos<\/p>\n<p>4 de Fevereiro<\/p>\n<p>Nasceu em Lisboa (Portugal) no dia 1 de Mar\u00e7o de 1647, de fam\u00edlia nobre. Depois de uma piedosa adolesc\u00eancia, entrou na Companhia de Jesus e, ordenado sacerdote, embarcou para as miss\u00f5es da \u00cdndia, onde trabalhou no meio de grandes sofrimentos e persegui\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m com grande fruto apost\u00f3lico. Foi de l\u00e1 enviado \u00e0 Europa como Procurador das Miss\u00f5es e de novo partiu para a \u00cdndia; no dia 4 de Fevereiro de 1693 alcan\u00e7ou a gl\u00f3ria do mart\u00edrio.<\/p>\n<p>O quotidiano do mission\u00e1rio<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil imaginar hoje o que era o dia-a-dia de Jo\u00e3o de Brito; visitando o pa\u00eds tamil podemos ver as mesmas gentes e a mesma paisagem, assim como muitos dos monumentos que ele observou; deslocando-nos pela regi\u00e3o podemos sentir a omnipresen\u00e7a do Hindu\u00edsmo, tal como Jo\u00e3o certamente a sentia; notamos tamb\u00e9m a continua\u00e7\u00e3o da lenta infiltra\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana, iniciada precisamente no final do s\u00e9culo XVII. Mas o pa\u00eds modificou-se: os meios de comunica\u00e7\u00e3o desenvolveram-se e o estado de guerra permanente desapareceu; o Cristianismo levado pelos mission\u00e1rios n\u00e3o superou a religi\u00e3o local, mas a toler\u00e2ncia promoveu novos h\u00e1bitos e novos tipos de conviv\u00eancia. Torna-se, pois, quase imposs\u00edvel recriar todo o antagonismo que rodeou a actividade evangelizadora de Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>Comecemos a nossa an\u00e1lise por este aspecto: os antagonismos que Jo\u00e3o enfrentou e que come\u00e7aram muito antes de iniciar a sua ac\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria no Madurai. Com efeito, notamos que Jo\u00e3o de Brito esteve sempre, de certa forma, contra o mundo: enquanto estava nos territ\u00f3rios portugueses teve que vencer todas as tentativas de o afastar da sua voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria; durante o seu apostolado na \u00cdndia meridional enfrentou at\u00e9 \u00e0 morte os que se incomodavam com a sua actividade. Esta contradi\u00e7\u00e3o permanente face aos interesses de t\u00e3o diferentes gentes leva-nos a afirmar que a sua ac\u00e7\u00e3o s\u00f3 tem l\u00f3gica \u00e0 luz da aceita\u00e7\u00e3o radical do Evangelho, caso relativamente raro mesmo entre os mission\u00e1rios. Na verdade, mesmo homens extraordin\u00e1rios como Manuel da N\u00f3brega ou Alexandre Valignano, que se empenharam profundamente na propaga\u00e7\u00e3o do Evangelho, n\u00e3o deixaram de contribuir para que o Imp\u00e9rio crescesse lado a lado com a F\u00e9.<br \/>\nParece-nos, assim, que s\u00f3 podemos compreender Jo\u00e3o de Brito tendo em conta a perspectiva crist\u00e3 de que o Reino do Pai n\u00e3o \u00e9 deste mundo (cf. Jo 18,36). Os actos de Jo\u00e3o decorriam de um amor infinito pelo pr\u00f3ximo (cf. Mt 5,43-48; Jo 13,34-35) que ele queria espalhar entre as popula\u00e7\u00f5es que desconheciam Jesus Cristo. O quotidiano de Jo\u00e3o baseava-se, pois, no Evangelho; era a\u00ed que ele encontrava a for\u00e7a para cristianizar e para suportar pacientemente (podemos, mesmo dizer amorosamente) todos os obst\u00e1culos que se lhe deparavam e todo os sacrif\u00edcios por que passava. Este homem vivia feliz por acreditar que a sua actividade levava \u00e0 salva\u00e7\u00e3o de muitos dos seus irm\u00e3os e que assim cumpria integralmente a miss\u00e3o a que Deus o destinara. Vivendo no mundo, Jo\u00e3o vivia para valores que n\u00e3o se confinam na nossa exist\u00eancia terrena.