
{"id":9483,"date":"2016-05-22T00:39:42","date_gmt":"2016-05-22T03:39:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=9483"},"modified":"2015-12-23T08:53:39","modified_gmt":"2015-12-23T10:53:39","slug":"santa-rita-de-cassia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/santa-rita-de-cassia\/","title":{"rendered":"Santa Rita de C\u00e1ssia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.staritaturiacu.6te.net\/srimg08.jpg\" alt=\"\" width=\"448\" height=\"601\" \/><\/p>\n<p>22 de Maio<\/p>\n<p>Filha \u00fanica, foi m\u00e3e, vi\u00fava, religiosa e estigmatizada. Nasceu em Maio do ano 1381, um ano depois da morte de Santa Catarina de Siena. A casa natal de Santa Rita est\u00e1 perto de C\u00e1ssia, entre as montanhas, a umas 40 milhas de Assis, na \u00dambria, regi\u00e3o de centro de It\u00e1lia que mais santos tinha dado a Igreja (S\u00e3o Benedito, Santa Escol\u00e1stica, S\u00e3o Francisco, Santa Clara, Santa \u00c2ngela, S\u00e3o Gabriel, Santa Clara de Montefalco, S\u00e3o Valentim e muitos mais). Sua vida come\u00e7ou em tempo de guerras, terremotos, conquistas e rebeli\u00f5es. Pa\u00edses invadiam a pa\u00edses, cidades atacavam as cidades vizinhas, vizinhos lutavam com os vizinhos, irm\u00e3o contra irm\u00e3o. Os problemas do mundo pareciam maiores que a pol\u00edtica e os governos para serem resolvidos. Nascida de devotos pais, Antonio Mancini e Amata Ferri aos que se conheciam como os \u201cPacificadores de Jesus Cristo\u201d, pois os chamavam para apaziguar brigas entre vizinhos. Eles n\u00e3o necessitavam de discursos poderosos nem discuss\u00f5es diplom\u00e1ticas, somente necessitavam o Santo Nome de Jesus. Sabiam que somente assim se podem apaziguar as almas. Apesar da idade avan\u00e7ada de Amata (62 anos), nem por isso deixavam de confiar em Deus e foi assim Deus atendeu \u00e0s suas preces: conta a hist\u00f3ria que um anjo apareceu a ela e lhe revelou que daria \u00e0 luz uma menina que seria a admira\u00e7\u00e3o de todos, escolhida por Deus para manifestar a todos os seus prod\u00edgios.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/valeriaamoris.files.wordpress.com\/2009\/06\/umbria.jpg?w=150&amp;h=200\" alt=\"umbria\" width=\"150\" height=\"200\" \/><br \/>\n<em>A \u00dambria (no mapa, em vermelho) \u00e9 uma Prov\u00edncia que se localiza no centro da It\u00e1lia.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/valeriaamoris.files.wordpress.com\/2009\/06\/cassia.jpg?w=150&amp;h=185\" alt=\"cassia\" width=\"150\" height=\"185\" \/><\/p>\n<p><strong>O matrim\u00f4nio<\/strong><br \/>\nSeus pais, sem ter aprendido a ler ou escrever, ensinaram a Rita desde menina tudo acerca de Jesus, a Virgem Maria e os mais conhecidos santos. Rita, igual a Santa Catarina de Siena nunca foi \u00e0 escola para aprender a escrever ou a ler (A Santa Catarina foi dada a gra\u00e7a de ler milagrosamente por nosso Senhor Jesus Cristo), para Santa Rita seu \u00fanico livro era o Crucifixo. Ela queria ser religiosa durante toda sua vida, mas seus pais, Ant\u00f4nio e Amata, avan\u00e7ados em idade, escolheram para ela um esposo, Paolo Ferdinando, o que n\u00e3o foi uma decis\u00e3o muito sabia. Mas Rita obedeceu. Quis Deus assim dar-nos nela o exemplo de uma admir\u00e1vel esposa, cheia de virtude, ainda nas mais dif\u00edceis circunst\u00e2ncias. Depois de Matrim\u00f4nio, seu esposo demonstrou ser bebedor, mulherengo e abusador. Quanto padeceu