
{"id":8076,"date":"2019-02-27T00:50:01","date_gmt":"2019-02-27T03:50:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=8076"},"modified":"2019-02-20T08:05:08","modified_gmt":"2019-02-20T11:05:08","slug":"sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"624\" \/><\/p>\n<p>27 de Fevereiro<\/p>\n<p>Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Le\u00e3o XIII chamava o S\u00e3o Luiz Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de mar\u00e7o de 1838, filho de Sante Possenti di Terni e In\u00eas Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo, recebeu a gra\u00e7a do batismo, na mesma pia, em que foi batizado o grande patriarca S. Francisco, na Igreja de S. Rufino.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O pai do Santo, j\u00e1 com vinte e dois anos era governador da cidade de Urb\u00e2nia, cargo que sucessivamente veio a ocupar em S. Gin\u00e9sio, Corinaldo, Cingoli e Assis. Como um dos magistrados dos Estados Pontif\u00edcios, gozava de grande estima do Papa Pio IX e Le\u00e3o XIII honrava-o com sua sincera amizade. A m\u00e3e era de nobre fam\u00edlia de Civitanova d\u2019Ancona. Estes dois c\u00f4njuges apresentavam modelos de esposos crist\u00e3os, vivendo no santo temor de Deus, unidos no v\u00ednculo de respeito e amor fidel\u00edssimo, que s\u00f3 a morte era capaz de solver. Deus aben\u00e7oou esta santa uni\u00e3o com treze filhos, dos quais Gabriel era o und\u00e9cimo. Este, no batismo recebeu\u00a0 nome de Francisco, em homenagem a seu av\u00f4 e ao Ser\u00e1fico de Assis.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dando testemunho da educa\u00e7\u00e3o que recebiam na fam\u00edlia, no Processo da beatifica\u00e7\u00e3o do Servo de Deus, os seus irm\u00e3os declararam: \u201cN\u00f3s fomos educados com o m\u00e1ximo cuidado, no que diz respeito \u00e0 piedade e \u00e0 instru\u00e7\u00e3o. Nossa m\u00e3e era piedos\u00edssima e nos educou segundo as m\u00e1ximas da nossa santa Religi\u00e3o\u201d. Nos bra\u00e7os, sobre os joelhos de uma m\u00e3e profundamente religiosa o pequeno Francisco aprendeu os rudimentos da vida crist\u00e3 e pronunciar os santos nomes de Jesus e Maria.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A grande felicidade que na inf\u00e2ncia reinava, experimentou um grande abalo, quando inesperadamente o anjo da morte veio visitar aquele lar e arrebatar-lhe a m\u00e3e. D. In\u00eas sentindo a \u00faltima hora se aproximar, na compreens\u00e3o do seu dever de m\u00e3e crist\u00e3 reuniu todos os filhos \u00e0 cabeceira do leito mortal, estreitou-os, um por um, ao seu cora\u00e7\u00e3o, selou a sua fronte com o \u00faltimo beijo, deu-lhes a b\u00ean\u00e7\u00e3o, distinguindo com mais carinho os de tenra idade, entre estes, Francisco; munida de todos os sacramentos, confortada pela gra\u00e7a de Deus, na idade de 38 anos deixou este mundo, para, na eternidade, perto de Deus, receber o pr\u00eamio de suas raras virtudes.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Do pai, o pr\u00f3prio filho Francisco ao seu diretor espiritual deu o seguinte testemunho: Meu pai, declarou, tinha por costume levantar-se bem cedo. Dedicava uma hora \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o; se neste tempo algu\u00e9m desejava falar-lhe, havia de esperar pelo fim das pr\u00e1ticas religiosas. Terminadas estas, ia \u00e0 igreja assistir a santa Missa e costumava levar consigo dos filhos os que n\u00e3o fossem impedidos. Finda a santa Missa metia-se ao trabalho. \u00c0 noite reunia seus filhos e dava-lhes s\u00e1bios conselhos e \u00fateis exorta\u00e7\u00f5es. Falava-lhes dos deveres para com Deus, do respeito devido \u00e0 autoridade paternal e do perigo das m\u00e1s companhias. \u201cOs maus companheiros, dizia ele, s\u00e3o os assassinos da juventude, os sat\u00e9lites de L\u00facifer, traidores escondidos e por isso para os temer e deles ter cuidado\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os bi\u00f3grafos de Francisco fazem ressaltar em primeiro lugar a extraordin\u00e1ria bondade de cora\u00e7\u00e3o do menino, principalmente para com os pobres. Muitas vezes ficou ele sem a merenda, por t\u00ea-la dado aos