<\/p>\n<p>Embora seguisse o mesmo m\u00e9todo de adapta\u00e7\u00e3o cultural iniciado pelo mission\u00e1rio-br\u00e2mane Roberto de Nobili, Brito distinguiu-se deste por ser muito menos calculista; beneficiando, sem d\u00favida, do trabalho pioneiro do italiano, j\u00e1 n\u00e3o privilegiou o contacto com certas castas. Jo\u00e3o vivia para todos os que o quisessem escutar. A sua viv\u00eancia m\u00edstica, dando mais aten\u00e7\u00e3o ao desafio evang\u00e9lico do que \u00e0 especificidade da vida terrena tornava-o ousado e indiferente aos ricos, mas aproximava-o mais das popula\u00e7\u00f5es. \u00c9 prov\u00e1vel que Albert Nevett tenha raz\u00e3o quando afirma: \u201cTanto quanto podemos julgar (&#8230;), ele foi t\u00e3o longe nos seus m\u00e9todos de adapta\u00e7\u00e3o quanto era poss\u00edvel, mas n\u00e3o era o seu m\u00e9todo que fazia as convers\u00f5es, mas sim a sua alegria, a sua personalidade amiga, a sua abnega\u00e7\u00e3o, a sua evidente santidade.\u201d<\/p>\n<p>As ades\u00f5es de indianos ao Cristianismo n\u00e3o eram bem vistas pelos seus conterr\u00e2neos, sobretudo pelos de castas superiores. Na verdade todo o esfor\u00e7o de adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o impedia que a convers\u00e3o de um indiv\u00edduo determinasse o fim de certas pr\u00e1ticas hindus. Costumes como a poligamia ou pr\u00e1ticas como o <em>sati<\/em>, ritual em que se queimavam vivas as vi\u00favas junto com os cad\u00e1veres dos seus maridos, eram inconcili\u00e1veis mesmo com a ess\u00eancia da religi\u00e3o crist\u00e3. A press\u00e3o das fam\u00edlias levava a que, por vezes, alguns dos novos baptizados apostatassem e regressassem \u00e0 sua antiga religi\u00e3o, sinal evidente de que as oposi\u00e7\u00f5es eram dirigidas n\u00e3o s\u00f3 contra os evangelizadores, mas tamb\u00e9m contra aqueles que os seguiam.<\/p>\n<p>O prest\u00edgio dos pandar\u00e1s e a sua crescente influ\u00eancia junto das popula\u00e7\u00f5es provocavam uma natural inveja por parte dos br\u00e2manes. Sempre que em determinado lugar se dava uma calamidade (cheias, epidemias ou secas, por exemplo) e por coincid\u00eancia um mission\u00e1rio estava no local, logo come\u00e7avam a circular rumores responsabilizando-o pelo sucedido. Al\u00e9m disso os preconceitos relacionados com as castas tornavam sempre melindrosa a ac\u00e7\u00e3o dos poucos religiosos que trabalhavam no pa\u00eds tamil.<\/p>\n<p>Todas estas situa\u00e7\u00f5es, que j\u00e1 haviam dificultado a ac\u00e7\u00e3o de Nobili e seus companheiros, faziam parte do quotidiano de Jo\u00e3o de Brito.<\/p>\n<p>Quando chegava junto de uma comunidade o mission\u00e1rio enfrentava um trabalho intenso: recebia centenas de pessoas a quem ouvia a confiss\u00e3o, dava conselhos ou ensinava a doutrina. Rigoroso, Jo\u00e3o n\u00e3o baptizava muito rapidamente aqueles que lhe pediam o sacramento, pois desejava estar seguro da convic\u00e7\u00e3o dos ne\u00f3fitos. O seu corpo n\u00e3o descansava muito, e pouco mais comia que arroz cozido. Sendo respons\u00e1vel por comunidades dispersas Jo\u00e3o contava com o apoio de um grupo de catequistas; uns substitu\u00edam-no na assist\u00eancia espiritual dos crist\u00e3os, outros acompanhavam-no nas suas deambula\u00e7\u00f5es. Apesar das condi\u00e7\u00f5es serem pouco prop\u00edcias o Cristianismo propagava-se lentamente.<\/p>\n<p>Importa recordar que esta actividade incans\u00e1vel se realizava sob um calor quase sempre t\u00f3rrido. A este prop\u00f3sito Albert Nevett salienta que \u201co efeito normal de um calor cont\u00ednuo e excessivo \u00e9 deixar uma pessoa dessorada, exausta e sem vontade de fazer nada. Especialmente o trabalho intelectual torna-se muito dificultoso Nos meses de Ver\u00e3o o calor \u00e9 como uma presen\u00e7a f\u00edsica, a fazer press\u00e3o e a cercar por todos os lados, a perseguir tudo, sem lhe podermos escapar. (&#8230;) Hoje em dia, se exceptuarmos os mais pobres dos pobres, ningu\u00e9m faz viagens na \u00cdndia nos meses mais quentes, contudo Jo\u00e3o fazia muitas viagens dessas, ao fim das quais, em vez de tomar um banho refrescante e fruir de um descanso prolongado, tinha que receber e ouvir os que o procuravam, os que n\u00e3o o largavam sen\u00e3o alta noite.