
{"id":8367,"date":"2019-03-19T00:15:54","date_gmt":"2019-03-19T03:15:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=8367"},"modified":"2019-02-20T08:09:40","modified_gmt":"2019-02-20T11:09:40","slug":"sao-jose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sao-jose\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Jos\u00e9"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/arvoreando.files.wordpress.com\/2009\/05\/sao_jose.jpg\" alt=\"\" width=\"289\" height=\"419\" \/><\/p>\n<p>19 de Mar\u00e7o<\/p>\n<div><strong>A VIDA DE S\u00c3O JOS\u00c9<\/strong><\/div>\n<p>Jos\u00e9 nasceu provavelmente em Bel\u00e9m, o pai se chamava Jac\u00f3 (Mt 1,16) e parece que ele fosse o terceiro de seis irm\u00e3os. A tradi\u00e7\u00e3o nos passa a figura do jovem Jos\u00e9 como um rapaz de muito talento e de temperamento humilde, manso e devoto.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 era um carpinteiro que morava em Nazar\u00e9. Com a idade de mais ou menos 30 anos foi convocado pelos sacerdotes do templo, com outros solteiros da tribo de David, para se casar. Quando chegaram ao templo, os sacerdotes colocaram sobre cada um dos pretendentes um ramo e comunicaram que a Virgem Maria de Nazar\u00e9 teria se casado com aquele em que o ramo se desenvolvesse e come\u00e7asse a germinar.<\/p>\n<p>Maria, com a idade de 14 anos, foi dada em casamento a Jos\u00e9, todavia ela continuou a morar na casa da familia em Nazar\u00e9 da Galileia ainda por um ano, que era o tempo pedido pelos Ebreus, entre o per\u00edodo do casamento e a entrada na casa do esposo. Foi al\u00ed, naquele lugar, que recebeu o an\u00fancio do Anjo e aceitou: &#8220;Eis-me, sou a serva do Senhor, aconte\u00e7a a mim aquilo que disseste&#8221; (Lc 1,38).<\/p>\n<p>Como o Anjo lhe havia dito que Isabel estava gr\u00e1vida (Lc 1,39), pediu a Jos\u00e9 para acompanh\u00e1-la a casa da sua prima que estava nos seus \u00faltimos tr\u00eas meses de gravidez. Tiveram que enfrentar uma longa viagem de 150 km porque Isabel morava a Ain Karim na Jud\u00e9ia. Maria ficou com ela at\u00e9 o nascimento de Jo\u00e3o Batista.<\/p>\n<p>Maria, voltando da Jud\u00e9ia, colocou o seu esposo diante a uma maternidade que ela n\u00e3o podia explicar. Muito inquieto Jos\u00e9 combateu contra a ang\u00fastia do suspeito e meditou at\u00e9 deix\u00e1-la fugir secretamente (Mt 1,18) para n\u00e3o conden\u00e1-la em p\u00fablico, porque era um esposo justo. Na verdade, denunciando Maria como adultera a lei previa que fosse lapidada e o filho do pecado morresse com ela (Levitino 20,10); Deuteronomio 22,22-24).<\/p>\n<p>Jos\u00e9 estava para atuar esta id\u00e9ia quando um Anjo apareceu em sonho a fim de dissipar os seus temores: &#8220;Jos\u00e9, filho de David, n\u00e3o temer de casar com Maria, tua esposa, porque aquele que foi gerado nela, vem do Espirito Santo&#8221; (Mt 1,20). Todos os turbamentos sumiram e n\u00e3o s\u00f3, antecipou a cerimonia da festa de ingresso na sua casa com a esposa.<\/p>\n<p>Com ordem de um edito de C\u00e9sar Augusto que ordenava o censimento de toda a terra (Lc 2,1), Jos\u00e9 e Maria partiram para a cidade de origem da dinastia, Bel\u00e9m. A viagem foi muito cansativa, seja pelas condi\u00e7\u00f5es desastrosas, seja pelo estado de Maria j\u00e1 pr\u00f3xima \u00e0 maternidade.<\/p>\n<p>Bel\u00e9m naqueles dias era cheia de estrangeiros e Jos\u00e9 procurou em todas as locandas, um lugar para a sua esposa mas as esperan\u00e7as de encontrar uma boa acolhen\u00e7a foram frustradas. Maria deu a luz ao seu filho em uma gruta na periferia de Bel\u00e9m (Lc 2,7) e alguns pastores correram para visit\u00e1-la e ajud\u00e1-la.<\/p>\n<p>A lei de Mois\u00e9s prescrivia que a mulher depois do parto fosse considerada impura, e ficasse 40 dias segregada se tivesse partorido um macho, e 80 dias se uma femea, e depois deveria se apresentar ao templo para purificar-se legalmente e fazer uma oferta que para os pobres era limitada a duas rolas e dois pombos. Se o menino era primogenito, ele pertencia pela lei ao Dio Jahv\u00e9. Vindo o tempo da purifica\u00e7\u00e3o, eles v\u00e3o ao templo para oferecer o primogenito ao Senhor. No templo encontraram o profeta Sime\u00e3o que anunciou a Maria: &#8220;e tamb\u00e9m a ti uma espada traspassar\u00e0 a alma&#8221; (Lc 2,35).<\/p>\n<p>Chegaram depois os Magos do oriente (Mt 2,2) que procuravam pelo rec\u00e9m nascido Rei dos Judeus. Vindo ao conhecimento disto, Herodes teve um grande medo e procurou com todos os meios de saber onde estava a crian\u00e7a para poder elimin\u00e1-la. Os Magos entanto encontraram o menino, estiveram em adora\u00e7\u00e3o e ofereceram os dons dando tranquilidade \u00e0 Santa Familia.<\/p>\n<p>Depois que eles partiram, um Anjo do Senhor, que apareceu a Jos\u00e9, o convidou a fugir: &#8220;Levanta-te, pega o menino e a sua m\u00e3e e foge para o Egito, e fica l\u00e1 at\u00e9 que n\u00e3o te aviso quando voltar; porque Herodes est\u00e1 procurando o menino para mat\u00e1-lo. (Mt 2,13).<\/p>\n<p>Jos\u00e9 foi logo embora com a familia (Mt 2,14) para uma viagem de mais ou menos 500 km. A maior parte do caminho foi pelo deserto, infestado da numerosas serpentes e muito perigoso por causa dos brigantes. A S. Familia teve assim que viver a penosa experiencia de pr\u00f3fugos longe da pr\u00f3pria terra, para que acontecesse, quanto tinha dito o Senhor por meio do Profeta (Os XI,1): &#8220;Eu chamei o filho meu do Egito&#8221; (Mt 2,13-15).<\/p>\n<p>No m\u00eas de Janeiro do ano 4 a.C., imediatamente depois da morte de Herodes, um Anjo do Senhor apareceu em sonho a Jos\u00e9 no Egito e lhe disse: &#8220;Levanta-te, pega o menino e sua m\u00e3e e vai na terra de Israel; na verdade morreram aqueles que procuravam matar o menino&#8221; (Mt 2,19). Jos\u00e9 obedeceu \u00e0s palavras do Anjo e partiram mas quando chegou a eles a not\u00edcia que o sucessor de Herodes era o filho Archelao teve medo de ir embora. Avisado em sonho, foi embora da Galileia e foi morar em uma cidade chamada Nazar\u00e9, porque assim aconteceria quanto foi dito pelos profetas: &#8220;Ele ser\u00e0 chamado Nazareno&#8221; (Mc 2,19-23).<\/p>\n<p>La S. Familia, como cada ano, foi a Jerusal\u00e9m para a festa da Pascoa. Passado os dias de festa, retornando a casa, acreditavam que o pequeno Jesus de 12 anos fosse na comitiva. Mas quando souberam que n\u00e3o era com eles, iniciaram a procur\u00e1-lo desesperadamente e depois de tr\u00eas dias, o encontraram no templo, sentado no meio dos mestres, enquanto os escutava. Ao verem ele, ficaram perplexos e sua m\u00e3e lhe disse: &#8220;Filho, porque nos fez isto? Eis, teu pai e eu, angustiados te estavamos procurando&#8221;. (Lc 2,41-48).<\/p>\n<p>Passaram outros vinte anos de trabalho e de sacrif\u00edcio para Jos\u00e9, sempre perto a sua esposa e morreu pouco antes que seu filho iniciasse a predica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o viu a paix\u00e3o de Jesus no Golgota provavelmente porque n\u00e3o teria podido suportar a atroz dor da crocifica\u00e7\u00e3o do Filho tanto amado.<\/p>\n<div><strong>JOS\u00c9, PAI TERRENO<\/strong><\/div>\n<p>Jos\u00e9 foi o pai terreno de Jesus e como tal teve que providenciar \u00e0s necessidade da familia, tutelar e crescer o seu filho adotivo, sempre pronto a satisfazer os desejos de Deus conhecendo, em parte, alguns do seus desenhos.<\/p>\n<p>Ele fez o imposs\u00edvel para que n\u00e3o faltasse nada \u00e0 famiglia e como pai, para ensinar as coisas da vida ao seu filho. Deus n\u00e3o o deu um pai qualquer, ma uma alma pura, para que fosse de ajuda a uma candida esposa e a um Deus encarnado.<\/p>\n<p>Muitas pessoas n\u00e3o consideram aquela que foi a sua incumb\u00eancia: nunca discutiu as ordens recebidas no sono ou atrav\u00e9s dos mensageiros de Deus, mas obedecia fielmente, mesmo que isto o levasse a abandonar tudo aquilo que tinha realizado naquele momento; as amizades, os bens e a seguran\u00e7a social para enfrentar o desconhecido.<\/p>\n<p>A sua f\u00e9 era tanta que n\u00e3o teve d\u00favidas ou incertezas, foi aonde Deus o enviava com o seu fardel, com os seus tesouros constitu\u00eddos de uma exile m\u00e3e e da um pequenino antes e da um rapaz depois. Como pai n\u00e3o se op\u00f4s, mas aceitou, as Divinas vontades e no seu animo ardente aben\u00e7oou este seu filho, a fim de que anunciasse com a palavra; e no mundo acontecesse os desenhos do Pai.<\/p>\n<p>Foi um trabalhador exemplar, um exemplo da seguir, conduziu a familia em um porto seguro e soube gui\u00e1-la aos lidos e portos reparados, mesmo que fora as \u00e1guas fossem turbolentas. Soube ser um digno companheiro para a sua esposa e se amaram com sentimentos t\u00e3o puros que encantavam os Anjos dos C\u00e9us.<\/p>\n<p>Oh! V\u00f3s pais, seguis os ensinamentos deste homem que soube construir uma familia humana; aplicou todas as virtudes de que era capaz com a sua alma ardente de amor. Somente o amor e a f\u00e9 lhe permitiram, no caminho da sua vida, de superar grandes obst\u00e1culos, o peso humano, o sustentamento, era quase tudo nas suas costas e isto Ele ofereceu alegremente ao seu filho que tanto adorava.<\/p>\n<p>Muitos n\u00e3o d\u00e3o a devida importancia que ele teve nos desenhos de Deus: mas podia Deus dar a uma qualquer alma a responsabilidade de pai terreno? Ou na sua Omnisci\u00eancia escolheu uma alma eleita? E no c\u00e9u lhe foi designado o lugar que lhe era devido. Apelais tranquilamente a Ele, a fim de que possa interceder por v\u00f3s em todos as vossas necessidades. Pela sua fidelidade e pelo seu amor lhe foi dada a pot\u00eancia de intercess\u00e3o e de gra\u00e7a para todas as vossas necessidades. Seja para v\u00f3s um modelo constante.