pobres. Entre seus irm\u00e3os era ele o anjo da paz, sempre pronto para desculpar e para defend\u00ea-los, quando acusados injustamente. N\u00e3o suportava a inj\u00faria, fosse ela atirada a si ou a um dos seus. Com a maior facilidade se desfazia de objetos de certo valor, com que tinha sido homenageado. Assim presenteou a um de seus irm\u00e3os de uma bela corrente de prata, que tinha recebido de um parente. Estes belos tra\u00e7os no car\u00e1ter de Francisco n\u00e3o afastam certas sombras que nele subsistiam tamb\u00e9m. Os que o conheciam meigo, bondoso, compassivo, sabiam-no tamb\u00e9m ser nervoso, impaciente, irasc\u00edvel.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por felicidade sua o senhor Sante, seu pai n\u00e3o era daqueles que desculpam os caprichos de seus filhos, pretextando serem crian\u00e7as, sem pensar que mais tarde ter\u00e3o de pagar bem caro esta condescend\u00eancia e fraqueza. O verdadeiro amor crist\u00e3o f\u00ea-lo combater sem tr\u00e9guas todos os defeitos. Francisco era obediente e tinha grande respeito ao pai, o que ali\u00e1s n\u00e3o impedia que diante de uma severa repreens\u00e3o desse largas ao seu g\u00eanio impulsivo, com palavras e gestos demonstrando o seu descontentamento, sua raiva. Mas tudo isto era fogo f\u00e1tuo. Logo voltava \u00e0s boas; sua boa \u00edndole n\u00e3o permitia, que estas revoltas interiores durassem muito tempo. Era encantador ver, momentos depois, o menino desfeito em pranto, procurar o pai e por seus modos ing\u00eanuos e infantis, assegurar-se do perd\u00e3o e do amor do Sr. Sante. Este, fingindo n\u00e3o dar cr\u00e9dito a estas demonstra\u00e7\u00f5es, retrucava bruscamente: \u201cNada de car\u00edcias; quero ver fatos\u201d. Ent\u00e3o o menino se atirava ao colo do pai, beijava-o e sentia-se feliz, em ter voltado a paz, com o perd\u00e3o paterno. Nesta escola de s\u00e1bia pedagogia Francisco cedo aprendeu combater e vencer seus defeitos.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por algum tempo Francisco ficou entregue aos cuidados de um mestre; depois freq\u00fcentou o col\u00e9gio dos Irm\u00e3os das Escolas Crist\u00e3s, onde fez r\u00e1pidos progressos, figurando sempre entre os melhores alunos. Na idade de sete anos fez a sua primeira confiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um ano depois, em junho de 1846 recebeu o sacramento da confirma\u00e7\u00e3o. Tudo isto prova que o menino j\u00e1 se achava bem instru\u00eddo nas verdades da nossa f\u00e9, gra\u00e7as ao s\u00f3lido ensino que lhe dispensavam os benem\u00e9ritos Irm\u00e3os Sallistas.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesse mesmo tempo caiu tamb\u00e9m a data da sua primeira comunh\u00e3o, para qual se preparou com todo o esmero. Testemunha de vista desse grandioso ato diz: \u201cO fervor com que o vi chegar-se da sagrada mesa, o esp\u00edrito de f\u00e9, que se estampava no seu semblante, o vigor dos seus afetos foram tais, que se chegava a crer ser ele levado por um Serafim\u201d. Esses sentimentos de f\u00e9 e de piedade, aquelas chamas de amor ao SS. Sacramento n\u00e3o mais se separaram do cora\u00e7\u00e3o de Francisco nos anos de sua mocidade, nem no meio de uma vida dissipada de certo modo mundana. N\u00e3o menos certo \u00e9 que a freq\u00fcente recep\u00e7\u00e3o da santa comunh\u00e3o preservou-o de graves desvios no meio das tenta\u00e7\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Terminados os estudos elementares, o pai pensou em procurar para Francisco uma educa\u00e7\u00e3o mais elevada, de acordo com a sua posi\u00e7\u00e3o social e confiou seu filho aos Padres Jesu\u00edtas que na cidade de Spoleto dirigiram um col\u00e9gio. Neste educand\u00e1rio passou Francisco os anos todos de sua mocidade no mundo e chegou a cursar os quatro semestres de estudos filos\u00f3ficos. Estudante inteligente e cumpridor exato de seu dever que era, deixou boa mem\u00f3ria naquele col\u00e9gio e formavam-se as mais belas esperan\u00e7as a seu respeito. Ano n\u00e3o passava, que n\u00e3o tirasse um pr\u00eamio; no fim dos seus estudos foi distinguido com uma medalha de ouro. Mestres e colegas igualmente o estimavam. Tudo nele encantava: os seus modos delicados e gentis, a mod\u00e9stia no falar, o sorriso ben\u00e9volo que lhe afloravam aos l\u00e1bios, o garbo com que se sabia ver em circunst\u00e2ncias mais solenes, os sentimentos nobres que dominam em todo o seu proceder. Aos seus mestres devotava sempre a m\u00e1xima estima e profunda gratid\u00e3o. Das pr\u00e1ticas de piedade era r\u00edgido observador e com regularidade freq\u00fcentava os santos sacramentos. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, que, dada a ocasi\u00e3o, o seu g\u00eanio impetuoso e quente o levava a transportes de veem\u00eancia e de c\u00f3lera. Mais estes excessos eram sempre seguidos de l\u00e1grimas de arrependimento e de penit\u00eancia . Desde a sua inf\u00e2ncia mostrou devo\u00e7\u00e3o particular a Nossa Senhora das Dores, uma imagem da qual se conservava em sua fam\u00edlia; e cabia-lhe a ele adorn\u00e1-la de flores e manter acesa uma l\u00e2mpada diante da est\u00e1tua. Afirma um dos seus irm\u00e3os, Eurique Possenti, que viu Francisco, no \u00faltimo ano que passou em casa, usar de cil\u00edcio de couro com pontinhas de ferro. Outro testemunho, da fam\u00edlia Parenzi, declara: \u201cSua conduta religiosa e moral tem sido irrepreens\u00edvel; dada a grande vigil\u00e2ncia de meus pais, n\u00e3o teria sido admitido em nossa fam\u00edlia, se n\u00e3o fosse realmente virtuoso\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para completar a imagem do jovem estudante e assim melhor poder compreender a mudan\u00e7a que nele mais tarde se efetuou, tenha aqui lugar a descri\u00e7\u00e3o da solene distribui\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios, da \u00faltima em que Francisco tomou parte no col\u00e9gio dos Jesu\u00edtas em Spoleto, em setembro de 1856. Os melhores alunos tinham sido escolhidos para abrilhantar a cerim\u00f4nia com discursos e declama\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas. Entre eles Francisco ocupava o primeiro lugar. Ningu\u00e9m se lhe igualava em eleg\u00e2ncia exterior, no garbo de representar, na gra\u00e7a de declamar, na graciosidade da gesticula\u00e7\u00e3o, no timbre encantador da voz. Podendo representar no palco, parecia estar no seu elemento e fazia-o com toda a naturalidade e perfei\u00e7\u00e3o. Em sua apar\u00eancia n\u00e3o deixava nada a desejar: tudo obedecia \u00e0s exig\u00eancias da \u00faltima moda: o cabelo esmeradamente penteado, o traje elegante e ricamente adornado, as luvas brancas, gravata de seda, sapatos luzidios e artisticamente acabados, a tudo isso Francisco ligava m\u00e1xima import\u00e2ncia. Em certa ocasi\u00e3o recitou com tanto ardor e tamanho foi o entusiasmo que excitou no audit\u00f3rio, que o delegado apost\u00f3lico Mons. Guadalupe, que presente se achava, ao pai de Francisco que ao seu lado se achava disse: \u201cse vosso filho aqui presente estivesse, abra\u00e7ava-o em vosso lugar\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As raras qualidades morais, que o adornavam, a figura simp\u00e1tica e atraente na flor da mocidade, a extrema vivacidade que nele se observava, n\u00e3o deixaram de emprestar-lhe um leve sombreado de vaidade, que de algum modo chegou a domin\u00e1-lo. Esta vaidade se lhe patenteava na exig\u00eancia que fazia no modo de se trajar, sempre na \u00faltima moda, de perfumar o cabelo e este sempre tratado com cuidado, de se aborrecer com uma n\u00f3doa por mais insignificante que fosse, no fato, no amor que tinha a divertimentos alegres e aos esportes mundanos.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O inimigo das almas tirou proveito dessas fraquezas. Se n\u00e3o conseguiu roubar-lhe a inoc\u00eancia, n\u00e3o foi porque n\u00e3o lhe poupasse cont\u00ednuos assaltos, bem sucedidos. A paix\u00e3o pelo teatro, a verdadeira mania por bailes, o amor \u00e0 leitura de romances eram tantos escolhos, tantos perigos, que \u00e9 de admirar que o jovem Francisco n\u00e3o ca\u00edsse presa das ciladas diab\u00f3licas. T\u00e3o pronunciada era sua paix\u00e3o \u00e0s dan\u00e7as, que lhe importou a alcunha de \u201cbailarino\u201d. Assim um dos seus mestres, Pe. Pinceli, Jesu\u00edta, quando soube da inesperada fuga de Possenti do mundo para o convento, disse: \u201cO bailarino fez isto? Quem esperava uma tal coisa! Deixar tudo e fazer-se religioso no noviciado dos Padres Passionistas!