ela no longo per\u00edodo de 18 anos que viveu com seu esposo! N\u00e3o tem conta as vezes que bebeu o c\u00e1lice da amargura at\u00e9 a \u00faltima gota; incont\u00e1veis os atos de paci\u00eancia e resigna\u00e7\u00e3o que praticou, as l\u00e1grimas ardentes que derramou\u2026 Injuriada sem motivo, n\u00e3o tinha uma palavra de ressentimento; espancada, n\u00e3o se queixava e era t\u00e3o obediente que nem \u00e0 Igreja ia sem a permiss\u00e3o de seu brutal marido. A mansid\u00e3o, a docilidade e prud\u00eancia da esposa, por\u00e9m, suavizaram aquela rude impetuosidade, conseguindo transformar em manso cordeiro aquele le\u00e3o furioso. Com que eloq\u00fc\u00eancia ensinava \u00e0s suas vizinhas casadas o modo de manter a paz e a harmonia com seus esposos. Elas, admiradas por nunca terem visto diverg\u00eancias em casa de Rita, iam com freq\u00fc\u00eancia consolar-se com ela e expor os dissabores e ultrajes que recebiam de seus maridos. \u00c0 imita\u00e7\u00e3o de Santa M\u00f4nica, Rita lhes respondia: \u201clembrai que, desde o momento em que recebemos nossos esposos, como maridos, os aceitamos como nossos donos e senhores, e assim lhes devemos amor, obedi\u00eancia e respeito, pois isto significa ser casadas! Notai que n\u00e3o tem menos culpa a mulher que fala mal de seu marido do que o marido que, com incorreto proceder, d\u00e1 ensejo \u00e0 mulher para que fale mal\u201d. Por isso, n\u00e3o permitia que em sua presen\u00e7a se murmurasse dos defeitos alheios. Por este meio conseguiu desterrar de muitos o p\u00e9ssimo costume de falar mal dos outros. Encontrou sua fortaleza em Jesus Cristo, em uma vida de ora\u00e7\u00e3o, sofrimento e sil\u00eancio. Tiveram dois g\u00eameos, os quais tiveram o temperamento do pai. Rita se preocupou e orou por eles. Depois de vinte anos de Matrim\u00f4nio e ora\u00e7\u00e3o por parte de Rita, o esposo se converteu, lhe pediu perd\u00e3o e lhe prometeu mudar sua forma de ser. Rita perdoa e ele deixa sua antiga vida de pecado e passava o tempo com Rita nos caminhos de Deus. Isto n\u00e3o durou muito, porque enquanto seu esposo havia se reformado, n\u00e3o foi assim com seus antigos amigos e inimigos. Uma noite Paolo n\u00e3o chegou em casa. Antes de sua convers\u00e3o isto n\u00e3o teria sido estranho, mas no Paolo reformado isto n\u00e3o era normal. Rita sabia que algo havia ocorrido. No dia seguinte, o encontraram assassinado. Sua pena foi aumentada quando seus dois filhos, que eram maiores, juraram vingar a morte de seu pai. As s\u00faplicas n\u00e3o conseguiram dissuadi-los. Foi ent\u00e3o que Santa Rita, compreendeu que, mais vale salvar a alma que viver muito tempo, rogou ao Senhor que salvasse as almas de seus dos filhos e que tirasse suas vidas antes que se perdessem para a eternidade por cometer um pecado mortal. O Senhor respondeu a suas ora\u00e7\u00f5es\u2026 Os dois padeceram de uma enfermidade fatal. Durante o tempo de enfermidade, a m\u00e3e lhes falou docemente de amor e do perd\u00e3o. Antes de morrer conseguiram perdoar aos assassinos de seu pai. Rita esteve convencida de que eles estavam com seu pai no c\u00e9u.