<\/p>\n<p>Se vo\u00e7es souberem seguir como pais de familia as suas pegadas, vo\u00e7es poder\u00e3o serem alegres nas vossas familias e ser\u00e3o olhados bonariamente do c\u00e9u, a gra\u00e7a e a ben\u00e7\u00e3o descer\u00e1 sobre v\u00f3s e sobre as vossas familias. Ser\u00e3o modelos de fidelidade que aquecer\u00e0 de amor, n\u00e3o somente a vossa familia, mas todos aqueles que, perdidos e desesperados, desejam apoiar-se e esperar nos exemplos coerentes. Tenham confian\u00e7a Nele dentro da vossa familia, pedindo ajuda. Rezais para que caia sobre v\u00f3s as virtudes tanto necess\u00e1rias para a vossa salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div><strong>A SANTA FAM\u00cdLIA \u2013 MODELO IDEAL<\/strong><\/div>\n<p>Jos\u00e9 acolheu com delicadeza esse grande sentimento e respondeu com o mesmo amor. O amor entre eles era t\u00e3o sublime que j\u00e1 podia pertencer ao n\u00edvel dos anjos. Jos\u00e9 nunca reclamou para si satisfa\u00e7\u00f5es humanas, sempre dispon\u00edvel a advinhar os desejos de Maria Santissima, era sempre pronto a todas as necessidades.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 sentiu muita alegria a ver o seu filho crescer, dia ap\u00f3s dia, abra\u00e7ando-o, sabendo bem quem ele era. Com amor ele cuidava de toda a fam\u00edlia, n\u00e3o economizando fadiga.<\/p>\n<p>Quando chegou o tempo de fugir para o Egito, n\u00e3o teve d\u00favidas ou tenteamentos, deixou tudo aquilo que tinha, inclusive a seguran\u00e7a de como manter a fam\u00edlia, para salvar seu filho. Muitos n\u00e3o d\u00e3o o devido valor do seu papel como pai e todo o seu empenho para com a familia.<\/p>\n<p>Mestre de integridade, Jos\u00e9 soube ser um exemplo para todos os pais de fam\u00edlia, demonstrou que era poss\u00edvel amar ardentemente, mas de um amor para com o n\u00facleo familiar sem pretender nada para si: a alegria era a luz reflexa do perfume das virtudes.<\/p>\n<p>Cada fam\u00edlia deveria pegar como exemplo esta Santa Fam\u00edlia daquela \u00e9poca. Quantos casais interpretam o pr\u00f3prio papel como o mais importante, desenvolvendo o amor ego\u00edstico para o proprio prazer; assim acusam o outro, enquanto n\u00e3o fazem nada para compreende-lo.<\/p>\n<p>Os filhos s\u00e3o como bot\u00f5es de rosas. E\u2019 necess\u00e1rio que o jardineiro as regue adequadamente e o sol as aque\u00e7a, a fim de que com o tempo a flor se abra no seu esplendor emitindo o seu suave perfume. Mas se os bot\u00f5es veem abandonados, as ervas daninhas procurar\u00e3o sofoc\u00e1-los e a falta de \u00e1gua, antes ou depois, os far\u00e3o morrer; para eles n\u00e3o tem sa\u00edda, s\u00f3zinhos n\u00e3o conseguir\u00e3o sobreviver.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 para os nossos meninos, eles s\u00e3o belissimos bot\u00f5es che atendem de abrir-se; \u00e9 necess\u00e1rio por\u00e9m reg\u00e1-los com a luz da verdade e aquec\u00ea-los com o sol do amor. Vo\u00e7es devem dedicar muito cuidado a eles, a fim de que as ervas daninhas dos v\u00edcios e das falsas inclina\u00e7\u00f5es n\u00e3o os sufoquem. Mas se de um lado vo\u00e7es devem se preocupar pelo crescimento humano deles, do outro lado vo\u00e7es devem se empenhar pelo crescimento espiritual e moral deles, para transferir aquela luz que permitir\u00e1 a eles de caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 justa estrada. Quantas m\u00e3es e pais n\u00e3o fazem faltar nada ao filho, doando at\u00e9 o sup\u00e9rfluo, achando que assim est\u00e3o doando a ele, a felicidade.<\/p>\n<p>No dias de hoje, quantos s\u00e3o numerosos os rapazes, os meninos infelizes que atendem dos pais a \u00fanica coisa preciosa, o amor, o afeto e um guia seguro para o caminho a seguir.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia \u00e9 o amor conjugal que recai sobre os filhos e se fecha no n\u00facleo familiar. O bot\u00e3o se transforma em flor, alimentado pelo amor dos pais, o seu perfume ser\u00e1 mais ou menos intenso na propor\u00e7\u00e3o das virtudes que se conseguiu cultivar juntos.<\/p>\n<p>Fam\u00edlia, sublime oportunidade de crescimento para todos os seus membros, \u00e9 o amor que chama amor e no amor a alegria de doar e de ver os frutos. Se as vezes a fadiga far\u00e1 descer l\u00e1gimas de suor, ser\u00e3o gotas para alimentar a vontade de proseguir e crescer juntos.<\/p>\n<p>Se um dos membros n\u00e3o quer exercitar o seu dever ou \u00e9 incapaz de doar porque est\u00e1 ainda fechados no seu egoismo, pouco importa aos outros membros que sabem amar, o ajudar\u00e3o a crescer.<\/p>\n<p>Maria e Jos\u00e9 eram unidos dolcemente na alegria e na dor pelo seu filho t\u00e3o amado que se entregaram de corpo e alma: Jesus era o sol deles. Souberam acudir docemente o bot\u00e3o deles, regando dia ap\u00f3s dia com as suas virtudes e aquecendo-o com o amor deles. Devemos fixar eles com confian\u00e7a, devemos pedir ajuda e eles vir\u00e3o a n\u00f3s como se fossemos seus filhos, nos amparar\u00e3o e nos dar\u00e3o o desejo de crescer e de acudir os nossos bot\u00f5es, se tivermos. Nos far\u00e3o experimentar na fam\u00edlia aquele desejo de amar que somente os anjos possuem.<\/p>\n<div><strong>A SANTIDADE DE JOS\u00c9<\/strong><\/div>\n<p>Jos\u00e9 conhecia perfeitamente a santidade de Maria e o prop\u00f3sito de virgindade perp\u00e9tua.<\/p>\n<p>Por isso quando veio ao conhecimento da sua gravidez, n\u00e3o a considera uma pecadora-ad\u00faltera, nem a exp\u00f4s \u00e0 lapida\u00e7\u00e3o prescrita.(Levitico 20,10; Deuteronomio 22, 22-24). Ele que acreditava na virtude de Maria, teria deixado de ser justo (Mateus 1,19) se a tivesse feito lapidar.<\/p>\n<p>Mas Jos\u00e9, antes da apari\u00e7\u00e3o ang\u00e9lica (Mateus 1, 20-23) n\u00e3o conhece a causa pelo qual a sua esposa est\u00e1 gr\u00e1vida e n\u00e3o sabe explicar o acontecido.<\/p>\n<p>E\u2019 Deus que por meio de um Anjo, em sonho, diz a Jos\u00e9 de n\u00e3o mandar embora a sua esposa e de casar com ela tranquilamente, porque a Sua maternidade n\u00e3o deve ser atribu\u00edda a ningu\u00e9m se n\u00e3o ao pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<p>A santidade de Jos\u00e9, isto \u00e9, do justo que cai em qualquer imperfei\u00e7\u00e3o logo ressurge (Prov\u00e9rbios 24,16), risplende imediatamente de maior viva luz:<\/p>\n<p>Por ter logo obedecido ao Anjo (Mateus 1,24);<br \/>\npor ter logo deciso de fazer em tudo a vontade de Deus (Mateus 1,24).<\/p>\n<p>A santidade de Maria resplende de especial luz nesta terr\u00edvel circunst\u00e2ncia:<\/p>\n<p>Para obedecer a Deus, que queria reservar-se de manifestar a Jos\u00e9 o inexplic\u00e1vel mist\u00e9rio, nada disse ao seu esposo, mesmo sofrendo muito pelo prolongado e ardente sofrimento do seu esposo e para o perigo &#8220;que um justo faltasse, ele que nunca faltava&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Verdadeiramente, Maria e Jos\u00e9, tamb\u00e9m naquela dolorosa circunst\u00e2ncia, parecem &#8220;&#8230;dois santos que maiores no mondo n\u00e3o tem&#8221;<\/p>\n<div><strong>A DOR DE JOS\u00c9<\/strong><\/div>\n<p>Diz Maria:<\/p>\n<p>A inf\u00e2ncia, a adolesc\u00eancia e a juventude do meu Filho tiveram somente breves per\u00edodos no vasto quadro da sua vida descrito dos Evangelhos. Nestes Ele \u00e9 o Mestre. Aqui est\u00e1 o Homem.<\/p>\n<p>\u00c9\u00a0o Deus que se humilha pelo amor do homem. E que tamb\u00e9m faz milagres no anulamento de uma vida comum. Ele o faz em mim, que sinto levada \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o a minha alma a contato com o Filho que me cresce dentro. O faz na casa de Zacaria santificando o Batista, ajudando o parto de Isabel, transmitindo palavra e f\u00e9 a Zacaria. O faz em Jos\u00e9 abrindo-lhe o esp\u00edrito \u00e0 luz de uma verdade t\u00e3o grande que ele n\u00e3o a podia sozinho compreender apesar de ser um justo. E depois de mim aquele que teve tantos divinos benef\u00edcios foi Jos\u00e9.<\/p>\n<p>Observa quanto caminho faz, caminho espiritual, do momento que vem \u00e0 minha casa at\u00e9 aquele da fuga no Egito. No in\u00edcio era s\u00f3 um homem justo do seu tempo. Depois sucessivamente se transforma no justo do tempo crist\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele sempre se deixou guiar pelo respeito imenso que nutria por mim. Agora guia ele, as coisas materiais e aquelas superiores, e decide, como chefe da Fam\u00edlia, aquilo que \u00e9 a decidir. N\u00e3o s\u00f3, na hora da fuga, depois que meses de uni\u00e3o com o Filho Divino o saturaram de santidade, \u00e9 ele que conforta o meu penar e me diz: &#8220;Mesmo que n\u00e3o dev\u00e9ssemos ter mais nada teremos sempre tudo porque teremos Ele&#8221;.<\/p>\n<p>Os presentes dos Magos logo foram gastos com a compra de um lugar para morar e daquele m\u00ednimo de coisas necess\u00e1rias para viver at\u00e9 que n\u00e3o encontr\u00e1ssemos trabalho.<\/p>\n<p>A comunidade ebraica sempre se ajudou muito entre eles. Mas a comunidade recolhida no Egito era quase toda composta de pr\u00f3fugos perseguidos, pobres por isso como n\u00f3s que v\u00ednhamos nos unir a eles. E um pouco daquela riqueza, que quer\u00edmos conservar para Jesus, para o nosso Jesus adulto, salvando das despesas de sustenta\u00e7\u00e3o no Egito, serviu para o retorno e apenas suficiente para reorganizar casa e laborat\u00f3rio a Nazar\u00e9 na nossa volta. Porque as coisas mudam, mas a avidade humana \u00e9 sempre igual e se aproveitam das necessidades das pessoas para ganharem o que querem.<\/p>\n<p>N\u00e3o. Ter Jesus com n\u00f3s n\u00e3o nos trouxe bens materiais. Muitos de vo\u00e7es pretendem isto quando apenas est\u00e3o um pouco unidos a Jesus. Esquecem que Ele disse: &#8220;Procurem as coisas do esp\u00edrito&#8221;. Todo o resto \u00e9 a mais. Deus prov\u00ea at\u00e9 o alimento. Aos homens como aos p\u00e1ssaros. Porque sabe que vo\u00e7es teem necessidade de alimento at\u00e9 que a carne seja armadura das almas de vo\u00e7es. Mas vo\u00e7es devem pedir antes a sua gra\u00e7a. Devem pedir antes para o seus esp\u00edritos.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 da uni\u00e3o com Jesus teve, humanamente falando, afanos, fadigas, persegui\u00e7\u00f5es, fome.