\u201d<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Francisco bem conhecia o perigo em que nadava, e n\u00e3o faltava quem o chamasse \u00e0 aten\u00e7\u00e3o, o lembrasse da necessidade da ora\u00e7\u00e3o, da vigil\u00e2ncia, da mortifica\u00e7\u00e3o, da devo\u00e7\u00e3o a Jesus e Maria, de n\u00e3o perder de vista a eternidade, etc. Em uma carta que lhe escreveu o Pe. Fedeschini,\u00a0 S. J. h\u00e1 todos estes avisos; o conselho de fugir das m\u00e1s companhias, de dar desprezo \u00e0 vaidade no vestir e falar, de largar o respeito humano, de fazer medita\u00e7\u00e3o di\u00e1ria e receber os sacramentos.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com todas as leviandades e suas perigosas tend\u00eancias para o mundo, Francisco n\u00e3o deixava de ser um bom e piedoso jovem, a quem homens s\u00e1bios e virtuosos n\u00e3o pudessem escrever com confian\u00e7a, benevol\u00eancia e estima e cujas palavras n\u00e3o fossem aceitas com respeito e gratid\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cMuitas vezes\u201d \u2013 diz\u00a0 quem bem o conhecia \u2013 \u201cPossenti sentiu o chamado de Deus, de deixar a vida no mundo e troc\u00e1-la com o estado religioso\u201d. Seu diretor, Pe. Norberto, Passionista, declara: \u201cA voca\u00e7\u00e3o, se bem que descuidada e sufocada, estava nele havia muito tempo e ele a sentiu desde os mais tenros anos. Muitas vezes o servo de Deus disse-me isto, lastimando a sua ingratid\u00e3o e indiferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O mesmo sacerdote relata: \u201cA sua voca\u00e7\u00e3o se manifestou do seguinte modo: N\u00e3o sei em que ano foi, sentiu-se ele acometido de um mal, que o fez pensar na morte. Teve ent\u00e3o a inspira\u00e7\u00e3o de prometer a Deus entrar numa Ordem religiosa, caso recuperasse a sa\u00fade. A promessa foi aceita, pois melhorou prontamente e em pouco tempo se achou restabelecido. A promessa ficou como se n\u00e3o fosse feita. O jovem tornou a dar o seu afeto ao mundo e se entregou \u00e0 dissipa\u00e7\u00e3o como antes. N\u00e3o tardou que Deus lhe mandasse outra enfermidade, uma inflama\u00e7\u00e3o interna e externa da garganta, t\u00e3o grave, que parecia a morte iminente j\u00e1 na primeira noite, tornando-se-lhe dific\u00edlima \u00e0 respira\u00e7\u00e3o. Novamente o enfermo recorreu a Deus e invocando Santo Andr\u00e9 Bobola, aplicou ao lugar dolorido uma estampa do mesmo Santo,e renovou a promessa de abra\u00e7ar o estado religioso. As melhoras se acentuaram quase instantaneamente e teve o enfermo uma noite tranq\u00fcila e n\u00e3o mais voltaram as ang\u00fastias da dispn\u00e9ia. Deste extraordin\u00e1rio favor o jovem se lembrou sempre com muita gratid\u00e3o. Manteve tamb\u00e9m por algum tempo o prop\u00f3sito de fazer-se religioso, mas diferindo-lhe a execu\u00e7\u00e3o, o amor ao\u00a0 mundo voltou e no mundo continuou a viver.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Das paix\u00f5es de Francisco, uma das mais fortes foi a da ca\u00e7a. A esta paix\u00e3o ele pagava tributos bem pesados e seu diretor espiritual n\u00e3o hesitou em atribuir a este esporte a cruel mol\u00e9stia, que o ceifou na flor da idade. Certa vez, em pular uma cerca, chegou a cair e com tanta infelicidade, que quebrou-lhe um osso do nariz. O fuzil disparou e o proj\u00e9til passou-lhe rentinho pela testa, pouco faltando que lhe rebentasse o cr\u00e2nio. Francisco reconhecendo logo a provid\u00eancia deste aviso, renovou a sua promessa. Ficou com as cicatrizes, mas deixou-se ficar no mundo.