
{"id":8350,"date":"2010-03-10T07:03:09","date_gmt":"2010-03-10T09:03:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=8350"},"modified":"2010-03-09T23:06:16","modified_gmt":"2010-03-10T01:06:16","slug":"a-economia-da-insensatez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/a-economia-da-insensatez\/","title":{"rendered":"A economia da insensatez"},"content":{"rendered":"<p>Celso Vicenzi<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 raro ouvir de pessoa simples, quando questionada no com\u00e9rcio para a elabora\u00e7\u00e3o de um cadastro de loja: &#8220;N\u00e3o mo\u00e7o, eu n\u00e3o trabalho. S\u00f3 o meu marido&#8221;. Essa mulher &#8211; imaginemos &#8211; levanta-se quando ainda \u00e9 noite, prepara o caf\u00e9 para a fam\u00edlia e a comida que o marido e os filhos levar\u00e3o, para o trabalho e a escola, depois d\u00e1 banho nos filhos pequenos, lava roupa, passa roupa, limpa a casa, cuida das crian\u00e7as, vai \u00e0 feira, cozinha; enfim, faz uma infinidade de tarefas que, se remuneradas, garantiriam um bom sal\u00e1rio mensal. Afinal, compute-se a\u00ed, entre outros servi\u00e7os: cozinheira, lavadeira, arrumadeira, passadeira, servi\u00e7os gerais, bab\u00e1, educadora etc. Mas, para a economia, isso tudo \u00e9 fic\u00e7\u00e3o, \u00e9 miragem, n\u00e3o existe, n\u00e3o \u00e9 computado no PIB.<\/p>\n<p>A economia se imp\u00f5e no mundo com suas leis pouco transparentes, embora pretensamente cient\u00edficas e corretas. Parece que o jogo funciona enquanto os ganhadores mant\u00eam um acordo entre si e os perdedores acreditam que n\u00e3o melhoram de vida porque s\u00e3o ignorantes. Pobre conhece muito bem o desemprego, mas nunca sabe se ele \u00e9 estrutural, friccional, keynesiano ou conjuntural. Pode estar a\u00ed a explica\u00e7\u00e3o porque ganha t\u00e3o mal. Se soubesse de \u00e2ncoras cambiais, taxas de c\u00e2mbio flutuante e infla\u00e7\u00e3o inercial, certamente teria pouco a se queixar.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito que os pobres desconfiam que h\u00e1 algo muito errado no mundo da economia. A come\u00e7ar por trocas injustas. Como explicar que cidad\u00e3os come\u00e7am a trabalhar jovens na constru\u00e7\u00e3o civil; erguem centenas de pr\u00e9dios luxuosos e quando se aposentam, j\u00e1 debilitados pelo peso de tanto cimento, ferro e tijolos, nunca ganharam o suficiente para uma moradia digna. Mal conseguem se equilibrar sobre barracos de madeira pendurados no morro, permanentemente expostos ao risco de desabamento.<\/p>\n<p>A economia institui valores. Mas quem disse que o oper\u00e1rio que ergue um pr\u00e9dio precisa ganhar muito, muito menos do que um arquiteto ou engenheiro que sabe projet\u00e1-lo ou calcul\u00e1-lo? Tudo s\u00e3o conven\u00e7\u00f5es e poderiam ser diferentes do que s\u00e3o. Quanto tempo leva para uma pessoa que \u00e9 explorada tomar consci\u00eancia da sua explora\u00e7\u00e3o? Quanto tempo leva para uma pessoa que \u00e9 beneficiada pelo sistema pol\u00edtico e econ\u00f4mico tomar consci\u00eancia da injusti\u00e7a social? E, ao inv\u00e9s de exigir sempre mais vantagens, lutar para desfaz\u00ea-las e reparti-las?<\/p>\n<p>Nunca nos vemos como parte do problema. A mis\u00e9ria que se produz no planeta, nunca tem o nosso aval. Limitamo-nos a trabalhar, a ganhar -n\u00e3o raro- um bom dinheiro, e a olhar com espanto, como se produz tanta mis\u00e9ria. Quando os miser\u00e1veis querem o nosso f\u00edgado, al\u00e9m das nossas carteiras e rel\u00f3gios, damos a isso o nome de viol\u00eancia. A poucos ocorre chamar pelo mesmo nome o que se passa nos arredores da cidade que habitamos.<\/p>\n<p>Com o tempo nos acostumamos a driblar os mendigos espalhados pelas vias p\u00fablicas, a desviar dos pedintes, a n\u00e3o se sensibilizar com aqueles que moram embaixo de pontes e viadutos. S\u00f3 pedimos \u00e0s autoridades que nos protejam e se poss\u00edvel limpem esse lixo humano que se acumula nas cal\u00e7adas.<\/p>\n<p>Por que ser\u00e1 que nos tornamos t\u00e3o insens\u00edveis? Por que nos enganamos com respostas como &#8220;n\u00e3o tem jeito&#8221;, &#8220;isso \u00e9 um problema do governo&#8221;, &#8220;\u00e9 gente que n\u00e3o quer trabalhar&#8221; e nunca nos interrogamos sobre as causas de todo esse desequil\u00edbrio? Quase todos poder\u00edamos fazer mais, muito mais &#8211; e n\u00e3o fazemos. Estamos sempre muito ocupados em ganhar mais, sempre mais.<\/p>\n<p>Seria muito mais sensato e barato eliminar as causas da pobreza e da viol\u00eancia do que se proteger com grades, c\u00e3es, c\u00e2meras, armas e todo um aparato cada vez mais caro e sofisticado. E a vida seria mais feliz, para todos. Por que n\u00e3o fazemos? Eis uma quest\u00e3o complexa.<\/p>\n<p>Tem a ver com a pol\u00edtica, com a economia, com a \u00e9tica, com o tipo de pessoas que nos tornamos. Insens\u00edveis. Algumas mais, outras menos.<\/p>\n<p>Hoje, quando olhamos para o passado de escravid\u00e3o de negros e \u00edndios, perguntamos: como isso foi poss\u00edvel? Afinal, aqui n\u00e3o viveram monstros, mas pessoas normais &#8211; at\u00e9 padres tiveram escravos e isso tudo parecia t\u00e3o normal. Quando olhamos para o horror nazista, indagamos: como isso foi poss\u00edvel? Muitos dos que ajudaram a fazer funcionar a m\u00e1quina de exterm\u00ednio de 6 milh\u00f5es de judeus eram pessoas que chegavam em casa, beijavam suas esposas, brincavam com os filhos. Liam livros, escutavam m\u00fasica cl\u00e1ssica. Eram cidad\u00e3os de uma na\u00e7\u00e3o com elevado \u00edndice de civiliza\u00e7\u00e3o, de educa\u00e7\u00e3o, de cultura.<\/p>\n<p>Quando aqueles que nos sucederem, daqui a d\u00e9cadas ou s\u00e9culos, olharem sobressaltados as estat\u00edsticas de tanta desigualdade, que produziu tantas mortes, tanta mis\u00e9ria e injusti\u00e7a, perguntar\u00e3o: &#8220;como isso foi poss\u00edvel?&#8221; N\u00f3s n\u00e3o estaremos mais aqui para responder. E nem precisar\u00edamos, somos mesmo culpados.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-8350\" data-postid=\"8350\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-8350 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celso Vicenzi N\u00e3o \u00e9 raro ouvir de pessoa simples, quando questionada no com\u00e9rcio para a elabora\u00e7\u00e3o de um cadastro de loja: &#8220;N\u00e3o mo\u00e7o, eu n\u00e3o trabalho. S\u00f3 o meu marido&#8221;. 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