<\/p>\n<p>Outra coisa n\u00e3o teve. Isso era somente para Jesus e tudo isto se transformou em paz espiritual, em let\u00edcia sobrenatural. Eu gostaria de levar-vos ao ponto em que era o Esposo meu quando dizia: &#8220;Mesmos que n\u00e3o dev\u00e9ssemos ter mais nada, teremos sempre tudo porque temos Jesus.&#8221;<\/p>\n<div>MARIA NA MORTE DE JOS\u00c9 SOFREU TERR\u00cdVELMENTE<\/div>\n<p>Disse Jesus:<\/p>\n<p>A todas as esposas que teem uma dor que as torturam, ensino a imitar Maria na sua viuvez: unir-se a Jesus.<\/p>\n<p>Aqueles que pensavam que Maria amasse o esposo com um amor t\u00e9pido, porque ele era esposo de esp\u00edrito e n\u00e3o de carne, erram. Maria amava intensamente o seu Jos\u00e9, o qual tinha dedicado 30 anos de vida fiel. Jos\u00e9 lhe foi pai, esposo, irm\u00e3o, amigo, protetor.<\/p>\n<p>Agora Ela se sentia s\u00f3zinha como ramo de uva ao qual vem cortado da \u00e1rvore que pertencia. A sua casa era como fosse pega por um raio. Se dividia. Antes era uma unidade cujos membros se ajudavam entre eles. Agora vindo a faltar o muro principal, o primeiro dos golpes dados \u00e0quela Familia, marcado do pr\u00f3ximo abandono do seu amado Jesus.<\/p>\n<p>A vontade do Eterno, que a quis esposa e M\u00e3e, agora lhe impunha viuvez e abandono da sua Criatura. Maria disse entre as l\u00e1grimas um dos seus sublimes &#8220;Sim&#8221;. &#8220;Sim, Senhor, se fa\u00e7a de mim segundo a tua palavra&#8221;.<\/p>\n<p>E para ter for\u00e7a naquela hora, se abra\u00e7ou a mim. Sempre se entregou a Deus, Maria, nas horas mais graves da sua vida. No Templo quando foi chamada ao matrimonio, a Nazar\u00e9 chamada \u00e0 Maternidade e ainda a Nazar\u00e9 entre l\u00e1grimas como vi\u00fava, a Nazar\u00e9 no supl\u00edcio do destaque do Filho, no Calv\u00e1rio na tortura de ver-me morrer.<\/p>\n<p>Aprendeis, v\u00f3s que chorais. E aprendeis v\u00f3s que morreis. Aprendeis, v\u00f3s, que viveis para morrer. Procurais merecer as palavras que disse a Jos\u00e9. Ser\u00e3o a vossa paz na luta com a morte. Aprendeis, v\u00f3s que morreis, a merecer de ter Jesus perto, para o vosso conforto. E se n\u00e3o tenhais merecido, ousais igualmente a chamar-me. Eu virei. As m\u00e3os cheias de gra\u00e7as e de conforto, o Cora\u00e7\u00e3o cheio de perd\u00e3o e de amor, os l\u00e1bios cheios de palavras de absolu\u00e7\u00e3o e de encorajamento.<\/p>\n<p>A morte perde qualquer amargura se acontece nos meus bra\u00e7os.<br \/>\nDeveis acreditar. N\u00e3o posso abolir a morte, mas a fa\u00e7o suave a quem morre confiando em Mim.<\/p>\n<div><strong>JOS\u00c9 NO CATEQUISMO DA IGREJA CAT\u00d3LICA<\/strong><\/div>\n<div>O an\u00fancio do anjo a Jos\u00e9<\/div>\n<p>&#8211; Parte I, se\u00e7\u00e3o II, cap\u00edtulo II, artigo II, par\u00e1grafo II<\/p>\n<p>497 Os contos evang\u00e9licos. 1. considerando a concess\u00e3o virginal uma obra divina que supera qualquer compreens\u00e3o e qualquer possibilidade humana: 2. \u00abAquele que \u00e9 gerado nela vem do Esp\u00edrito Santo\u00bb, disse o anjo a Jos\u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a Maria, sua esposa (Mt 1,20). A Igreja v\u00ea nisso o exito da promessa divina feita pela boca do profeta Isaia: \u00abEis, a virgem conceber\u00e1 e partorir\u00e1 um filho\u00bb (Is 7,14), segundo a vers\u00e3o grega di (Mt 1,23).<\/p>\n<p>1. cfr Mt 1.18-25; Lc 1,26-38<br \/>\n2. cfr Lc 1,34.<\/p>\n<p>&#8211; Parte III, se\u00e7\u00e3o I, cap\u00edtulo I, artigo VIII, par\u00e1grafo I.<\/p>\n<p>1846 O evangelho \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o em Jesus Cristo, da miseric\u00f3rdia de Deus para com os pecadores. 106 O anjo o anuncia a Jos\u00e9: \u00abTu o chamar\u00e1s Jesus: pois ele salvar\u00e1 o seu povo dos seus pecados\u00bb (Mt 1,21). A mesma coisa se pode dizer da Eucaristia, sacramento da reden\u00e7\u00e3o: \u00abEste \u00e9 o meu sangue da alean\u00e7a, derramado por muitos, em remiss\u00e3o dos pecados\u00bb (Mt 26,28).<\/p>\n<div>O dever e a voca\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9<\/div>\n<p>&#8211; Parte I, cap\u00edtulo II, artigo II, par\u00e1grafo II<\/p>\n<p>437 O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como aquele do Messias prometido a Israel: \u00abHoje nasceu na cidade de David um Salvador que \u00e9 o Cristo Senhor\u00bb (Lc 2,11). Do inicio ele \u00e9 \u00abaquele que o pai consagrou e mandou no mundo\u00bb (Gv 10,36), concebido como \u00absanto\u00bb no ventre virginal de Maria. 3 Jos\u00e9 foi chamado por Deus a fim de que casasse com Maria, gr\u00e1vida de \u00abaquele que \u00e9 gerado nela [&#8230;] pelo Esp\u00edrito Santo\u00bb (Mt 1,20) a fim de que Jesus &#8220;chamado Cristo&#8221; (Mt 1,16) nas\u00e7a da esposa de Jos\u00e9 na descend\u00eancia messianica de David 4.<\/p>\n<p>3. cfr Lc 1,35<br \/>\n4. cfr Rm 1,3; 2 Tm 2,8; Ap 22,16.<\/p>\n<div>Festa de S\u00e3o Jos\u00e9<\/div>\n<p>&#8211; Parte II, se\u00e7\u00e3o II, cap\u00edtulo I, artigo II, par\u00e1grafo II<\/p>\n<p>2177 A celebra\u00e7\u00e3o dominical do dia e da Eucaristia do Senhor est\u00e1 ao centro da vida da Igreja. \u00abO dia de domingo em que se celebra o mist\u00e9rio pascoal, para a Tradi\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica deve ser observado em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito\u00bb.5<\/p>\n<p>\u00abIgualmente devem ser observados os dias de Natal do Senhor nosso Jesus Cristo, da Epifania, da Ascen\u00e7\u00e3o e do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo, da santa M\u00e3e de Deus Maria, da sua Imaculada Concei\u00e7\u00e3o e Assun\u00e7\u00e3o, de S\u00e3o Jos\u00e9, dos santos Ap\u00f3stolos Pedro e Paulo e enfim, de todos os Santos\u00bb.6<\/p>\n<p>5. 6 CIC canone 1246<br \/>\n6. 6 CIC canone 1246<\/p>\n<div>Jesus submisso a Jos\u00e9<\/div>\n<p>&#8211; Parte I, Se\u00e7\u00e3o II, cap\u00edtulo II, artigo II, par\u00e1grafo II.<\/p>\n<p>532 Na submiss\u00e3o de Jesus \u00e0 sua M\u00e3e e ao seu pai se realiza perfeitamente a atua\u00e7\u00e3o do quarto comandamento. Tal submiss\u00e3o \u00e9 a imagem no tempo da obedi\u00eancia filial ao seu Pai celeste. A quotidiana submiss\u00e3o de Jesus a Jos\u00e9 e a Maria anunciava e antecipava a submiss\u00e3o da Quinta Feira Santa: \u00abN\u00e3o [&#8230;] a minha vontade&#8230;\u00bb (Lc 22,42). A obedi\u00eancia de Cristo no quotidiano da sua vida em inc\u00f3gnita j\u00e0 inaugurava a obra de restaura\u00e7\u00e3o daquilo que a desobedi\u00eancia de Ad\u00e3o havia destruido.7<\/p>\n<p>7. cfr Rm 5,19<\/p>\n<div>Jos\u00e9 padroeiro da boa morte<\/div>\n<p>&#8211; Parte I, se\u00e7\u00e3o II, cap\u00edtulo III, artigo XI, par\u00e1grafo II<\/p>\n<p>1014 A Igreja nos encoraja a nos preparar \u00e0 hora da nossa morte (\u00abDa morte repentina, livra-nos, Senhor\u00bb: antigas litanias dos santos), a pedir \u00e0 M\u00e3e de Deus de interceder por n\u00f3s \u00abna hora da nossa morte\u00bb (\u00abAve Maria\u00bb) e a confiar em S\u00e3o Jos\u00e9, padroeiro da boa morte:<\/p>\n<p>\u00abEm cada a\u00e7\u00e3o, em cada pensamento, tu deverias te comportar como se tu tivesses que morrer hoje mesmo; se ter\u00e1s a cosci\u00eancia limpa, n\u00e3o ter\u00e1s muito medo de morrer. Seria melhor estar longe do pecado que fugir da morte. Se hoje n\u00e3o \u00e9s preparado a morrer, como o ser\u00e1s amanh\u00e3?\u00bb<\/p>\n<p>\u00abLouvado seja, meu Senhor,<br \/>\nna hora da nossa morte corporal,<br \/>\nda qual nenhum homem vivente pode fugir.<br \/>\nCoitado daqueles que morrerem em pecado mortal;<br \/>\nBeatos aqueles que se encontrar\u00e3o nas tuas sant\u00edssimas vontades,<br \/>\nA eles a morte n\u00e3o far\u00e0 mal.e\u00bb.<\/p>\n<div><strong>DECRETO QUE PROCLAMOU S\u00c3O JOS \u00c9 PADROEIRO DA IGREJA<\/strong><\/div>\n<p>Ao Urbe e ao Orbe.<\/p>\n<p>No mesmo modo que Deus tinha constitu\u00eddo aquele Jos\u00e9, procriado pelo patriarca Jac\u00f2, subintendente a toda a terra do Egito, para conservar o trigo ao povo, assim, amea\u00e7ando a fartura dos tempos, estando per mandar sobre a terra o seu Filho Unigenito Salvador do mundo, Escolheu um outro Jos\u00e9, cujo aquele era figura e o fez Senhor e Principe da casa e possess\u00e3o sua e o elegeu Custode dos seus principais tesouros.<\/p>\n<p>De fato, ele teve em esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual nasce do Esp\u00edrito Santo o Senhor Nosso Jesus Cristo que perto aos homens dignou-se de ser chamado filho de Jos\u00e9. E Aquele, que tantos reis e profetas tremiam para ver, Jos\u00e9 n\u00e3o s\u00f3 O viu, mas con Ele viveu e con paterno afeto O abra\u00e7ou e beijou; e ainda mais, O nutriu cuidadosamente, aquele que o povo fiel teria ingerido como p\u00e3o descido do c\u00e9u, para conseguir a vida eterna. Por esta sublime dignidade, que Deus deu a este fiel seu Servo, a Igreja teve sempre in grande honra e louvor o Beatissimo Jos\u00e9, depois da Virgem M\u00e3e de Deus, sua esposa, e a sua ajuda implorou nos momentos dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Agora, como nestes tempos trist\u00edssimos a pr\u00f3pria Igreja, da todas as partes atacada pelos inimigos, \u00e9 t\u00e3o opressa por graves maldades, que homens empios pensaram ter finalmente as portas do inferno vencido contra ela, por isso os Vener\u00e1veis Excelent\u00edssimos Bispos do Universo Orbe Cat\u00f3lico entregaram ao Sumo Pont\u00e9fice a s\u00faplica deles e aqueles dos fi\u00e9is pedindo que se dignassem constituir S\u00e3o Jos\u00e9, Padroeiro da Igreja Cat\u00f3lica. Tendo depois, no Sagrado Ecumenico Concilio Vaticano, insistido renovando os pedidos e os votos deles, o Sant\u00edssimo Senhor Nosso Pio Papa IX, consternado pela recent\u00edssimas condi\u00e7\u00f5es, para a fiar ele mesmo e todos os fi\u00e9is ao potent\u00edssimo patroc\u00ednio do Santo Patriarca Jos\u00e9, quis satisfazer os votos dos Excelent\u00edssimos Bispos e solenemente o declarou Padroeiro da Igreja Cat\u00f3lica, ordenando que a sua festa, ca\u00eddo o dia 19 de marzo, dal\u00ed para frente fosse celebrada com rito duplo di prima classe, sem oitava, por motivo da Quaresma.