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A gra\u00e7a divina tamb\u00e9m n\u00e3o se deu por vencida. Rejeitada tr\u00eas vezes, tentou um quarto golpe, mais doloroso ainda. De todos de sua fam\u00edlia Francisco dedicava tern\u00edssima amizade a sua irm\u00e3 Maria Luzia, nove anos mais velha que ele, e esta amizade era correspondida com todo afeto. Em 1855 irrompeu em Spoleto a c\u00f3lera e Maria Luiza foi a primeira v\u00edtima da terr\u00edvel epidemia. Foi no dia Corpus Christi, e a not\u00edcia alcan\u00e7ou Francisco, quando, na prociss\u00e3o, levava a cruz. A morte da irm\u00e3 feriu profundamente o cora\u00e7\u00e3o do jovem e mergulhou sua alma em trevas nunca antes experimentadas. Perdeu o gosto de tudo e se entregou a uma tristeza inconsol\u00e1vel. Parecia, que com este golpe a gra\u00e7a divina tivesse removido o\u00a0 \u00faltimo obst\u00e1culo de a promessa se cumprir. Assim ainda n\u00e3o foi. Todo acabrunhado, Francisco manifestou ao pai sua resolu\u00e7\u00e3o de entrar para o convento chegando a dizer que para ele tudo se tinha acabado nesta vida. Possenti, receando perder seu filho a quem muito amava, n\u00e3o recebeu bem a comunica\u00e7\u00e3o e pediu-lhe nunca mais tocasse neste assunto. Aconselhou-o a se distrair, a afastar os pensamentos tristes a procurar a sociedade, freq\u00fcentar o teatro; chegou a insinuar-lhe a id\u00e9ia de procurar a amizade de uma donzela distinta, de fam\u00edlia igualmente conceituada, na esperan\u00e7a de nos entendimentos inocentes ela conseguir de faz\u00ea-lo esquecer-se dos seus intentos religiosos.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na igreja metropolitana de Spoleto gozava de uma venera\u00e7\u00e3o singular uma imagem de Nossa Senhora; a esta imagem chamava simplesmente \u201ca Icone\u201d. Na oitava do dia 15 de agosto esta imagem era levada em solene prociss\u00e3o por dentro da igreja e n\u00e3o havia quem n\u00e3o se ajoelhasse \u00e0 sua passagem. Em 1856 Francisco Possenti achava-se no meio dos fi\u00e9is e todo tomado de amor por Maria Sant\u00edssima, os seus olhos se fixavam na venerada imagem como que esperando por uma b\u00ean\u00e7\u00e3o especial. Pois, quando a \u201cIcone\u201d vinha aproximando-se do jovem, parecia ela lhe atirar um olhar todo especial e lhe dizer: \u201cFrancisco, o mundo n\u00e3o \u00e9 para ti; a vida no convento te espera\u201d. Esta palavra, qual uma seta de fogo cravou-lhe no cora\u00e7\u00e3o; assim saiu da igreja desfeito em l\u00e1grimas. Estava resolvido a realizar desta vez o plano de alguns anos. Tratou, por\u00e9m, de n\u00e3o dar por enquanto nenhuma demonstra\u00e7\u00e3o do seu intento.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Embora certo de sua voca\u00e7\u00e3o, mas desconfiando da sua fraqueza, e para n\u00e3o ser v\u00edtima de uma ilus\u00e3o procurou seu mestre no liceu e diretor espiritual Pe. Bompiani, Jesu\u00edta e a ele se abriu inteiramente, fazendo do conselho do mesmo depender sua resolu\u00e7\u00e3o definitiva. O exame foi feito com toda sinceridade e tendo tomado em considera\u00e7\u00e3o todos os fatores influentes no passado da vida do jovem, o Pe. Bompiani n\u00e3o duvidou de se tratar de uma voca\u00e7\u00e3o verdadeira e animou o jovem a segu\u00ed-la. Consultas que fez com mais dois sacerdotes de sua inteira confian\u00e7a, tiveram o mesmo resultado. Francisco se resolveu ent\u00e3o a pedir sua admiss\u00e3o na Congrega\u00e7\u00e3o dos Passionistas. Comunicar ao pai a resolu\u00e7\u00e3o tomada, n\u00e3o foi f\u00e1cil. Mas desta vez o Sr. Sante, homem consciencioso, vendo a afli\u00e7\u00e3o e a firmeza de seu filho, n\u00e3o mais se op\u00f4s; tomado, por\u00e9m, de espanto quando soube que a Congrega\u00e7\u00e3o por Francisco escolhida, a dos Passionistas, era de todas a mais austera. Se bem que n\u00e3o se opusesse \u00e0 vontade do filho, tratou de procrastinar a execu\u00e7\u00e3o do seu plano e impor condi\u00e7\u00f5es. Francisco, por\u00e9m, ficou firme. Tomou ainda e pela \u00faltima vez, parte na solenidade da distribui\u00e7\u00e3o dos pr\u00eamios, no col\u00e9gio dos Jesu\u00edtas, fez como sempre um papel brilhante no palco, despediu-se dos seus professores, dos seus amigos e em companhia de seu irm\u00e3o Luiz, da Ordem Dominicana, por ordem de seu pai, fez uma visita a seu tio Cesare, c\u00f4nego da Bas\u00edlica de Loreto e a um parente de seu pai, Frei Jo\u00e3o Batista da Civitanova, guardi\u00e3o de um convento dos capuchinhos, levando para ambos carta de Sante Possenti em que este pedia examinassem a voca\u00e7\u00e3o do