<\/p>\n<p><strong>Entrada na Vida Religiosa<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/valeriaamoris.files.wordpress.com\/2009\/06\/roccaporena.jpg?w=468&amp;h=351\" alt=\"Roccaporena\" width=\"468\" height=\"351\" \/><br \/>\nAo estar sozinha n\u00e3o se deixa vencer pela tristeza e pelo sofrimento. Santa Rita quis entrar no Convento com as irm\u00e3s Agostinianas, mas n\u00e3o era f\u00e1cil conseguir. N\u00e3o queriam uma mulher que havia estado casada. A morte violenta de seu esposo deixou uma sombra de d\u00favida.Ela se voltou de novo a Jesus em ora\u00e7\u00e3o.Ocorreu ent\u00e3o um milagre. Uma noite, enquanto Rita dormia profundamente, ouviu que a chamavam: Rita, Rita, Rita! Isto ocorreu tr\u00eas vezes, a terceira vez Rita abriu a porta e ali estavam Santo Agostinho, S\u00e3o Nicolau de Tolentino e S\u00e3o Jo\u00e3o Batista de qual ela havia sido devota desde muito menina. Eles lhe pediram que os seguissem. Depois de correr pelas ruas de Roccaporena; no pico de Scoglio, onde Rita sempre ia orar sentiu que a levantaram no ar e a empurravam suavemente. Encontrou-se acima do Monast\u00e9rio de Santa Maria Madalena em C\u00e1ssia. Ent\u00e3o caiu em \u00eaxtase. Quando saiu do \u00eaxtase se encontrou dentro do monast\u00e9rio embora todas as portas estivessem trancadas, ante aquele milagre as monjas Agostinianas n\u00e3o puderam negar-lhe entrada. Finalmente aceita na ordem, consta que ali teria plantado uma roseira (ainda existente), que todos os anos d\u00e1 flores em pleno inverno. \u00c9 admitida e faz a profiss\u00e3o esse mesmo ano de 1417, e ali passa 40 anos de consagra\u00e7\u00e3o a Deus.<\/p>\n<p><strong>Suas Prova\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nDurante seu primeiro ano, Rita foi posta a prova n\u00e3o somente por suas superioras, sen\u00e3o pelo mesmo Senhor. Foi-lhe dado a passagem da Escritura do jovem rico para que meditasse. Ela sentia em seu cora\u00e7\u00e3o as palavras! Um dia Rita foi posta a prova por sua Madre Superiora. Para colocar \u00e0 prova a obedi\u00eancia da novi\u00e7a, a Superiora do convento ordenou-lhe que regasse de manh\u00e3 e \u00e0 tarde um galho seco, provavelmente um ramo de videira ressequido e j\u00e1 destinado ao fogo. Rita n\u00e3o ofereceu dificuldade alguma, e de manh\u00e3 e de tarde, com admir\u00e1vel simplicidade, cumpria essa tarefa, enquanto as irm\u00e3s a observavam com ir\u00f4nico sorriso. Isso durou cerca de um ano, segundo algumas biografias da Santa. Rita o fez obedientemente e de boa maneira. Uma manh\u00e3 a planta se havia convertido em uma videira com flores e deu uvas que se usaram para o vinho sacramental. Desde este dia segue dando uvas.<\/p>\n<p><strong>Amor \u00e0 Paix\u00e3o de Cristo<\/strong><br \/>\nRita meditava muitas horas na paix\u00e3o de Cristo, meditava nos insultos, os desprezos, as ingratid\u00f5es que sofreu em seu caminho ao Calv\u00e1rio Durante a Quaresma do ano 1443 foi a C\u00e1ssia um pregador chamado Santiago de Monte Brandone, quem deu um serm\u00e3o sobre a paix\u00e3o de nosso Senhor que tocou tanto a Rita que a seu retorno ao monast\u00e9rio, pediu fervorosamente ao Senhor ser participante de seus sofrimentos na Cruz. Dum modo especial exercitava-se na contempla\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios da Paix\u00e3o e Morte de Jesus; a tanto chegou o seu amor na considera\u00e7\u00e3o das dores de Jesus que, um dia, prostrada aos p\u00e9s do Crucificado, pediu amorosamente ao Senhor que lhe fizesse sentir um pouco daquela imensa dor que ele havia sofrido pregado na cruz. Oh! prod\u00edgio! Da coroa que cingia a cabe\u00e7a da imagem do Redentor, desprendeu-se um espinho, que se cravou na fronte da Santa, causando-lhe intens\u00edssima