<\/p>\n<p>Ele mesmo disp\u00f4s que tal declara\u00e7\u00e3o, a meio do presente Decreto da Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o dos Ritos *), fosse de dominio p\u00fablico no dia sagrado da Imaculada Virgem M\u00e3e de Deus e Esposa do cast\u00edssimo Jos\u00e9.<\/p>\n<p>8 dezembro 1870.<\/p>\n<p>Card. PATRIZI<br \/>\nPrefetto della S. C. dei RR.<br \/>\nVescovo di Ostia e Velletri.<\/p>\n<p>DOMENICO BARTOLINI<br \/>\nSegretario della S. C. dei RR.<\/p>\n<div><strong>CARTA ENC\u00cdCLICA &#8220;QUAMQUAM PLURIES&#8221; DE LE\u00c3O XIII<\/strong><\/div>\n<p>Roma, 15 de agosto de 1889<\/p>\n<p>(&#8230;) As raz\u00f5es pelas quais o beato Jos\u00e9 deve ser padroeiro especial da Igreja, e a Igreja se empenha muito \u00e0 tutela e ao seu patroc\u00ednio, nascem principalmente do fato que ele foi esposo de Maria e pai putativo de Jesus Cristo. Daqui vieram todas as suas grandezas, a gra\u00e7a, a santidade e a gl\u00f3ria. Certamente a dignidade de M\u00e3e de Deus est\u00e1 t\u00e3o no alto que nada pode ser mais sublime. Mas porque entre Jos\u00e9 e a beat\u00edssima Virgem existiu um n\u00f3 conjugal, n\u00e3o tem d\u00favida que aquela alt\u00edssima dignidade, pela qual a M\u00e3e de Deus ultrapassa de muito todas as criaturas, ele ficou ao Seu lado como ningu\u00e9m mais o faria. De fato o matrimonio constitui a sociedade, o v\u00ednculo superior: pela sua natureza prev\u00ea a comunh\u00e3o dos bens de um com o outro. Portanto se Deus deu \u00e0 Virgem em marido Jos\u00e9, lhe deu tamb\u00e9m como companheiro de vida, testimunho da virgindade, tutor da honestidade, mas tamb\u00e9m porque participasse, apesar do pacto conjugal, \u00e0 excelsa sua grandeza.<\/p>\n<p>Assim ele emerge entre todos com grand\u00edssima dignidade, porque por divina disposi\u00e7\u00e3o foi custode e na opini\u00e3o dos homens, pai do Filho de Deus. Da\u00ed consegue que o Verbo de Deus modestamente aceitasse a Jos\u00e9, lhe obedecesse e lhe emprestasse aquela honra e aquela rever\u00eancia que os filhos devem ao seus pais.<\/p>\n<p>Agora, desta dupla dignidade surgiam naturalmente aqueles deveres que a natureza prescrive aos pais de familia; e Jos\u00e9 foi a um tempo leg\u00edtimo e natural custode, chefe e defensor da divina familia. E estas obriga\u00e7\u00f5es ele de fato exercitou at\u00e9 o fim da sua vida. Se empenhou a tutelar com grande amor e quotidiana vigil\u00e2ncia a sua esposa e a divina prole; procurou a eles com a sua fadiga, o necess\u00e1rio \u00e0 vida; afastou deles os perigos vindos do \u00f3dio de um rei, levando-lhes a um lugar seguro; nas dificuldades das viagens e do ex\u00edlio foi companheiro insepar\u00e1vel, ajuda e conforto \u00e0 Virgem e a Jesus.<\/p>\n<p>Agora la casa divina, que Jos\u00e9 com quase patria podest\u00e1 governava, era o ber\u00e7o da nascente Igreja.<\/p>\n<p>A Virgem Sant\u00edssima, enquanto m\u00e3e de Jesus Cristo, \u00e9 tamb\u00e9m m\u00e3e de todos os crist\u00e3os, dela gerados, em meio \u00e0s atrozes penas do Redentor no Calv\u00e1rio; assim tamb\u00e9m Jesus Cristo \u00e9 como o primogenito dos crist\u00e3os, que lhe s\u00e3o irm\u00e3os por ado\u00e7\u00e3o e reden\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se consegue que o beat\u00edssimo Patriarca se considere protetor, em modo especial, da multid\u00e3o dos crist\u00e3os de que \u00e9 formada a Igreja, isto \u00e9, desta grand\u00edssima familia espalhada por todo o mundo na qual ele, como esposo de Maria e pai de Jesus Cristo, tem uma autoridade paterna. E\u2019 ent\u00e3o coisa justa e digna do beato Jos\u00e9 que, como ele um tempo tutelava santamente em qualquer evento a familia de Nazar\u00e9, assim agora com o seu celeste patroc\u00ednio proteja e defenda a Igreja de Cristo.<\/p>\n<p>Estas coisas, Vener\u00e1veis Irm\u00e3os, como sabeis, encontram acordo naquilo que pensaram muitos Padres da Igreja, de acordo com a sagrada liturgia, isto \u00e9, que o antigo Jos\u00e9, filho do patriarca Jac\u00f3, anticipasse a pessoa e o minist\u00e9rio do nosso, e com o seu esplendor fosse s\u00edmbolo da grandeza do futuro custode da divina familia. Na verdade, al\u00e9m de ambos terem o mesmo nome, n\u00e3o sem significado, eles teem outras grandes semelhan\u00e7as da v\u00f3s conhecidas: a primeira \u00e9 aquela que o antigo Jos\u00e9 aquistou em modo singular, a benevolencia e a gra\u00e7a do seu Senhor, e que tendo ele tido il governo da casa, todas as prosperidades e as benedi\u00e7\u00f5es caiam sobre ele, por considera\u00e7\u00e3o a Jos\u00e9, seu padr\u00e3o. Ele, por vontade do monarca, govenou com poderes soberanos todo o reino, e no tempo de p\u00fablica calamidade, por falta de colheita e pela carestia, interviu com estupenda providencia aos Egizianos e aos povos confinantes, que o rei decretou se chamasse salvador do mundo.<\/p>\n<p>Assim nesse antigo Patriarca \u00e9 poss\u00edvel rever a figura do nosso. Como aquele foi ben\u00e9fico e salutar para a casa do seu padr\u00e3o e depois para todo o reino, assim estes, destinados \u00e0 custodia da cristianidade, se deve reputar defensor e tutor da Igreja, a qual \u00e9 verdadeiramente a casa do Senhor e o reino de Deus na terra.<\/p>\n<p>Todos os crist\u00e3os, de qualquer condi\u00e7\u00e3o e estado, teem bons motivos de afiar-se e abandonar-se \u00e0 amorosa tutela de S\u00e3o Jos\u00e9. Em Jos\u00e9, os pais de familia teem um sublime modelo de paterna vigil\u00e2ncia e provid\u00eancia; os esposos, um perfeito exemplo de amor, de conc\u00f3rdia e de f\u00e9 conjugal; os virgens, um exemplo e uma guia de integridade virginal. Os nobres, colocados na frente de si a imagem de Jos\u00e9, aprendam a conservar tamb\u00e9m nos momentos dif\u00edceis a sua dignidade; os ricos compreendam quais sejam os bens que \u00e9 oportuno desejar com ardente paix\u00e3o e dos quais conservar no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div><strong>CARTA ENC\u00cdCLICA DO PAPA BENTO XV<\/strong><\/div>\n<div>Proclama\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 a padroeiro da Igreja Universal<\/div>\n<p>Foi uma boa coisa para o povo crist\u00e3o que o Nosso antecessor de imortal mem\u00f3ria Pio IX decretasse solenemente ao cast\u00edssimo esposo de Maria Virgem e custode do Verbo Encarnado, S. Jos\u00e9, o t\u00edtulo de Padroeiro Universal da Igreja; e porque no pr\u00f3ximo dezembro o evento far\u00e1 cinquenta anos, achamos que seria \u00fatil e oportuno que a manifesta\u00e7\u00e3o fosse dignamente celebrada da todo o mundo cat\u00f3lico.<\/p>\n<div>I. &#8211; Naturalismo da idade moderna.<\/div>\n<p>Se n\u00f3s dermos uma olhada nos \u00faltimos 50 anos, podemos notar um grande reflorescimento de pias institui\u00e7\u00f5es, as quais atestam como o culto do Patriarca sant\u00edssimo vem aos pouco passando entre os fi\u00e9is: que se consideramos as calamidades de hoje, com a afli\u00e7\u00e3o do genere humano, aparece ainda mia evidente a oportunidade de intensificar um tal culto e de difundi-lo maiormente entre o povo crist\u00e3o. De fato, com a guerra, na nossa Enciclica &#8220;em torno \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o da paz crist\u00e3&#8221;, indicamos que coisa faltasse para restabelecer em todos os lugares a tranquilidade da ordem, considerando particularmente as rela\u00e7\u00f5es, que intercedem entre povo e povo e entre individuo e individuo no campo civil. Agora se deve considerar uma outra causa de pertuba\u00e7\u00e3o, e muito mais profunda, como aquela che se ataca pr\u00f3prio nas intimas visceras da humana sociedade, porque naquela \u00e9poca caiu sobre as pessoas o flagelo da guerra, quando eram j\u00e1 profundamente infetadas de naturalismo, isto \u00e9, daquela grande peste do s\u00e9culo, que, onde se ataca, atenua o desejo dos bens celestes, apaga a chama da divina caridade e tira o homem \u00e0 grazia que cura e que eleva a Cristo; at\u00e9 que, tirando-lhe a luz da f\u00e9 e deixando-lhe somente as for\u00e7as corrotas da natureza, o abandona no meio das mais insanas paix\u00f5es. E assim acontece que muitissimos coltivaram somente os bens terrenos; e, enquanto j\u00e1 era cr\u00edtica a crise entre prolet\u00e1rios e padr\u00f5es, este \u00f3dio de classe cresceu ainda mais com a atrocidade da guerra; a qual, se da um lado causou entre as massas uma crise economica intoler\u00e1vel, do outro fez afluir na m\u00e3o de poquissimos fabulosas fortunas.<\/p>\n<div>II. &#8211; O fim da familia.<\/div>\n<p>A santidade da f\u00e9 conjugal e o respeito da paterna autoridade foram por muitos, pouco seguido por causa da guerra; seja devido que o afastamento de um dos conjuges tenha diminu\u00eddo no outro o v\u00ednculo das obriga\u00e7\u00f5es, seja porque a aus\u00eancia de um controle levou \u00e0 atos de n\u00e3o considera\u00e7\u00e3o, especialmente femininos, de viver por contra pr\u00f3pria e muito livremente. Por isso devemos constatar com verdadeira dor que agora os p\u00fablicos costumes s\u00e3o muito mais depravados e corruptos de antes, e que a &#8220;quest\u00e3o social&#8221; se agravou a tal ponto de levar a amea\u00e7a de irrepar\u00e1vel destrui\u00e7\u00e3o. Se \u00e9 entanto madurada nos votos e na expectativa de todos os rebeldes o surgir de uma certa rep\u00fablica universal, a qual seja fundada na igualdade absoluta dos homens e sobre o ac\u00famulo dos bens, e na qual n\u00e3o tenha mais distin\u00e7\u00e3o alguma de nacionalidade, nem se tenha que reconhecer a autoridade do pai sobre o filho, nem dos poderes p\u00fablicos sobre os cidad\u00e3os, nem de Deus sobre homens reunidos em consorcio civil. Se todas essas coisas fossem atuadas, levaria a tremendas convuls\u00f5es sociais, como aquela que agora est\u00e1 desolando parte da Europa. E se est\u00e1 criando entre outros povos uma tal condi\u00e7\u00e3o de coisas, que vemos poucos com furor audaz incentivar a massa ao mal contento.