jovem. Tanto o c\u00f4nego como o capuchinho carregaram bastante as cores da vida austera na Congrega\u00e7\u00e3o dos Passionistas, que absolutamente n\u00e3o lhe conviria, a ele, mo\u00e7o de dezoito anos, acostumado a seguir \u00e0s suas vontades, sem restri\u00e7\u00e3o de comodidades. A visita \u00e0 Santa Casa em Loreto Francisco aproveitou largamente para recomendar-se a N. Sra. N\u00e3o mais arredou do caminho encetado. De Loreto foi para \u00a0convento Morrovale, dos Passionistas onde j\u00e1 em 21 de setembro de 1856 recebeu o h\u00e1bito com o nome de Gabriel dell\u2019Adolorata. Admitido no noviciado, escreveu ao pai e aos irm\u00e3os, comunicando-lhes o fato. Ao pai pede perd\u00e3o, aos irm\u00e3os recomenda amor filial e boa conduta. A carta, embora de simplicidade encantadora, \u00e9 um documento admir\u00e1vel de sentimento filial e cat\u00f3lico. Aos companheiros seus de estudo dirigiu cartas tamb\u00e9m. Despede-se, pede perd\u00e3o de maus exemplos que julgava ter dado; aconselha-os\u00a0 a fugir das m\u00e1s companhias, do teatro, das m\u00e1s leituras e das conversas in\u00fateis.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Convencid\u00edssimo da sua voca\u00e7\u00e3o religiosa, longe do mundo, da sociedade e da fam\u00edlia, n\u00e3o mais teve outro ideal que subir as culmin\u00e2ncias da perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Inconfund\u00edvel era sua personalidade no meio dos seus companheiros do noviciado. Sem perder as notas caracter\u00edsticas do seu car\u00e1ter, a jovialidade, a alegria de esp\u00edrito, a amenidade de trato, era ele inexced\u00edvel n\u00e3o s\u00f3 na exatid\u00e3o do cumprimento dos exerc\u00edcios regulares, como tamb\u00e9m na pr\u00e1tica das virtudes crist\u00e3s e mon\u00e1sticas. E se perscrutarmos as causas profundas desta mudan\u00e7a radical na vida de Gabriel, duas conseguiremos encontrar, ali\u00e1s suficientes e esclarecedoras: o ardente amor a Jesus Crucificado, \u00e0 Santa Eucaristia, sua devo\u00e7\u00e3o singular a M\u00e3e de Deus, em particular \u00e0 Nossa Senhora das Dores e sua inalterada mortifica\u00e7\u00e3o, por meio da qual deu morte aos seus desordenados apetites, um por um.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tendo corrido o ano de prova\u00e7\u00e3o, Gabriel foi admitido \u00e0 profiss\u00e3o e mandado para v\u00e1rias casas da Congrega\u00e7\u00e3o, com o fim de completar os seus estudos de teologia. Durante os anos de prepara\u00e7\u00e3o para o sacerd\u00f3cio, superiores e companheiros viram no santo jovem o modelo mais perfeito de todas as virtudes, e cumpridor exat\u00edssimo dos seus deveres.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quando chegou \u00e0 idade de vinte e tr\u00eas anos, anunciaram-se os primeiros sintomas da mol\u00e9stia, que no prazo de um ano havia de lev\u00e1-lo ao t\u00famulo: a tuberculose pulmonar. O longo tempo da sua enfermagem Gabriel o aproveitou para ainda mais se aprofundar na sua devo\u00e7\u00e3o predileta \u00e0 Sagrada Paix\u00e3o e Morte de Jesus Cristo e \u00e0 Maria Sant\u00edssima, m\u00e3e das dores. Em fevereiro de 1862 ainda p\u00f4de andar e receber a santa comunh\u00e3o na igreja, junto com seus companheiros. Inesperadamente o mal se agravou; foi preciso avis\u00e1-lo para receber os \u00faltimos sacramentos. A not\u00edcia assustou-o por um momento s\u00f3; mas imediatamente recuperou a habitual calma, que logo se transformou numa alegria antes nunca experimentada. O modo de receber o santo vi\u00e1tico comoveu e edificou a todos que assistiram. N\u00e3o mais largava a imagem do crucificado, que cobria de beijos, e ao seu alcance tinha a est\u00e1tua de N. Sra. das Dores, que freq\u00fcentemente apertava ao seu peito, proferindo afetuosas jaculat\u00f3rias, como estas: \u201cMinha m\u00e3e, faze depressa!\u201d \u2013 \u201cJesus, Maria, Jos\u00e9, expire eu em paz em vossa companhia!