\u201d<\/p>\n<p>Outro facto que condicionava a ac\u00e7\u00e3o dos mission\u00e1rios na regi\u00e3o era a instabilidade pol\u00edtica; as guerras sucediam-se e geravam uma conflituosidade end\u00e9mica que dificultava as viagens e afectava a vida das comunidades crist\u00e3s que iam florescendo aqui e ali. Em 9 de Maio de 1684 Jo\u00e3o descrevia a situa\u00e7\u00e3o da seguinte forma: \u201c(&#8230;) porque todo o reino dividido contra si mesmo, ser\u00e1 destru\u00eddo, este reino do Madur\u00e9 est\u00e1 agora completamente arruinado. Por toda a parte testemunhamos degrada\u00e7\u00e3o, tirania e trai\u00e7\u00e3o; por uma coisa de nada as pessoas atiram-se \u00e0 pancada umas nas outras; puni\u00e7\u00e3o para o v\u00edcio e pr\u00e9mio para a virtude n\u00e3o existem; ou, para falar com clareza, n\u00e3o h\u00e1 virtude que mere\u00e7a pr\u00e9mio\u201d. Todos estes condicionalismos contribu\u00edam, provavelmente, para que a miss\u00e3o do Madurai contasse sempre com poucos efectivos.<\/p>\n<p>As dificuldades n\u00e3o se confinavam contudo, ao territ\u00f3rio onde Jo\u00e3o evangelizava &#8211; na costa do Malabar o seu Provincial, o padre Gaspar Afonso Alvares (1680-1684) n\u00e3o estava satisfeito com a sua actividade. Se aos hindus incomodava a propaga\u00e7\u00e3o do Cristianismo, a este religioso preocupava o estilo da missiona\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o de Brito, o mais radical dos pandar\u00e1s; Gaspar Afonso desconfiava das suas rela\u00e7\u00f5es com os indiv\u00edduos de castas baixas, e, sobretudo, da aus\u00eancia de uma propaganda pr\u00f3-portuguesa no seu discurso. Tal como sucedera com Nobili, tamb\u00e9m Brito foi for\u00e7ado a deixar a miss\u00e3o para ir justificar os seus m\u00e9todos perante o superior hier\u00e1rquico, o que sucedeu no ano de 1682. O Provincial tentou ret\u00ea-lo, nomeando-o reitor do col\u00e9gio de Ambalacata, mas, fiel \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o de Brito conseguiu ultrapassar mais este momento dif\u00edcil e ao fim de seis meses j\u00e1 estava de novo no Madurai. Num dos seus escritos desse ano Jo\u00e3o refere de uma forma clara as enormes dificuldades com que se debatia quotidianamente:<\/p>\n<p>\u201cTal \u00e9 a minha rela\u00e7\u00e3o para o ano de 1682. Tudo se resume nisto: n\u00e3o temos suporte humano em que nos possamos apoiar, op\u00f5em-se-nos reis e pr\u00edncipes, os poderosos e letrados fazem quanto podem para nos expulsar; e mesmo assim, gra\u00e7as a uma protec\u00e7\u00e3o especial de Deus Nosso Senhor, que nos mant\u00e9m nesta terra, n\u00f3s conseguimos difundir a Sua Santa Religi\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca a sua actividade deparava cada vez com mais problemas, facto a que n\u00e3o era alheio o aumento da anarquia politica que se vivia na regi\u00e3o. Em Setembro de 1683 a sua pris\u00e3o pelo governador de Tanjore esteve eminente. Jo\u00e3o n\u00e3o fugiu, para que a sua fraqueza n\u00e3o fosse um motivo de desd\u00e9m para com a sua religi\u00e3o, mas afinal n\u00e3o foi preso e ao passar o Natal nessa mesma regi\u00e3o baptizou 1003 pessoas.<\/p>\n<p>Em 1684 a situa\u00e7\u00e3o tornou-se mais dif\u00edcil. Primeiro ele pr\u00f3prio foi preso com um grupo de catequistas na aldeia de Perunkundi, onde acabavam de converter algumas dezenas de indiv\u00edduos. Foram espancados e amea\u00e7ados de morte, mas acabaram por ser soltos. Pouco depois numa outra povoa\u00e7\u00e3o, um jovem de casta superior que se convertera fora preso por se recusar a deixar o Cristianismo; foi condenado \u00e0 morte, mas a senten\u00e7a n\u00e3o foi confirmada pelo governador da prov\u00edncia e o jovem acabou por ser libertado. Estes dois casos bem sucedidos despertaram grande entusiasmo entre os crist\u00e3os, que passaram a afrontar os costumes hindus, o que teve como consequ\u00eancia quase imediata a sua persegui\u00e7\u00e3o por todo o reino de Tanjor. Mas ainda desta vez os crist\u00e3os foram libertados e autorizados a manter o seu culto. Jo\u00e3o acompanhou estas movimenta\u00e7\u00f5es de fora do Reino; quisera sofrer com os seus convertidos aquelas prova\u00e7\u00f5es, mas estes tinham-no conseguido manter longe das convuls\u00f5es, lembrando-lhe que o rebanho podia perder algumas ovelhas, mas n\u00e3o podia ficar sem pastor.