<\/p>\n<div>III. &#8211; Exemplos eficazes de S. Jos\u00e9.<\/div>\n<p>N\u00f3s portanto, mais do que todos os outros preocupados por estes acontecimentos, n\u00e3o deixamos de lado, quando se teve a ocasi\u00e3o de relembrar ao filhos da Igreja as suas obriga\u00e7\u00f5es&#8230; E agora pelo mesmo motivo, para relembrar, isto \u00e9 o dever daqueles da nossa parte, que ganham o p\u00e3o com o trabalho e para conserv\u00e1-los imunes do cont\u00e1gio do socialismo, o inimigo maior dos princ\u00edpios crist\u00e3os. N\u00f3s, com grande solicita\u00e7\u00e3o, propomos a eles em modo particular S. Jos\u00e9, porque o sigam como guia e o honrem como celeste Padroeiro. Ele de fato viviu uma vida como a deles, tanto \u00e9 verdade que Jesus bendito, enquanto era o Unigenito do Eterno Pai, quis ser chamado &#8220;o Filho do Pai&#8221;. Mas aquela humilde e pobre sua exist\u00eancia como soube adornar de tanta virtude! Daquelas virtudes, isto \u00e9, que deveriam resplender no esposo de Maria Imaculada e no padre putativo de Jesus Cristo. Portanto, na escola de Jos\u00e9, aprendam todos a considerar as coisas presentes, que passam, \u00e0 luz das futuras, que duram eternas; e, consolando os inevit\u00e1veis dis\u00e1gios da condi\u00e7\u00e3o humana com a esperan\u00e7a dos bens celestes, a estes aspiram com todas as for\u00e7as, aceitando a divina vontada, sobriamente vivendo, segundo as leis da piedade e da justi\u00e7a. No que diz respito aos oper\u00e1rios, nos agrada aqui reportar as palavras do nosso predecessor de f.m. Leone XIII: &#8220;Em considera\u00e7\u00e3o \u00e0 estas coisas, os pobres, e quantos vivem com o fruto do trabalho, devem sentir-se animados por um sentimento superior de equidade; que se a justi\u00e7a permete a eles de sa\u00edrem da pobreza e de conseguir um maior bem estar, \u00e9 por\u00e9m proibido pela justi\u00e7a, que foi constitu\u00eddo pela divina Provid\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 com a violencia e atrav\u00e9s de revoltas e tumultos que se procura melhoramento, os quais, n\u00e3o fazem que criar mais tens\u00e3o, que se desejam minimizar. Se os pobres quiserem agir sabiamente, n\u00e3o confiar\u00e3o nas v\u00e3s promessas dos demagogos, mas no exemplo e no patrocinio de S. Jos\u00e9 e na caridade materna da Igreja, a qual dia ap\u00f3s dia toma conta deles com dedica\u00e7\u00e3o sempre maior.&#8221; (Carta Enciclica &#8220;Quamquam pluries&#8221;).<\/p>\n<div>IV. &#8211; Devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Sagrada Familia.<\/div>\n<p>Com o florescer da devo\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is para com S. Jos\u00e9, aumentar\u00e1 junto, por necess\u00e1ria consequ\u00eancia, o culto deles para com a Sagrada Familia de Nazar\u00e9, que ele foi Chefe, brotando estas duas devo\u00e7\u00f5es uma da outra espontaneamente. Para S. Jos\u00e9 n\u00f3s andamos diretamente a Maria e com Maria \u00e0 fonte de todas santidades. Jesus Cristo, o qual consagrou as virtudes dom\u00e9sticas com a sua obedi\u00eancia para com S. Jos\u00e9 e Maria. A estes maravilhosos exemplos de virtude N\u00f3s desejamos que a familia crist\u00e3 se inspire e completamente se renovem. Deste modo, la familia \u00e9 o centro e a base do cons\u00f3rcio humano, refor\u00e7ando a sociedade domestica com a santa pureza, com a fedelidade e a conc\u00f3rdia, enfim um novo vigor; e diremos quase, um novo sangue circular\u00e0 pelas veias da sociedade humana, que vem assim a ser vivificada da virtude restauradora de Jesus Cristo; e seguir\u00e1 um ador\u00e1vel reflorescer, n\u00e3o s\u00f3 dos costumes intimos, ma tamb\u00e9m das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e civis.<\/p>\n<div>V. &#8211; Exorta\u00e7\u00f5es e prescri\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<p>N\u00f3s portanto, cheios de confian\u00e7a no patroc\u00ednio Dele, cuja vigilancia quis Deus dar em custodia do Encarnado seu Unigenito e da Virgem Santissima, vivamente exortemos todos os Bispos do mundo cat\u00f3lico, a fim de que, nos periodos dif\u00edceis para a Igreja, que os fi\u00e9is implorem com maior empenho a v\u00e1lida ajuda de S. Jos\u00e9. E porque s\u00e3o muitos os modos aprovados desta Sede Apost\u00f3lica, com que se pode venerar o santo Patriarca, especialmente em todas as quartas-feiras do ano e no inteiro mes a Ele consagrado, N\u00f3s queremos que, todas estas devo\u00e7\u00f5es, por quanto se possa, sejam em cada diocese praticada. Mas em modo particular, porque ele \u00e9 tido como o mais eficaz protetor dos moribundos, tendo expirado com a assistencia de Jesus e Maria, ser\u00e1 dever dos sagrados Pastores de aconselhar com todo o prestigio da autoridade deles aqueles pios sodal\u00edcios, que foram instituidos para suplicar S. Jos\u00e9 em pr\u00f3 dos moribundos, como aquele &#8220;da boa morte&#8221;, do &#8220;Transito de S. Jos\u00e9 para os agonizantes de todos os dias&#8221;.<\/p>\n<p>Para comemorar o Decreto Pontif\u00edcio, ordenamos que dentro de um ano, a partir do 8 dezembro p.v., em todo o mundo cat\u00f3lico, se celebre, em honra a S. Jos\u00e9, Padroeiro da Igreja Universal, uma solene messa, como e quando ser\u00e1 oportuno aos Bispos; e a todos aqueles que assister\u00e3o, N\u00f3s concedemos a partir de agora, \u00e0s condi\u00e7oes de sempre, a Indulg\u00eancia Plenaria.<\/p>\n<p>Roma, S. Pedro, 25 julho, festa de S. J\u00e1como Ap\u00f3stolo, 1920, no ano sexto do Nosso Pontificado.<\/p>\n<p>BENEDICTUS PP. XV.<\/p>\n<div><strong>EXORTA\u00c7\u00c3O APOST\u00d3LICA &#8220;REDEMPTORIS CUSTOS&#8221; DO JO\u00c3O PAULO II<\/strong><\/div>\n<p>Sobre a figura e a miss\u00e3o de S\u00e3o jos\u00e9 na vida de Cristo e da Igreja<\/p>\n<p>(\u2026)<\/p>\n<div>III &#8211; O HOMEM JUSTO &#8211; O ESPOSO<\/div>\n<p>17. No decorrer da sua vida, que foi uma peregrina\u00e7\u00e3o na f\u00e9, Jos\u00e9, como Maria, permaneceu fiel at\u00e9 ao fim ao chamamento de Deus. A vida de Maria foi o cumprimento at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias daquele primeiro fiat (fa\u00e7a-se) pronunciado no momento da Anuncia\u00e7\u00e3o; ao passo que Jos\u00e9 &#8211; como j\u00e1 foi dito &#8211; n\u00e3o proferiu palavra alguma, aquando da sua \u00abanuncia\u00e7\u00e3o\u00bb: \u00abfez como o anjo do Senhor lhe ordenara\u00bb (Mt 1, 24). E este primeiro \u00abfez\u00bb tornou-se o princ\u00edpio da \u00abcaminhada de Jos\u00e9\u00bb. Ao longo desta caminhada, os Evangelhos n\u00e3o registram palavra alguma que ele tenha dito. Mas esse sil\u00eancio de Jos\u00e9 tem uma especial eloqu\u00eancia: gra\u00e7as a tal atitude, pode captar-se perfeitamente a verdade contida no ju\u00edzo que dele nos d\u00e1 o Evangelho: o \u00abjusto\u00bb (Mt 1,19).<\/p>\n<p>\u00e9 necess\u00e1rio saber ler bem esta verdade, porque nela est\u00e1 contido um dos mais importantes testemunhos acerca do homem e da sua voca\u00e7\u00e3o. No decurso das gera\u00e7\u00f5es a Igreja l\u00ea, de maneira cada vez mais atenta e mais c\u00f4nscia este testemunho, como que tirando do tesouro desta ins\u00edgne figura \u00abcoisas novas e coisas velhas\u00bb (Mt 13,52).<\/p>\n<p>18. O homem \u00abjusto\u00bb de Nazar\u00e9 possui sobretudo as caracter\u00edsticas bem n\u00edtidas do esposo. O Evangelista fala de Maria como de \u00abuma virgem desposada com um homem &#8230; chamado Jos\u00e9\u00bb (Lc 1, 27). Antes de come\u00e7ar a realizar-se \u00abo mist\u00e9rio escondido desde todos os s\u00e9culos em Deus\u00bb (Ef 3,9), os Evangelhos p\u00f5em diante de n\u00f3s a imagem do esposo e da esposa. Segundo o costume do povo hebraico, o matrim\u00f3nio constava de duas fases: primeiro, era celebrado o matrim\u00f3nio legal (verdadeiro matrim\u00f3nio); e depois, s\u00f3 passado um certo per\u00edodo, \u00e9 que o esposo introduzia a esposa na pr\u00f3pria casa. Antes de viver junto com Maria, portanto, Jos\u00e9 j\u00e1 era o seu \u00abesposo\u00bb; Maria, por\u00e9m, conservava no seu \u00edntimo o desejo de fazer o dom total de si mesma exclusivamente a Deus. Poder-se-ia perguntar de que modo este desejo se conciliava com as \u00abn\u00fapcias\u00bb. A resposta vem-nos somente do desenrolar dos acontecimentos salv\u00edficos, isto \u00e9, da ac\u00e7\u00e3o especial do pr\u00f3prio Deus. Desde o momento da Anuncia\u00e7\u00e3o, Maria sabe que deve realizar-se o seu desejo virginal, de entregar-se a Deus de modo exclusivo e total, precisamente tornando-se m\u00e3e do Filho de Deus. A maternidade por obra do Esp\u00edrito Santo \u00e9 a forma de doa\u00e7\u00e3o que o pr\u00f3prio Deus espera da Virgem, \u00abdesposada\u00bb com Jos\u00e9. E Maria pronuncia o seu fiat (fa\u00e7a-se).<\/p>\n<p>O facto de ela ser \u00abdesposada\u00bb com Jos\u00e9 est\u00e1 inclu\u00eddo no mesmo des\u00edgnio de Deus. Isso \u00e9 indicado por ambos os Evangelistas citados, mas de maneira particular por S\u00e3o Mateus. S\u00e3o muito significativas as palavras ditas a Jos\u00e9: \u00abN\u00e3o temas receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou \u00e9 obra do Esp\u00edrito Santo\u00bb (Mt 1,20). Elas explicam o mist\u00e9rio da esposa de Jos\u00e9: Maria \u00e9 virgem na sua maternidade. Nela \u00abo Filho do Alt\u00edssimo\u00bb assume um corpo humano e torna-se \u00abo Filho do homem\u00bb.<\/p>\n<p>Dirigindo-se a Jos\u00e9 com as palavras do anjo, Deus dirige-se a ele como sendo esposo da Virgem de Nazar\u00e9. Aquilo que nela se realizou por obra do Esp\u00edrito Santo exprime ao mesmo tempo uma confirma\u00e7\u00e3o especial do v\u00ednculo esponsal, que j\u00e1 existia antes entre Jos\u00e9 e Maria. O mensageiro diz claramente a Jos\u00e9: \u00abN\u00e3o temas receber contigo, Maria, tua esposa\u00bb. Por conseguinte, aquilo que tinha acontecido anteriormente \u2014 os seus esponsais com Maria \u2014 tinha acontecido por vontade de Deus e, portanto, devia ser conservado. Na sua maternidade divina, Maria deve continuar a viver como \u00abuma virgem, esposa de um esposo\u00bb (cf. Lc 1,27).