\u201d \u2013 \u201cMaria, m\u00e3e da gra\u00e7a, m\u00e3e da miseric\u00f3rdia, do inimigo nos protegei, e na hora da morte nos recebei\u201d. \u2013 Poucos momentos antes do desenlace, o agonizante, que parecia dormir, de repente, todo a sorrir, virou o rosto para esquerda, fixando olhar para um determinado ponto. Como que tomado de uma grande como\u00e7\u00e3o diante de uma vis\u00e3o impressionante, deu um profundo suspiro de afeto e nesta atitude, sempre sorridente, com as m\u00e3os apertando as imagens do crucifixo e da Mater dolorosa, passou desta vida para a outra.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim morreu o santo jovem na idade de vinte e quatro anos, na manh\u00e3 de 27 de fevereiro de 1862. Foi sepultado na igreja da Congrega\u00e7\u00e3o, em Isola Del Gran Sasso. Trinta anos depois f\u00eaz-se o reconhecimento do seu corpo. Nesta ocasi\u00e3o com o simples contacto de suas rel\u00edquias verificou-se a cura prodigiosa de uma jovem que a tuberculose pulmonar tinha reduzido ao \u00faltimo estado. Reproduziram-se aos milhares os prod\u00edgios que foram constatados \u00e0 invoca\u00e7\u00e3o do Santo. Em 1908 o Papa Pio X inscreveu o nome de Gabriel da Virgem Dolorosa no cat\u00e1logo dos Beatos e em 1920 Bento XV decretou-lhe as solenes honras da canoniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pio XI estendeu a sua festa a toda a Igreja, em 1932.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;font-family: Verdana\"><a href=\"abrir(143);\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.passionistasaogabriel.com.br\/imgsist\/191220061456122.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" width=\"191\" \/><\/a>\u00a0 <span style=\"font-size: xx-small;font-family: Verdana\"><a href=\"abrir(141);\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.passionistasaogabriel.com.br\/imgsist\/191220061456121.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" width=\"191\" \/><\/a>\u00a0 <span style=\"font-size: xx-small;font-family: Verdana\"><a href=\"abrir(145);\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.passionistasaogabriel.com.br\/imgsist\/191220061456124.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" width=\"191\" \/><\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-8076\" data-postid=\"8076\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-8076 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>27 de Fevereiro Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Le\u00e3o XIII chamava o S\u00e3o Luiz Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de mar\u00e7o de 1838, filho de Sante Possenti di Terni e In\u00eas Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo, recebeu a gra\u00e7a do batismo, na mesma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[186],"tags":[1487],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores - O Arcanjo no ar<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores - O Arcanjo no ar\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"27 de Fevereiro Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Le\u00e3o XIII chamava o S\u00e3o Luiz Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de mar\u00e7o de 1838, filho de Sante Possenti di Terni e In\u00eas Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo, recebeu a gra\u00e7a do batismo, na mesma [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"O Arcanjo no ar\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-02-27T03:50:01+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2019-02-20T11:05:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"danilo\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"danilo\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"20 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/\"},\"author\":{\"name\":\"danilo\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/5eb9480bedd2f3c97e430ce128c29c6c\"},\"headline\":\"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores\",\"datePublished\":\"2019-02-27T03:50:01+00:00\",\"dateModified\":\"2019-02-20T11:05:08+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/\"},\"wordCount\":3984,\"commentCount\":1,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg\",\"keywords\":[\"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores\"],\"articleSection\":[\"Testemunhos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/\",\"name\":\"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores - O Arcanjo no ar\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg\",\"datePublished\":\"2019-02-27T03:50:01+00:00\",\"dateModified\":\"2019-02-20T11:05:08+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#primaryimage\",\"url\":\"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg\",\"contentUrl\":\"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\",\"name\":\"O Arcanjo no ar\",\"description\":\"Site da Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo (Arquidiocese de SP)\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\",\"name\":\"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png\",\"width\":319,\"height\":99,\"caption\":\"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/5eb9480bedd2f3c97e430ce128c29c6c\",\"name\":\"danilo\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores - O Arcanjo no ar","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores - O Arcanjo no ar","og_description":"27 de Fevereiro Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Le\u00e3o XIII chamava o S\u00e3o Luiz Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de mar\u00e7o de 1838, filho de Sante Possenti di Terni e In\u00eas Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo, recebeu a gra\u00e7a do batismo, na mesma [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/","og_site_name":"O Arcanjo no ar","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/","article_published_time":"2019-02-27T03:50:01+00:00","article_modified_time":"2019-02-20T11:05:08+00:00","og_image":[{"url":"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg"}],"author":"danilo","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"danilo","Est. tempo de leitura":"20 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/"},"author":{"name":"danilo","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/5eb9480bedd2f3c97e430ce128c29c6c"},"headline":"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores","datePublished":"2019-02-27T03:50:01+00:00","dateModified":"2019-02-20T11:05:08+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/"},"wordCount":3984,"commentCount":1,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg","keywords":["S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores"],"articleSection":["Testemunhos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/","name":"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores - O Arcanjo no ar","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg","datePublished":"2019-02-27T03:50:01+00:00","dateModified":"2019-02-20T11:05:08+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#primaryimage","url":"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg","contentUrl":"http:\/\/images.evangelizo.org\/images\/santibeati\/G\/San_Gabriele_dellAddolorata_Religioso\/San_Gabriele_dellAddolorata_E.jpg"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-gabriel-de-nossa-senhora-das-dores\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"S\u00e3o Gabriel de Nossa Senhora das Dores"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/","name":"O Arcanjo no ar","description":"Site da Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo (Arquidiocese de SP)","publisher":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization","name":"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png","contentUrl":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png","width":319,"height":99,"caption":"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo"},"image":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/5eb9480bedd2f3c97e430ce128c29c6c","name":"danilo"}]}},"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"2026-05-08 01:03:46","action":"category","newStatus":"draft","terms":[],"taxonomy":"category"},"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8076"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8076"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8076\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92960,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8076\/revisions\/92960"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}