<\/p>\n<p>Em 1685 Brito foi nomeado Superior da miss\u00e3o do Madurai; o seu trabalhou e os seus m\u00e9todos eram, assim, reconhecidos pelos restantes membros da Companhia.<\/p>\n<p>No Ver\u00e3o desse ano ele decidiu entrar no Marav\u00e1, territ\u00f3rio governado pelo <em>setupati<\/em>, o principal vassalo do naiaque de Madurai. Os mission\u00e1rios n\u00e3o entravam no Marav\u00e1 desde a persegui\u00e7\u00e3o de 1665, embora se mantivessem a\u00ed algumas pequenas comunidades crist\u00e3s cujos membros sa\u00edam da prov\u00edncia para receberem os sacramentos. Jo\u00e3o iria sofrer ent\u00e3o novos e mais duros tormentos.<br \/>\nA pris\u00e3o<\/p>\n<p>\u201cA 5 de maio de 1685, na for\u00e7a do calor do Ver\u00e3o, Brito atravessou a fronteira e abrigou-se numa floresta de ac\u00e1cias. Permaneceu a\u00ed um m\u00eas com t\u00e3o grande sucesso no trabalho das convers\u00f5es e administra\u00e7\u00e3o de sacramentos, que se animou a penetrar mais para o interior, para Velanculam. Aqui teve ainda maiores sucessos, pois a 17 de Julho, j\u00e1 tinha feito 2070 baptismos\u201d.<\/p>\n<p>Todavia Jo\u00e3o n\u00e3o conseguiu permanecer oculto das autoridades locais e estas perseguiram-no. Quando se deu a sua pris\u00e3o estava acompanhado de seis catequistas; os sete foram de imediato espancados &#8211; os oficiais hindus pretendiam que eles invocassem o deus Xiva, renunciando, assim, publicamente ao Deus que anunciavam. Perante a resist\u00eancia daqueles homens come\u00e7aram as torturas; primeiro foi a da \u00e1gua. \u201cEsta consistia em atar a v\u00edtima, levant\u00e1-la e faz\u00ea-la de novo submergir na \u00e1gua com um homem \u00e0s costas, sendo depois a v\u00edtima retirada para ser interrogada. Se ela n\u00e3o abjurasse era de novo mergulhada\u201d. Um dos companheiros de Brito n\u00e3o resistiu e invocou a divindade hindu; foi libertado de imediato e partiu sem mais problemas. Todos os outros resistiram e os tormentos prosseguiram.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto estavam nesta pris\u00e3o, Jo\u00e3o enviava mensagens de encorajamento por palavra oral ou escrita em folhas de palmeira, para fortalecer e consolar os crist\u00e3os, que estavam aterrados por a persegui\u00e7\u00e3o estar prestes a rebentar.\u201d<\/p>\n<p>Durante mais de um m\u00eas seguiram-se outras torturas e mais espancamentos, sem que os seis aceitassem as exig\u00eancias dos oficiais hindus. Foram ent\u00e3o condenados \u00e0 morte, mas faltava a confirma\u00e7\u00e3o do <em>setupati<\/em>. Foram, entretanto, deitados \u201cnuma rocha de laterite. Este tipo de rocha tinha bicos muito agu\u00e7ados, quase como grosseiras puas a apontar para cima da superf\u00edcie bastante plana. Depois de terem colocado as v\u00edtimas sobre esta rocha saltavam por cima delas uns tantos homens. Aumentavam a tortura o calor que se tornava muito intenso por a rocha estar exposta ao ardente Sol de Junho\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o veja o leitor nesta descri\u00e7\u00e3o dos maus tratos a que Jo\u00e3o de Brito e seus companheiros foram sujeitos, um ju\u00edzo moralista condenat\u00f3rio da viol\u00eancia das autoridades hindus, sobretudo porque n\u00e3o esquecemos que na mesma \u00e9poca os crist\u00e3os exerciam crueldades semelhantes uns contra os outros, e tamb\u00e9m em nome da religi\u00e3o. Al\u00e9m disso ao historiador compete interpretar e n\u00e3o julgar os factos do passado; interessa-nos, assim, salientar a brutalidade a que estes homens foram submetidos apenas para real\u00e7ar o radicalismo da voca\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o, que apesar de tudo isto nunca vacilou no seu desejo de evangelizar os indianos. Note-se ainda que tamb\u00e9m podemos atestar a efici\u00eancia do seu trabalho apost\u00f3lico: uma simples palavra teria libertado os seus companheiros daqueles tormentos, mas eles, firmes na F\u00e9, tudo suportaram na companhia do mestre sem renegar a religi\u00e3o a que tinham aderido desinteressadamente.