<\/p>\n<p>19. Nas palavras da \u00abanuncia\u00e7\u00e3o\u00bb nocturna, Jos\u00e9 escuta n\u00e3o apenas a verdade divina acerca da inef\u00e1vel voca\u00e7\u00e3o da sua esposa, mas ouve novamente tamb\u00e9m a verdade acerca da pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o. Este homem \u00abjusto\u00bb, que, segundo o esp\u00edrito das mais nobres tradi\u00e7\u00f5es do povo eleito, amava a Virgem de Nazar\u00e9 e a ela se encontrava ligado por amor esponsal, \u00e9 novamente chamado por Deus para este amor.<\/p>\n<p>\u00abJos\u00e9 fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu consigo a sua esposa\u00bb; o que se gerou nela \u00ab\u00e9 obra do Esp\u00edrito Santo\u00bb. Ora, de tais express\u00f5es, n\u00e3o se impor\u00e1 porventura deduzir que tamb\u00e9m o seu amor de homem tinha sido regenerado pelo Esp\u00edrito Santo? N\u00e3o se impor\u00e1 porventura pensar que o amor de Deus, que foi derramado no cora\u00e7\u00e3o humano pelo Esp\u00edrito Santo (cf. Rom 5, 5), forma do modo mais perfeito todo o amor humano? Ele forma tamb\u00e9m \u2014 e de maneira absolutamente singular \u2014 o amor esponsal dos c\u00f4njuges, nele dando profundidade a tudo aquilo que seja humanamente digno e belo e tenha as marcas da exclusiva entrega, da alian\u00e7a das pessoas e da comunh\u00e3o aut\u00eantica, a exemplo de Mist\u00e9rio trinit\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00abJos\u00e9 &#8230; recebeu consigo a sua esposa, a qual, sem que ele a conhecesse, deu \u00e0 luz um filho\u00bb (Mt 1, 24-25). Estas palavras indicam ainda outra proximidade esponsal. A profundeza desta proximidade, a intensidade espiritual da uni\u00e3o e do contacto entre pessoas \u2014 do homem e da mulher \u2014 prov\u00eam em \u00faltima an\u00e1lise do Esp\u00edrito que d\u00e1 a vida (cf. Jo 6, 63). Jos\u00e9, obediente ao Esp\u00edrito, encontra precisamente nele a fonte do amor, do seu amor esponsal de homem; e este amor foi maior do que aquele \u00abhomem justo\u00bb poderia esperar, segundo a medida do pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o humano.<\/p>\n<p>(\u2026) Mediante o sacrif\u00edcio total de si pr\u00f3prio, Jos\u00e9 exprime o seu amor generoso para com a M\u00e3e de Deus, fazendo-lhe \u00abdom esponsal de si\u00bb. Muito embora decidido a afastar-se, para n\u00e3o ser obst\u00e1culo ao plano de Deus que nela estava a realizar-se, por ordem expressa do anjo ele manteve-a consigo e respeitou a sua condi\u00e7\u00e3o de pertencer exclusivamente a Deus.<\/p>\n<p>Por outro lado, foi do matrim\u00f3nio com Maria que advieram para Jos\u00e9 a sua dignidade singular e os seus direitos em rela\u00e7\u00e3o a Jesus. \u00ab\u00e9 certo que a dignidade da M\u00e3e de Deus assenta t\u00e3o alto, que nada pode haver de mais sublime; mas, por isso mesmo que entre a Sant\u00edssima Virgem a Jos\u00e9 foi estreitado o v\u00ednculo conjugal, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que ele se aproximou como ningu\u00e9m dessa alt\u00edssima dignidade, em virtude da qual a M\u00e3e de Deus ocupa lugar eminente, a grande dist\u00e2ncia de todas as criaturas. Uma vez que o casamento \u00e9 a comunidade e a amizade m\u00e1xima a que, por sua natureza, anda ligada a comunh\u00e3o de bens, segue-se que, se Deus quis dar Jos\u00e9 como esposo \u00e0 Virgem, deu-lo n\u00e3o apenas como companheiro na vida, testemunha da sua virgindade e garante da sua honestidade, mas tamb\u00e9m para que ele participasse, mediante o pacto conjugal, na sua excelsa grandeza. (Leone XIII, \u00abQuamquam Pluries\u00bb, die 15 aug. 1889: \u00abLeonis XIII P. M. Acta\u00bb IX [190] 177s).<\/p>\n<p>21. Um tal v\u00ednculo de caridade constituiu a vida da Sagrada Fam\u00edlia; primeiro, na pobreza de Bel\u00e9m, depois, durante o ex\u00edlio no Egipto e, em seguida, quando ela morava em Nazar\u00e9. A Igreja rodeia de profunda venera\u00e7\u00e3o esta Fam\u00edlia, apresentando-a como modelo para todas as fam\u00edlias. A Fam\u00edlia de Nazar\u00e9, directamente inserida no mist\u00e9rio da Incarna\u00e7\u00e3o, constitui ela pr\u00f3pria um mist\u00e9rio particular. E ao mesmo tempo \u2014 como na Incarna\u00e7\u00e3o \u2014 \u00e9 a este mist\u00e9rio que pertence a verdadeira paternidade: a forma humana da fam\u00edlia do Filho de Deus, verdadeira fam\u00edlia humana, formada pelo mist\u00e9rio divino. Nela, Jos\u00e9 \u00e9 o pai: a sua paternidade, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 \u00abaparente\u00bb, ou apenas \u00absubstitutiva\u00bb; mas est\u00e1 dotada plenamente da autenticidade da paternidade humana, da autenticidade da miss\u00e3o paterna na fam\u00edlia. Nisto est\u00e1 contida uma consequ\u00eancia da uni\u00e3o hipost\u00e1tica: humanidade assumida na unidade da Pessoa divina do Verbo-Filho, Jesus Cristo. Juntamente com a assun\u00e7\u00e3o da humanidade, em Cristo foi tamb\u00e9m \u00abassumido\u00bb tudo aquilo que \u00e9 humano e, em particular, a fam\u00edlia, primeira dimens\u00e3o da sua exist\u00eancia na terra. Neste contexto foi \u00abassumida\u00bb tamb\u00e9m a paternidade humana de Jos\u00e9.<\/p>\n<p>Com base neste princ\u00edpio, adquirem o seu significado profundo as palavras dirigidas por Maria a Jesus, no templo, quando ele tinha doze anos: \u00abTeu pai e eu &#8230; and\u00e1vamos \u00e0 tua procura\u00bb. N\u00e3o se trata de uma frase convencional: as palavras da M\u00e3e de Jesus indicam toda a realidade da Incarna\u00e7\u00e3o, que pertence ao mist\u00e9rio da Fam\u00edlia de Nazar\u00e9. Jos\u00e9, que desde o princ\u00edpio aceitou, mediante \u00aba obedi\u00eancia da f\u00e9\u00bb, a sua paternidade humana em rela\u00e7\u00e3o a Jesus, seguindo a luz do Esp\u00edrito Santo que por meio da f\u00e9 se doa ao homem, por certo ia descobrindo cada vez mais amplamente o dom inef\u00e1vel desta sua paternidade.<\/p>\n<div>V &#8211; O PRIMADO DA VIDA INTERIOR<\/div>\n<p>25. Tamb\u00e9m quanto ao trabalho de carpinteiro na casa de Nazar\u00e9 se estende o mesmo clima de sil\u00eancio, que acompanha tudo aquilo que se refere \u00e0 figura de Jos\u00e9. Trata-se, contudo, de um sil\u00eancio que desvenda de maneira especial o perfil interior desta figura. Os Evangelhos falam exclusivamente daquilo que Jos\u00e9 \u00abfez\u00bb; no entanto, permitem-nos auscultar nas suas \u00abac\u00e7\u00f5es\u00bb, envolvidas pelo sil\u00eancio, um clima de profunda contempla\u00e7\u00e3o. Jos\u00e9 estava quotidianamente em contacto com o mist\u00e9rio \u00abescondido desde todos os s\u00e9culos\u00bb, que \u00abestabeleceu a sua morada\u00bb sob o tecto da sua casa. Isto explica, por exemplo, a raz\u00e3o por que Santa Teresa de Jesus, a grande reformadora do Carmelo contemplativo, se tornou promotora da renova\u00e7\u00e3o do culto de S\u00e3o Jos\u00e9 na cristiandade ocidental.<\/p>\n<p>26. O sacrif\u00edcio total, que Jos\u00e9 fez da sua exist\u00eancia inteira, \u00e0s exig\u00eancias da vinda do Messias \u00e0 sua pr\u00f3pria casa, encontra a motiva\u00e7\u00e3o adequada na \u00absua insond\u00e1vel vida interior, da qual lhe prov\u00eam ordens e consola\u00e7\u00f5es singular\u00edssimas; dela lhe decorrem tamb\u00e9m a l\u00f3gica e a for\u00e7a, pr\u00f3pria das almas simples e l\u00edmpidas, das grandes decis\u00f5es, como foi a de colocar imediatamente \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos des\u00edgnios divinos a pr\u00f3pria liberdade, a sua leg\u00edtima voca\u00e7\u00e3o humana e a felicidade conjugal, aceitando a condi\u00e7\u00e3o, a responsabilidade e o peso da fam\u00edlia e renunciando, por um incompar\u00e1vel amor virg\u00edneo, ao natural amor conjugal que constitui e alimenta a mesma fam\u00edlia\u00bb.<\/p>\n<p>Esta submiss\u00e3o a Deus, que \u00e9 prontid\u00e3o de vontade para se dedicar \u00e0s coisas que dizem respeito ao seu servi\u00e7o, n\u00e3o \u00e9 mais do que o exerc\u00edcio da devo\u00e7\u00e3o, que constitui uma das express\u00f5es da virtude da religi\u00e3o. (cfr. S. Thomae, \u00abSumma Theologiae\u00bb, II-II, q. 82, a. 3, ad 2).<\/p>\n<p>27. A comunh\u00e3o de vida entre Jos\u00e9 e Jesus leva-nos a considerar ainda o mist\u00e9rio da Incarna\u00e7\u00e3o precisamente sob o aspecto da humanidade de Cristo, instrumento eficaz da divindade para a santifica\u00e7\u00e3o dos homens: \u00abPor for\u00e7a da divindade, as ac\u00e7\u00f5es humanas de Cristo foram salutares para n\u00f3s, produzindo em n\u00f3s a gra\u00e7a, quer em raz\u00e3o do m\u00e9rito, quer por uma certa efic\u00e1cia\u00bb. (cfr. S. Thomae, \u00abSumma Theologiae\u00bb, II-II, q. 8, a. 1, ad 1).<\/p>\n<p>Entre estas ac\u00e7\u00f5es os Evangelistas privilegiam aquelas que dizem respeito ao mist\u00e9rio pascal; mas n\u00e3o deixam de frisar bem a import\u00e2ncia do contacto f\u00edsico com Jesus em ordem \u00e0s curas de enfermidades (cf., por exemplo, Mc 1, 41) e a influ\u00eancia por ele exercida sobre Jo\u00e3o Baptista, quando ambos estavam ainda no seio materno (cfr. Lc 1,41-44).<\/p>\n<p>O testemunho apost\u00f3lico n\u00e3o transcurou \u2014 como j\u00e1 se viu \u2014 a narra\u00e7\u00e3o do nascimento de Jesus, da circuncis\u00e3o, da apresenta\u00e7\u00e3o no templo, da fuga para o Egipto e da vida oculta em Nazar\u00e9, por motivo do \u00abmist\u00e9rio\u00bb de gra\u00e7a contido em tais \u00abgestos\u00bb, todos eles salv\u00edficos, porque todos participavam da mesma fonte de amor: a divindade de Cristo. Se este amor se irradiava, atrav\u00e9s da sua humanidade, sobre todos os homens, certamente eram por ele beneficiados, em primeiro lugar, aqueles que a vontade divina tinha posto na sua maior intimidade: Maria, sua M\u00e3e, e Jos\u00e9, seu pai putativo. (cfr. Pii XII, \u00abHaurietis Aquas\u00bb, III, die 15 maii 1956: AAS 48 [1956] 329s).