dores at\u00e9 \u00e0 morte; o penhor do amor de Jesus por sua serva n\u00e3o podia ser mais certo nem mais extraordin\u00e1rio; era um tormento indiz\u00edvel para acrisolar a virtude de Rita. Aquela ferida era, na verdade fonte de celestiais do\u00e7uras para a Santa, mas, ao mesmo tempo, de desgosto para as religiosas que n\u00e3o podiam suportar a vista daquela repugnante ferida, vendo-se, por esse motivo, obrigada a viver isolada de suas amadas irm\u00e3s. A Santa aceitou isto como um novo favor do c\u00e9u, ficando, assim livre para tratar mais intimamente com Deus. Ali redobrou as suas penit\u00eancias, os seus jejuns e as suas ora\u00e7\u00f5es, esfor\u00e7ando-se em unir-se mais estreitamente com Jesus, seu celestial esposo. A maioria dos santos que tem recebido este dom, exalam uma fragr\u00e2ncia celestial. As chagas de Santa Rita, sem d\u00favida exalavam um odor p\u00fatrido, pelo que devia afastar-se das pessoas. Por 15 anos viveu sozinha, longe de suas irm\u00e3s monjas. O Senhor lhe deu uma tr\u00e9gua quando quis ir a Roma para o primeiro ano Santo. Jesus removeu o estigma de sua cabe\u00e7a durante o tempo que durou a peregrina\u00e7\u00e3o. T\u00e3o pronto quanto chegou de novo a casa o estigma voltou a aparecer e teve que se afastar de novo das irm\u00e3s. Em sua vida teve muitas chamadas, mas ante tudo foi uma m\u00e3e tanto f\u00edsica como espiritualmente. Quando estava no leito de morte, lhe pediu ao Senhor que lhe desse um sinal para saber que seus filhos estavam no c\u00e9u. A meados de inverno recebeu uma rosa do jardim perto de sua casa em Roccaporena. Pediu um segundo sinal. Esta vez recebeu um figo do jardim de sua casa em Roccaporena, ao final do inverno. Os \u00faltimos anos de sua vida foram de expia\u00e7\u00e3o. Uma enfermidade grave e dolorosa a deixou im\u00f3vel sobre sua humilde cama de palha durante quatro anos. Ela observou como seu corpo se consumia com paz e confian\u00e7a em Deus.<\/p>\n<p><strong>As Rosas de Santa Rita<\/strong><br \/>\nDurante a enfermidade, a pedido seu lhe apresentaram algumas rosas que haviam brotado de maneira prodigiosa no frio inverno em sua horta de Rocaporena. Ela as aceitou sorrindo como um dom de Deus.<\/p>\n<p><strong>A morte da Santa<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/valeriaamoris.files.wordpress.com\/2009\/06\/santuario.jpg?w=350&amp;h=538\" alt=\"santu\u00e1rio\" width=\"350\" height=\"538\" \/><br \/>\nSanta Rita percorreu o caminho da perfei\u00e7\u00e3o, a via purgativa, a iluminativa e unitiva. Conheceu o sofrimento e em tudo cresceu em caridade e confian\u00e7a em Deus. O crucifixo \u00e9 seu melhor Mestre. \u201cChegou o tempo, minhas queridas irm\u00e3s, de sair deste mundo. Deus assim o quer. Muito vos ofendi por n\u00e3o vos ter amado e obedecido como era de minha obriga\u00e7\u00e3o; com toda minha alma vos pe\u00e7o perd\u00e3o de todas as neglig\u00eancias e descuidos. Reconhe\u00e7o que vos tenho molestado por causa desta ferida da fronte; rogo-vos que tenhais piedade das minhas fragilidades. Perdoai minhas ignor\u00e2ncias e rogai a Deus por mim, para que minha alma alcance a paz e a miseric\u00f3rdia da clem\u00eancia divina\u2026\u201d Cessou de falar e cerrou os olhos como se estivesse dormindo\u2026 e acordou no c\u00e9u entre os anjos e santos. No convento s\u00f3 se ouviam os solu\u00e7os das freiras, mas o sino come\u00e7ou a tocar sozinho, anunciando