<\/p>\n<p>S\u00fabitas altera\u00e7\u00f5es pol\u00edticas atrasaram a execu\u00e7\u00e3o e depois o <em>setupati<\/em> anulou a senten\u00e7a e resolveu entrevistar Jo\u00e3o de Brito. O mission\u00e1rio p\u00f4de, assim, discursar sobre o Cristianismo perante a corte; impressionou o governante, mas n\u00e3o conseguiu que este o autorizasse a pregar no seu territ\u00f3rio. Jo\u00e3o e seus companheiros foram expulsos e advertidos de que seriam severamente punidos se voltassem a entrar no Marav\u00e1.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que Jo\u00e3o de Brito recebeu uma mensagem do seu Provincial, chamando-o \u00e0 sua presen\u00e7a. O mission\u00e1rio ainda ignorava que o seu trabalho na \u00cdndia iria sofrer uma interrup\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>O \u00faltimo obst\u00e1culo<\/p>\n<p>As not\u00edcias da pris\u00e3o, tormentos e posterior liberta\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o correram c\u00e9leres pela \u00cdndia e tamb\u00e9m, n\u00e3o demoraram a chegar a Portugal.<\/p>\n<p>Aparentemente o motivo que levou o Provincial Manuel Rodrigues (1684-1687) a chamar Jo\u00e3o de Brito foi o simples desejo de proporcionar uns momentos de repouso ao mission\u00e1rio. Mas depois Rodrigues resolveu envi\u00e1-lo \u00e0 Europa como procurador; atribu\u00eda-lhe, assim, a responsabilidade de ir a Roma para dar conta ao Padre Geral da situa\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia do Malabar.<\/p>\n<p>Embora contrariado Jo\u00e3o teve que obedecer, e partiu de Goa no final de 1686. Ap\u00f3s uma viagem atribulada, com uma escala for\u00e7ada no Brasil, a armada chegou a Lisboa a 8 de Setembro de 1687.<\/p>\n<p>Quando desembarcou na capital j\u00e1 corria de boca em boca o relato dos supl\u00edcios que ele suportara no Marav\u00e1. Era, pois, uma figura c\u00e9lebre &#8211; o her\u00f3i que enfrentara o gentio, sofrera em nome de Cristo e nem havia cedido nem morrido. Muitos dos que o saudavam pensavam, certamente, que aquele homem j\u00e1 cumprira a sua miss\u00e3o e tinha agora direito a uma vida mais tranquila; um dos que assim conjecturavam era o pr\u00f3prio monarca. Na corte Jo\u00e3o foi recebido com entusiasmo; os ministros do Reino e outros altos dignit\u00e1rios eram, em muitos casos, os seus antigos companheiros de brincadeiras, quando todos eram pagens do infante D. Pedro, agora sentado no trono.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o deslocou-se a v\u00e1rias localidades, nomeadamente a Santar\u00e9m, Coimbra, Porto, Braga, \u00c9vora, Monforte e Portalegre. Em todas falou sobre a miss\u00e3o do Madurai; nessas confer\u00eancias envergava as suas vestes de pandar\u00e1. Entretanto, no seu dia-a-dia, mantinha muitos dos h\u00e1bitos que faziam parte do seu quotidiano na \u00cdndia, sobretudo os respeitantes \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. Sabe-se tamb\u00e9m que enquanto esteve em Portugal nunca dormiu numa cama, continuando a deitar-se no ch\u00e3o sobre uma esteira.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o conseguiu ent\u00e3o atrair pessoas e fundos para a sua miss\u00e3o. Na corte levou o Rei a aumentar a renda que enviava anualmente para a miss\u00e3o do Madurai e recebeu tamb\u00e9m diversos donativos. N\u00e3o p\u00f4de, contudo, completar as tarefas que o haviam trazido \u00e0 Europa, pois D. Pedro II proibiu-o de se deslocar a Roma. O rei mantinha ent\u00e3o uma disputa com o Papado devido \u00e0 interfer\u00eancia de delegados da Propaganda Fidei em zonas do Padroado; a Santa S\u00e9 pretendia ainda que ele dispensasse os mission\u00e1rios estrangeiros, que iam trabalhar nas miss\u00f5es do Padroado, do habitual juramento de fidelidade \u00e0 Coroa portuguesa.