<\/p>\n<p>Uma vez que o amor \u00abpaterno\u00bb de Jos\u00e9 n\u00e3o podia deixar de influir sobre o amor \u00abfilial\u00bb de Jesus e, vice-versa, o amor \u00abfilial\u00bb de Jesus n\u00e3o podia deixar de influir sobre o amor \u00abpaterno\u00bb de Jos\u00e9, como chegar a conhecer as profundezas desta singular\u00edssima rela\u00e7\u00e3o? Justamente, pois, as almas mais sens\u00edveis aos impulsos do amor divino v\u00eaem em Jos\u00e9 um exemplo luminoso de vida interior.<\/p>\n<p>Mais ainda, a aparente tens\u00e3o entre a vida activa e a vida contemplativa tem em Jos\u00e9 uma supera\u00e7\u00e3o ideal, poss\u00edvel para quem possui a perfei\u00e7\u00e3o da caridade. Atendo-nos \u00e0 conhecida distin\u00e7\u00e3o entre o amor da verdade (caritas veritatis) e as exig\u00eancias do amor (necessitat caritatis), (cfr. S. Thomae, \u00abSumma Theologiae\u00bb, II-II, q. 182, a. 1, ad 3), podemos dizer que Jos\u00e9 fez a experi\u00eancia quer do amor da verdade, ou seja, do puro amor de contempla\u00e7\u00e3o da Verdade divina que irradiava da humanidade de Cristo, quer das exig\u00eancias do amor, ou seja, do amor igualmente puro do servi\u00e7o, requerido pela protec\u00e7\u00e3o e pelo desenvolvimento dessa mesma humanidade.<\/p>\n<div>VI &#8211; PATRONO DA IGREJA DO NOSSO TEMPO<\/div>\n<p>28. Em tempos dif\u00edceis para a Igreja, Pio IX, desejando confi\u00e1-la \u00e0 especial protec\u00e7\u00e3o do Santo Patriarca Jos\u00e9, declarou-o \u00abPatrono da Igreja cat\u00f3lica\u00bb. (S. Rituum Congreg., \u00abQuemadmodum Deus\u00bb, die 8 dec. 1870: \u00abPii IX P. M. Acta\u00bb, pars I, vol. V, 283). Esse Sumo Pont\u00edfice sabia que n\u00e3o estava a levar a efeito um gesto peregrino, porque, em virtude da excelsa dignidade concedida por Deus a este seu servo fidel\u00edssimo, \u00aba Igreja, depois da Virgem Sant\u00edssima, esposa dele, teve sempre em grande honra e cumulou de louvores o Bem-aventurado Jos\u00e9 e, no meio das ang\u00fastias, de prefer\u00eancia foi a ele que recorreu\u00bb. (S. Rituum Congreg., \u00abQuemadmodum Deus, die 8 dec. 1870: \u00abPii IX P. M. Acta+, pars I, vol. V, 282s).<br \/>\nQuais s\u00e3o os motivos de t\u00e3o grande confian\u00e7a? O Papa Le\u00e3o XIII exp\u00f5e-nos assim: \u00abAs raz\u00f5es pelas quais o Bem-aventurado Jos\u00e9 deve ser considerado especial Patrono da Igreja, e a Igreja, por sua vez, deve esperar muit\u00edssimo da sua protec\u00e7\u00e3o e do seu patroc\u00ednio, prov\u00eam principalmente do facto de ele ser esposo de Maria e pai putativo de Jesus (&#8230;). Jos\u00e9 foi a seu tempo leg\u00edtimo e natural guardi\u00e3o, chefe e defensor da divina Fam\u00edlia (&#8230;). \u00c9 algo conveniente e sumamente digno para o Bem-aventurado Jos\u00e9, portanto, que, de modo an\u00e1logo \u00e0quele com que outrora costumava socorrer santamente, em todo e qualquer acontecimento, a Fam\u00edlia de Nazar\u00e9, tamb\u00e9m agora cubra e defenda com o seu celeste patroc\u00ednio a Igreja de Cristo\u00bb. (\u00abQuamquam Pluries\u00bb, die 15 aug. 1889: \u00abLeonis XIII P. M. Acta\u00bb, IX [1890] 177-179).<\/p>\n<p>29. Este patroc\u00ednio deve ser invocado e continua sempre a ser necess\u00e1rio \u00e0 Igreja, n\u00e3o apenas para a defender dos perigos, que continuamente se levantam, mas tamb\u00e9m e sobretudo para a confortar no seu renovado empenho de evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo e de levar por diante a nova evangeliza\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses e na\u00e7\u00f5es \u00abonde \u2014 como eu escrevia na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Christifideles laici \u2014 a religi\u00e3o e a vida crist\u00e3 foram em tempos t\u00e3o pr\u00f3speras\u00bb, mas \u00abse encontram hoje submetidas a dura prova\u00e7\u00e3o\u00bb. Para levar o primeiro an\u00fancio de Cristo ou para voltar a apresent\u00e1-lo onde ele foi transcurado ou esquecido, a Igreja precisa de uma particular \u00abfor\u00e7a do Alto\u00bb (cf. Lc 24, 49), que \u00e9 dom do Esp\u00edrito do Senhor, certamente, mas n\u00e3o anda disjunta da intercess\u00e3o e do exemplo dos seus Santos.<\/p>\n<p>30. Al\u00e9m da confian\u00e7a na protec\u00e7\u00e3o segura de Jos\u00e9, a Igreja tem confian\u00e7a no seu exemplo insigne, um exemplo que transcende cada um dos estados de vida e se prop\u00f5e a toda a comunidade crist\u00e3, sejam quais forem a condi\u00e7\u00e3o e as tarefas de cada um dos fi\u00e9is.<br \/>\nComo se diz na constitui\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II sobre a Divina Revela\u00e7\u00e3o, a atitude fundamental de toda a Igreja deve ser de \u00abreligiosa escuta da palavra de Deus\u00bb; (\u00abDei Verbum\u00bb, ou seja, de absoluta disponibilidade para se p\u00f4r fielmente ao servi\u00e7o da vontade salv\u00edfica de Deus, revelada em Jesus. Logo no princ\u00edpio da Reden\u00e7\u00e3o humana, n\u00f3s encontramos o modelo da obedi\u00eancia encarnado, depois de Maria, precisamente em Jos\u00e9, aquele que, se distingue pela execu\u00e7\u00e3o fiel das ordens de Deus.<br \/>\nO Papa Paulo VI exortava a invocar o seu patroc\u00ednio, \u00abcomo a Igreja, nestes \u00faltimos tempos, tem o costume de fazer, para si mesma, antes de mais nada, para uma espont\u00e2nea reflex\u00e3o teol\u00f3gica sobre o con\u00fabio da ac\u00e7\u00e3o divina com a ac\u00e7\u00e3o humana na grande economia da Reden\u00e7\u00e3o, no qual, a primeira, a ac\u00e7\u00e3o divina, \u00e9 s\u00f3 por si totalmente suficiente, mas a segunda, a ac\u00e7\u00e3o humana, a nossa, embora n\u00e3o seja capaz de fazer coisa alguma sozinha (cf. Jo 15,5), nunca est\u00e1 dispensada de uma humilde, mas condicional e nobilitante colabora\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a Igreja invoca-o como protector, por um desejo profundo e actual\u00edssimo de rejuvenescer a sua exist\u00eancia secular, com aut\u00eanticas virtudes evang\u00e9licas, como as que refulgem em S\u00e3o Jos\u00e9\u00bb. (\u00abPaulo VI\u00bb, VII [1969] 1268).<\/p>\n<p>31. A Igreja transforma estas exig\u00eancias em ora\u00e7\u00e3o. Recordando que Deus confiou os in\u00edcios da nossa Reden\u00e7\u00e3o \u00e0 guarda desvelada de S\u00e3o Jos\u00e9, suplica-lhe: que lhe conceda colaborar fielmente na obra da salva\u00e7\u00e3o; e que lhe d\u00ea a mesma fidelidade e pureza de cora\u00e7\u00e3o que animaram Jos\u00e9 no servi\u00e7o do Verbo Incarnado; e, ainda, a gra\u00e7a de caminhar diante do mesmo Deus pelas vias da santidade e da justi\u00e7a, amparados pelo exemplo e pela intercess\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9. (cfr. \u00abMissale Romanum\u00bb, Collecta; Super oblata \u00abin Sollemnitate S. Ioseph Sponsi B. M. V.\u00bb; Post communio \u00abin Missa votiva S. Ioseph\u00bb).<\/p>\n<p>H\u00e1 cem anos, exactamente, o Papa Le\u00e3o XIII exortava o mundo cat\u00f3lico a rezar para obter a protec\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9, Patrono de toda a Igreja. A Carta Enc\u00edclica Quamquam pluries fazia apelo para aquele \u00abamor paterno\u00bb que Jos\u00e9 \u00abdedicava ao Menino Jesus\u00bb e recomendava-lhe, a ele \u00abpr\u00f3vido guarda da divina Fam\u00edlia, a preciosa heran\u00e7a que Jesus Cristo adquiriu com o pr\u00f3prio sangue\u00bb. Desde ent\u00e3o, a Igreja \u2014 como foi recordado mais acima \u2014 implora a protec\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9, \u00abem virtude daquele v\u00ednculo de caridade que o uniu \u00e0 imaculada Virgem M\u00e3e de Deus\u00bb, e recomenda-lhe todas as suas solicitudes, tamb\u00e9m pelo que se refere \u00e0s amea\u00e7as que incumbem sobre a fam\u00edlia humana.<br \/>\nNos dias de hoje, temos ainda numerosos motivos para rezar da mesma maneira: \u00abAfastai de n\u00f3s, \u00f3 pai amant\u00edssimo, esta peste de erros e de v\u00edcios&#8230;, assisti-nos prop\u00edcio, do c\u00e9u, nesta luta contra o poder das trevas &#8230;; e assim como outrora livrastes da morte a vida amea\u00e7ada do Menino Jesus, assim hoje defendei a santa Igreja de Deus das ciladas do inimigo e de todas as adversidades\u00bb. (cfr. \u00abOratio ad Sanctum Iosephum\u00bb, quae proxime sequitur textum ipsius Epist. Enc. \u00abQuamquam Pluries&#8221;\u00bb die 15 aug. 1889: \u00abLeone XIII P. M. Acta\u00bb, IX [1890] 183). Hoje ainda temos motivos que perduram para recomendar todos e cada um dos homens a S\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n<p>32. Desejo vivamente que esta evoca\u00e7\u00e3o da figura de S\u00e3o Jos\u00e9 renove tamb\u00e9m em n\u00f3s o ritmo da ora\u00e7\u00e3o que, h\u00e1 um s\u00e9culo atr\u00e1s, o meu Predecessor estabeleceu que lhe fosse elevada. \u00c9 fora de d\u00favida, efectivamente, que esta ora\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria figura de S\u00e3o Jos\u00e9 se revestem de actualidade renovada para a Igreja do nosso tempo, em rela\u00e7\u00e3o com o novo Mil\u00e9nio crist\u00e3o.<\/p>\n<p>Dado em Roma, junto de S\u00e3o Pedro, a 15 de Agosto &#8211; solenidade da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora &#8211; no ano de 1989, und\u00e9cimo ano de Pontificado.<\/p>\n<div><strong>M\u00c9RITOS E VANTAGENS DA DEVO\u00c7\u00c3O DE S\u00c3O JOS\u00c9<\/strong><\/div>\n<p>Para entender que rica fonte de gra\u00e7as seja a devo\u00e7\u00e3o ao glorioso Patriarca S\u00e3o Jos\u00e9, s\u00e3o suficientes as seguintes palavras de S. Teresa, que encontrando-se na sua vida:<\/p>\n<p>\u00ab Eu n\u00e3o lembro, escreve a Santa, de ter at\u00e9 hoje pedido uma gra\u00e7a a S. Jos\u00e9, que ele n\u00e3o me tenha satisfeita. Que lindo quadro eu colocarei aos seus p\u00e9s, se eu pudesse espor as gra\u00e7as obtidas, com as quais fui benta da Deus e os perigos da alma e do corpo, dos quais fui liberada, mediante a intercess\u00e3o deste grande Santo! Aos outros Santos, Deus concede somente a gra\u00e7a de socorrer-nos nas nossas necessidades, mas o glorioso S. Jos\u00e9, e eu sei por experi\u00eancia, estende o seu poder a tudo. Experimentaram como eu, outras pessoas, as quais eu tinha aconselhado de implorar a este incomparavel Protetor&#8230; Se eu tivesse autoridade de escrever, sentirei um santo prazer em contar particularmente as gra\u00e7as de tantas pessoas, como eu, que s\u00e3o debitoras deste grande Santo. \u00c0queles que talvez n\u00e3o me acreditem, eu imploro que provem a suplicar este glorioso Patriarca e honor\u00e1r-lo com especial culto\u00bb.