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 1689 Jo\u00e3o j\u00e1 tinha resolvido todos os assuntos de que viera incumbido, mesmo sem se deslocar a Roma; logrou conseguir tamb\u00e9m que o monarca dispensasse os mission\u00e1rios estrangeiros do juramento de fidelidade. S\u00f3 n\u00e3o lhe foi poss\u00edvel partir de imediato para a \u00cdndia porque foi expressamente proibido pelo Rei.<\/p>\n<p>De facto, D. Pedro II n\u00e3o estava nada interessado na sua partida; fascinado pela personalidade do amigo de inf\u00e2ncia, queria-o junto de si a educar o herdeiro e a aconselh\u00e1-lo sobre os assuntos relativos ao Estado da \u00cdndia. Jo\u00e3o, desesperado, procurava por todas as formas conseguir voltar \u00e0 sua miss\u00e3o, e era acusado ao mesmo tempo pelo Padre Geral de n\u00e3o querer regressar ao seu trabalho apost\u00f3lico. \u00c9 f\u00e1cil de adivinhar a ansiedade que invadiria ent\u00e3o o seu esp\u00edrito.<\/p>\n<p>De Mar\u00e7o de 1689 a Abril de 1690, Jo\u00e3o permaneceu firme na sua vontade, n\u00e3o cedendo a nenhuma das propostas de D. Pedro. Finalmente, quando este lhe disse que aceitava a sua partida desde que regressasse ao fim de dois anos, Jo\u00e3o concordou; estava, no entanto, firmemente decidido a jamais regressar ao Reino.<\/p>\n<p>Quando partiu p\u00f4de levar consigo um grupo de mission\u00e1rios j\u00e1 destinados a trabalhar na \u00cdndia meridional; preparara-os ao longo do \u00faltimo ano, falando-lhes sobre o pa\u00eds que os aguardava, explicando-lhes a religi\u00e3o hindu e transmitindo-lhes a sua experi\u00eancia de doze anos de miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Chegado o momento da partida sucederia um \u00faltimo epis\u00f3dio rocambolesco, que nos serve hoje para melhor compreendermos a determina\u00e7\u00e3o que sempre animou Jo\u00e3o de Brito.<\/p>\n<p>Depois de um adiamento devido a uma tempestade, a armada de 1690 partiu a 8 de Abril. Um tiro de canh\u00e3o avisou todos os que iam partir de que chegara a hora de embarcar. Jo\u00e3o dirigiu-se de imediato para o cais, mas no caminho encontrou o Conde de Marialva, que lhe pediu insistentemente para que se fosse despedir novamente do Rei. Contrariado o jesu\u00edta acedeu; D. Pedro e a rainha retardaram-lhe sucessivamente a partida at\u00e9 que ressoou novo tiro de canh\u00e3o &#8211; era o sinal de que a armada acabava de partir. Jo\u00e3o deixou rapidamente a companhia do monarca e correu para o cais; os navios j\u00e1 vogavam em direc\u00e7\u00e3o ao Atl\u00e2ntico; o jesu\u00edta viu ent\u00e3o um pequeno navio \u00e0 vela, cujos tripulantes se dispuseram a lev\u00e1-lo at\u00e9 \u00e0 armada; mas a embarca\u00e7\u00e3o era menos veloz que as grandes naus e estas continuavam a distanciar-se; em pleno rio Jo\u00e3o conseguiu mudar para outro navio mais r\u00e1pido e este p\u00f4de alcan\u00e7ar as naus da \u00cdndia. Foi desta forma algo caricata que Jo\u00e3o de Brito deixou definitivamente Portugal.<\/p>\n<p>\u00c9 curioso notar que se da primeira vez a m\u00e3e lutou arduamente contra a partida de Jo\u00e3o, agora nada fez nesse sentido e foi o monarca que tudo tentou. Em 1673 era a fam\u00edlia que reagia negativamente ao afastamento de um ente querido; em 1690, por\u00e9m, j\u00e1 se habituara \u00e0 situa\u00e7\u00e3o e dava-se por feliz por ter tido a oportunidade de o poder rever. Desta vez era a Coroa que n\u00e3o queria perder o conselheiro e educador, e que gostaria de aumentar o seu prest\u00edgio tendo junto de si o her\u00f3i do Marav\u00e1. Nenhuma destas raz\u00f5es conseguiu vergar a voca\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o de Brito; na sua vida esta derradeira passagem por Portugal foi como que o \u00faltimo grande obst\u00e1culo que teve de vencer para concretizar o objectivo da sua vida &#8211; morrer na \u00cdndia anunciando o Evangelho.