<\/p>\n<p>At\u00e9 aqui a Santa e as suas ardentes palavras, moveram certamente em cada um de n\u00f3s o desejo \u00e0 devo\u00e7\u00e3o deste potente e doce protetor.<\/p>\n<p>Um ilustre escritor resumiu em poucas palavras, as vantagens que se tem com a devo\u00e7\u00e3o a S. Jos\u00e9:<\/p>\n<p>1\u00b0 Quem ser\u00e1 seu verdadeiro devoto, ter\u00e1 o dom da castidade.<\/p>\n<p>2\u00b0 Ter\u00e1 ajuda espiritual para abandonar o pecado.<\/p>\n<p>3\u00b0 Ter\u00e1 particular devo\u00e7\u00e3o a Maria Sant\u00edssima.<\/p>\n<p>4\u00b0 Far\u00e1 uma boa morte e ser\u00e0 defendido naquelas horas extremas.<\/p>\n<p>5\u00b0 Nao ser\u00e1 vencido pelos demonios que temer\u00e3o o seu nome.<\/p>\n<p>6\u00b0 Obter\u00e1 especiais gra\u00e7as tanto para a alma como para o corpo.<\/p>\n<p>7\u00b0 Ter\u00e1 confian\u00e7a absoluta em conseguir a gra\u00e7a da perseveran\u00e7a final.<\/p>\n<p>Como \u00faltimo testemunho autorizado, o Pontefice Pio IX, o grande, depois de ter muitas vezes aconselhado a todos \u00e0 devo\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Jos\u00e9, falava quase profeticamente das vantagens desta devo\u00e7\u00e3o: \u00ab N\u00e3o \u00e9 em v\u00e3o que Deus penetra na Igreja abundantemente com o espirito da ora\u00e7\u00e3o. Se reza muito mais e se reza melhor. Os sustentadores da nascente Igreja, Maria e Jos\u00e9, reentrem nos cora\u00e7\u00f5es e ainda uma vez o mundo ser\u00e1 salvo\u00bb.<\/p>\n<div><strong>S\u00c3O JOS\u00c9 \u2013 PROTETOR DA BOA MORTE<\/strong><\/div>\n<p>A vida de S. Jos\u00e9, a assist\u00eancia de Jesus e de Maria, tudo contribui a fazer a sua morte preciosa aos olhos do Senhor.<\/p>\n<p>A Igreja confronta aquela morte, agora a um sono pacifico, como aquele de um menino que se adormenta sobre o seio da sua m\u00e3e; agora com uma chama perfumada, que se consuma na propor\u00e7\u00e3o que queima, e que morre, exalando o perfume suave que penetrava a sua subst\u00e2ncia. A morte dos Santos \u00e9 sempre invej\u00e1vel, porque todos morrem no beijo do Senhor; mas aquele beijo \u00e9 um doce e precioso sentimento de amor.<\/p>\n<p>Mas Jos\u00e9 morreu verdadeiramente no beijo do Senhor, porque expirou nos bra\u00e7os de Jesus. E se, como acreditamos, ele teve o uso dos sensos e da palavra at\u00e9 o \u00faltimo suspiro, o qual n\u00e3o podia ser que um suspiro o uma onda de amor, como n\u00e3o ter\u00e1 ele coroado uma vida assim santa, se n\u00e3o com o pronunciar os nomes sagrados de Jesus e de Maria?<\/p>\n<p>O morte beata! Se n\u00e3o posso, como Jos\u00e9, expirar entre Jesus e Maria, vis\u00edveis aos meus olhares, possa pelo menos, sobre os meus l\u00e1bios moribundos, unir o vosso nome, o Jos\u00e9, aos nomes de Jesus e de Maria!<\/p>\n<p>A santa morte de Jos\u00e9 produziu preciosos frutos sobre a terra, que foi como aromatizada pelo suave perfume que deixa de si uma santa vida e uma santa morte e deu aos crist\u00e3os um potente protetor no C\u00e9u perto de Deus, especialmente para os agonizantes.<\/p>\n<p>Qualquer um que envoca S\u00e3o Jos\u00e9 na \u00faltima batalha, seja tamb\u00e9m violenta, vencer\u00e0. Beato quem coloca a sua confian\u00e7a neste santo Patriarca e une expirando o nome santo de Jos\u00e9 aos doc\u00edssimos nomes de Jesus e de Maria.<\/p>\n<p>Todo o mundo crist\u00e3o o reconhece advogado dos agonizantes e portanto da boa morte. Jos\u00e9, filho de Jac\u00f3, socorria no tempo da carestia os Egipzianos distribuindo a eles a farinha que tinha colhido; mas para socorrer os proprios irm\u00e3os, fez ainda mais, n\u00e3o contente de ter repleto os seus sacos de farinha, adicionou o pre\u00e7o dos mesmos. Assim far\u00e1 certamente o nosso glorioso S. Jos\u00e9; com que generosidade n\u00e3o tratar\u00e1 os seus devotos? Ah sim, ao momento de extrema necessidade deles, no ponto de morte, ele saber\u00e1 recompensar os devotos, homagens com que ser\u00e1 honorado.<\/p>\n<p>A morte dos servos de S. Jos\u00e9 \u00e9 calma e suave. Santa Teresa narra as circunst\u00e2ncias que acompanhavam os \u00faltimos instantes das suas primeiras filhas, muito devotas a S. Jos\u00e9. \u00ab Observei, disse ela, que ao momento do \u00faltimo respiro elas gozavam de grande paz e tranquilidade; a morte delas foi simili ao doce repouso da ora\u00e7\u00e3o. Nada indicava que dentro delas tivesse agita\u00e7\u00e3o da tenta\u00e7\u00e3o. Aquelas luzes divinas liberam o meu cora\u00e7\u00e3o do timor da morte. Morrer, me parece agora, a coisa mais f\u00e1cil para uma fiel devota de S. Jos\u00e9\u00bb.<\/p>\n<div style=\"text-align: center\"><strong>ORA\u00c7OES A S\u00c3O JOS\u00c9<\/strong><\/div>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>A v\u00f3s S\u00e3o Jos\u00e9,<br \/>\nrecorremos na nossa tribula\u00e7\u00e3o,<br \/>\ne depois de ter implorado<br \/>\no aux\u00edlio da vossa Sant\u00edssima Esposa,<br \/>\ncheios de confian\u00e7a,<br \/>\nsolicitamos o vosso patroc\u00ednio.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Por esse la\u00e7o sagrado de caridade<br \/>\nque vos uniu \u00e0 Virgem Imaculada M\u00e3e de Deus,<br \/>\ne pelo amor paternal que tivestes<br \/>\npara com o Menino-Jesus,<br \/>\nardentemente suplicamos<br \/>\nque lanceis um olhar benigno<br \/>\n\u00e0 heran\u00e7a que Jesus Cristo<br \/>\nconquistou como o seu sangue,<br \/>\ne nos assistais,<br \/>\nnas nossas necessidades,<br \/>\ncom o vosso aux\u00edlio e poder.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Protegei,<br \/>\n\u00f3 guarda providente da Divina Fam\u00edlia,<br \/>\na ra\u00e7a escolhida de Jesus Cristo;<br \/>\nafastai para longe de n\u00f3s,<br \/>\n\u00f3 Pai amant\u00edssimo,<br \/>\na peste do erro e do v\u00edcio;<br \/>\nassisti-nos do alto do c\u00e9u,<br \/>\n\u00f3 nosso fort\u00edssimo sustent\u00e1culo,<br \/>\nna luta contra o poder das trevas;<br \/>\ne, assim com outrora salvastes da morte a vida amea\u00e7ada do Menino-Jesus,<br \/>\nassim tamb\u00e9m defendei agora<br \/>\na Santa Igreja de Deus<br \/>\ncontra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Amparai a cada um de n\u00f3s,<br \/>\ncom vosso constante patroc\u00ednio,<br \/>\na fim de que o vosso exemplo<br \/>\ne sustentados com o vosso aux\u00edlio,<br \/>\npossamos viver virtuosamente,<br \/>\npiedosamente morrer,<br \/>\ne obter no C\u00e9u a eterna bem-aventuran\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<div><strong>TR\u00cdDUO A S\u00c3O JOS\u00c9 para obter gra\u00e7as<\/strong><\/div>\n<p>\u00ab Eu n\u00e3o me lembro de ter at\u00e9 agora suplicado S. Jos\u00e9, sem que Ele n\u00e3o me tenha consolada&#8230; \u00bb<br \/>\n(Santa Teresa)<\/p>\n<div>I.<\/div>\n<p>\u00d3 S. Jos\u00e9, meu protetor, a Ti recorro, a fim de que me obtenha do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus esta gra\u00e7a. Para os meus pecados eu n\u00e3o mere\u00e7o ser exaudido. Cobre as minhas faltas e potente como \u00e9s, faz que obtida pela tua intercess\u00e3o a suspirada gra\u00e7a, eu possa vir aos teus p\u00e9s para agradecer e louvar demonstrando toda a minha gratid\u00e3o.<\/p>\n<div>II.<\/div>\n<p>N\u00e3o esquecer. \u00d3 querido S. Jos\u00e9, que nenhuma pessoa ao mundo recorreu a Ti, ficando delusa na confian\u00e7a e na esperan\u00e7a colocada em Ti. N\u00e3o permitir, \u00f3 grande Santo, que eu somente fique privado da gra\u00e7a que te pe\u00e7o. Mostra-te potente e generoso tamb\u00e9m comigo; e a minha l\u00edngua, agrade\u00e7endo-te, exaltar\u00e1 em Ti a bondade e a miseric\u00f3rdia de Deus.<br \/>\nPadre, Ave e Gloria.<\/p>\n<div>III.<\/div>\n<p>\u00d3 S. Jos\u00e9, chefe da sagrada Familia, eu te venero profundamente e de todo cora\u00e7\u00e3o te invoco. Aos aflitos, que rezaram a ti antes de mim, tu concedeste conforto e gra\u00e7a. Digna-te de consolar tamb\u00e9m o meu ser adolorado. Tu, \u00f3 grande Santo, ves em Deus todas as minhas necessidade. Tu sabes quanto me \u00e9 necessaria a gra\u00e7a que te pe\u00e7o. Da Ti espero de ser confortado, enquanto eu te prometo de difundir a devo\u00e7\u00e3o a ti e de ajudar as obras que, no teu nome, aparecem para o al\u00edvio de tantos infelizes e morrentes. \u00d3 S. Jos\u00e9, consolador dos aflitos, tenha piedade de mim!<br \/>\nPadre, Ave e Gloria.<\/p>\n<div><strong>S\u00daPLICA<\/strong><\/div>\n<p>Lembrai-vos, \u00f3 pur\u00edssimo esposo da Virgem Maria, \u00f3 meu protetor, S\u00e3o Jos\u00e9, que nunca se ouviu dizer ficasse sem consolo quem invoca vossa prote\u00e7\u00e3o e solicita vosso apoio. Cheio de confian\u00e7a apresento-me diante de v\u00f3s e animado de fervor me recomendo a v\u00f3s. Ah! N\u00e3o desprezeis minha s\u00faplica, Pai nutr\u00edcio do Redentor, mas dignai-vos acolh\u00ea-la piedosamente. Amen<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/digilander.libero.it\/monast\/giuseppe\/porto\/vita.htm\">http:\/\/digilander.libero.it\/monast\/giuseppe\/porto\/vita.htm<\/a><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-8367\" data-postid=\"8367\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-8367 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>19 de Mar\u00e7o A VIDA DE S\u00c3O JOS\u00c9 Jos\u00e9 nasceu provavelmente em Bel\u00e9m, o pai se chamava Jac\u00f3 (Mt 1,16) e parece que ele fosse o terceiro de seis irm\u00e3os. A tradi\u00e7\u00e3o nos passa a figura do jovem Jos\u00e9 como um rapaz de muito talento e de temperamento humilde, manso e devoto. 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