<\/p>\n<p>Sabemos que nesta altura D. Pedro II tentou recorrer aos servi\u00e7os de Jo\u00e3o de Brito para obter dois indianos especializados na cultura da pimenta e da canela, que pudessem ser enviados para o Brasil. Amputado dos portos orientais exportadores de especiarias, e ainda sem o ouro brasileiro em abund\u00e2ncia, o Imp\u00e9rio Portugu\u00eas procurava retomar o com\u00e9rcio das especiarias a partir da sua col\u00f3nia americana. Embora a correspond\u00eancia do Rei para o vice-rei da \u00cdndia nos revele que D. Pedro pedira a Jo\u00e3o de Brito que lhe localizasse as pessoas capazes de promover a transplanta\u00e7\u00e3o das plantas asi\u00e1ticas, n\u00e3o possu\u00edmos refer\u00eancias que nos mostrem o empenho do mission\u00e1rio nesta mat\u00e9ria. Com efeito, assim que chegou a Goa Jo\u00e3o dirigiu-se rapidamente para a sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0A busca do mart\u00edrio<\/p>\n<p>Jo\u00e3o chegou a Goa a 2 de Novembro de 1690; em Fevereiro do ano seguinte passava por Ambalacata; em Abril j\u00e1 estava no pa\u00eds tamil.<\/p>\n<p>Todos os testemunhos dos que contactaram com ele neste per\u00edodo e nos meses imediatos referem que o pensamento de Jo\u00e3o estava sempre virado para o Marav\u00e1. Embora desejasse voltar rapidamente ao territ\u00f3rio de onde fora expulso e amea\u00e7ado de morte, Jo\u00e3o aceitou o pedido do novo Provincial, o seu velho amigo Andr\u00e9 Freire (1687-1691), para que visitasse as v\u00e1rias comunidades da miss\u00e3o do Madurai. Durante cerca de um ano Brito percorreu o pa\u00eds que t\u00e3o bem conhecia, p\u00f4de, assim, rever os amigos antes de partir para a sua derradeira miss\u00e3o.<\/p>\n<p>De novo entre os Indianos, o mission\u00e1rio reencontrara a felicidade, como ele pr\u00f3prio reconhecia numa carta de 20 de Abril de 1692. \u201cN\u00e3o h\u00e1 persegui\u00e7\u00e3o que me possa roubar a alegria que sinto em pregar, mais uma vez, o Evangelho aos gentios. Nos \u00faltimos quatro meses tenho estado escondido numa floresta, vivendo debaixo de uma \u00e1rvore com tigres e cobras. At\u00e9 agora ainda n\u00e3o fui atacado.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 estava ent\u00e3o decidido a penetrar de novo no Marav\u00e1; procurava, assim, redimir-se da sua \u201cfalha\u201d anterior, ao ter obedecido \u00e0 ordem do <em>setupati<\/em> para abandonar o territ\u00f3rio; esperava, ao mesmo tempo, alcan\u00e7ar a gra\u00e7a de se identificar definitivamente com o seu Salvador atrav\u00e9s do mart\u00edrio.<\/p>\n<p>Andando escondido conseguiu trabalhar durante v\u00e1rios meses no territ\u00f3rio do Marav\u00e1; milhares de pessoas acorriam para receber os sacramentos e as convers\u00f5es alastraram \u00e0s castas superiores. o religioso tornava-se, assim, cada vez mais inc\u00f3modo. Enquanto prosseguia a sua actividade, Jo\u00e3o ainda alimentava a esperan\u00e7a de conseguir uma audi\u00eancia perante Raghunata Devar, o <em>setupati<\/em>.<\/p>\n<p>Todavia, antes de o conseguir deu-se a convers\u00e3o de um pr\u00edncipe que at\u00e9 ent\u00e3o se havia oposto violentamente \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o do Cristianismo. Tratava-se de um vassalo directo de Reghunata Devar; o seu baptismo representava uma provoca\u00e7\u00e3o demasiado flagrante para com o governante, mas Jo\u00e3o administrou-lhe o sacramento a 6 de Janeiro de 1693. Agora crist\u00e3o, o pr\u00edncipe Tadiya Thevan repudiou tr\u00eas das suas quatro mulheres; uma delas era sobrinha do <em>setupati<\/em>. Dois dias depois deu-se a pris\u00e3o do jesu\u00edta; os seus amigos mais fi\u00e9is arquitectaram alguns planos de fuga, mas Jo\u00e3o de Brito recusou-os. Ele \u201cestava num dilema, em que muitos m\u00e1rtires futuros se haviam de encontrar: se fogem, s\u00e3o cobardes; se ficam est\u00e3o a arriscar temerariamente a pr\u00f3pria vida, Brito ficou, porque estava convencido no Esp\u00edrito que devia ficar; e, humanamente falando, a sua fuga teria sido um esc\u00e2ndalo para os crist\u00e3os que ele deixava a enfrentar sozinhos a persegui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O seu julgamento decorreu a 28 de Janeiro, mas foi um mero pr\u00f3-forma e a condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte foi anunciada para j\u00fabilo de Jo\u00e3o. Transferiram-no ent\u00e3o entre in\u00fameros maus-tratos para Oriur, onde recebeu alegremente o mart\u00edrio por degolamento a 4 de Fevereiro de 1693. At\u00e9 ao \u00faltimo suspiro Jo\u00e3o de Brito foi sempre um exemplo de F\u00e9 crist\u00e3; ao caminhar tranquilamente para o local da execu\u00e7\u00e3o ele continuava a viver o Evangelho, e ao enfrentar o<br \/>\ncarrasco estava certo de que \u201cse algu\u00e9m guardar a Minha palavra nunca mais ver\u00e1 a morte\u201d (Jo 8,51).<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o de Brito, prisioneiro<\/p>\n<p>Dia de Santo Aleixo, vindo de viagem me prendeu o Padrane de Marav\u00e1 (isto \u00e9, o principal do governo, que n\u00f3s dizemos <em>privado<\/em>; em latim <em>secundus a Rege<\/em>) que se chama Cumara Pilei. Toniou-nos tudo. Quis que diss\u00e9ssemos: <em>Xiv\u00e1, Xiv\u00e1<\/em> (\u00e9 o nome de um dos principais \u00eddolos que os gentios por ali adoram), que dito esse nome nos largaria, dando-nos tudo; que nos honraria e daria licen\u00e7a para pregar a lei de Deus e me daria uma herdade (ou <em>aldeia<\/em>, como eles chamam e um cavalo. Respondemos (eu e seis crist\u00e3os que foram presos comigo) que n\u00e3o hav\u00edamos de dizer tal nome. Eu fui ent\u00e3o esbofeteado, atado com dois grilh\u00f5es e amarrado ao cepo dos p\u00e1rias na rua, aquela noite e o dia seguinte at\u00e9 \u00e0s duas horas da tarde. Os crist\u00e3os, principalmente Xeluem, catequista, e Xurapem, foram espancados t\u00e3o cruelmente que lhes arrancaram a pele das costas e do peito e todos foram presos ao cepo comigo.<\/p>\n<p>Ao outro dia foram submetidos a tratos de \u00e1gua e receberam muitas pancadas e feridas. Retrocedeu ali um <em>Cule<\/em> [homem de carreto que parece levava algumas virtualhas do Padre] e era um dos seis; e lago o honraram e o deixaram livre; e n\u00f3s fomos levados em companhia do Padrane e seu ex\u00e9rcito \u00e0 fortaleza de Calincail com not\u00e1vel crueldade. Ali deram cru\u00e9is tormentos a Xurapem que se tem havido como glorioso m\u00e1rtir. N\u00f3s fomos condenados a ser atenazados: veio fogo, tenazes e os mais aparelhos, mas n\u00e3o chegou a execu\u00e7\u00e3o por se fazer noite.<\/p>\n<p>A mim lan\u00e7aram-me dois grilh\u00f5es e aos outros um s\u00f3: e fomos metidos em um rigoroso c\u00e1rcere, onde estivemos at\u00e9 28 deste e fomos trazidos e amarrados com cordas a este Paganei, onde cheg\u00e1mos mortos de fome e sede e abrasados do caminho; e em chegando nos intimaram senten\u00e7a de morte se n\u00e3o diss\u00e9ssemos <em>Xiv\u00e1, Xiv\u00e1<\/em>. E como respond\u00eassemos que n\u00e3o hav\u00edamos de dizer tal, lev\u00e1mos muitos coices, bofetadas, a\u00e7oites, pancadas e tratos; e fomos lan\u00e7ados em grilh\u00f5es; e o Padrane se partiu a confirmar a senten\u00e7a com o Marav\u00e1; e cada hoje esperamos pela resposta, e estamos muito contentes e conformes com a divina vontade, que nos fez tanta merc\u00ea como \u00e9 dar a vida por sua santa lei. Vossa Rever\u00eancia [Padre Provincial] me lance sua santa b\u00ean\u00e7\u00e3o e pe\u00e7a aos Padres todos me recomendem muito a Deus, para que me d\u00ea a \u00faltima gra\u00e7a; que eu me lembrarei de todos no C\u00e9u.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-7588\" data-postid=\"7588\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-7588 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Jo\u00e3o de Brito catequizando os Indianos 4 de Fevereiro Nasceu em Lisboa (Portugal) no dia 1 de Mar\u00e7o de 1647, de fam\u00edlia nobre. 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