a sua partida deste mundo. Era o dia 22 de maio de 1457 e contava a santa 76 anos de idade. Era o fim de uma vida cheia de sofrimentos. As religiosas pensavam com horror no odor f\u00e9tido de sua chaga, mas o seu rosto p\u00e1lido come\u00e7ou a tomar viva cor, a ferida cicatrizou-se e de seu corpo come\u00e7ou a exalar um delicioso perfume. Uma das religiosas, Catarina Mancini, que tinha um bra\u00e7o paral\u00edtico, quis abra\u00e7\u00e1-la e assim o fez, porque o seu bra\u00e7o ficou curado pela santa. As freiras revestiram o corpo com o h\u00e1bito de sua Ordem e o transportaram para a capela interior do mosteiro. \u00c9 em almas puras como a dela que Deus pode fazer milagres sem que por isso caiam no orgulho espiritual. Ao morrer a cela se ilumina e todos sentem a alegria de uma alma que entra ao c\u00e9u. Sua morte acontece em 1457, foi seu triunfo. A ferida do estigma na fronte desapareceu e em lugar apareceu uma mancha vermelha como um rubi, a qual tinha uma deliciosa fragr\u00e2ncia. Devia ter sido velada no convento, mas pela multid\u00e3o t\u00e3o grande se necessitou a Igreja. Permaneceu ali e a fragr\u00e2ncia nunca desapareceu at\u00e9 os dias atuais permanece, e a todos encanta. Por isso, nunca a enterraram. O ata\u00fade de madeira que tinha originalmente foi trocado por um de cristal e ficou exposta para venera\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is desde ent\u00e3o. Multid\u00f5es, todavia acodem em peregrina\u00e7\u00e3o a honrar a santa e pedir sua intercess\u00e3o ante seu corpo que permanece incorrupto. Le\u00e3o XIII a canonizou em 1900.<\/p>\n<p><strong>Grandes Milagres<\/strong><br \/>\nEm Pergola, lugarejo da Umbria, havia uma casa pertencente a uma das mais ilustres fam\u00edlias da It\u00e1lia, que, pela grande devo\u00e7\u00e3o que tinha a Santa Rita, lhe fazia todos os anos a festa na Igreja de Santo Agostinho. Estavam casados h\u00e1 mais de dezoito anos, mas viviam tristes porque n\u00e3o tinham filhos. Recorreram a Santa Rita com fervorosas s\u00faplicas, para que lhes alcan\u00e7asse de Deus o que lhe pediam. O Senhor atendeu a suas ora\u00e7\u00f5es, dando-lhes dois filhos, que foram a consola\u00e7\u00e3o dos pais e a honra da fam\u00edlia. Na cidade de Valen\u00e7a, no ano de 1688, Santa Rita restituiu a vis\u00e3o a uma menina cega de nascimento, no fim de uma novena que os pais da crian\u00e7a lhe fizeram. A Bernardino, filho de Tib\u00e9rio, restituiu Santa Rita a vis\u00e3o de um dos olhos, que tinha perdido por causa de uma ferida: entrando no sepulcro da Santa, saiu livre do mal que padecia. Uma mulher nobre, chamada Mateia de C\u00e9sar, natural de Rocha, que era surda-muda desde a sua primeira idade, fez uma promessa a Santa Rita. Pois bem, passou a ouvir e logo falou. Francisca, natural de Fucella, surda de cinco anos, pela intercess\u00e3o de Santa Rita conseguiu ouvir, ap\u00f3s lhe rezar tr\u00eas Ave-Marias. No ano de 1457 um homem, natural de Ocone, tremendamente aflito de pedras nos rins, recorreu a Santa Rita e logo se viu livre de t\u00e3o penoso mal. A m\u00e3e da menina Josefa Maria prometeu a Santa Rita vestir-lhe um h\u00e1bito igual ao da Santa, se a livrasse de um terr\u00edvel mal do cora\u00e7\u00e3o. Concedeu-lhe a Santa imediatamente a gra\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 menor a gra\u00e7a que recebeu uma crian\u00e7a chamada Ana, cuja garganta foi atravessada por um alfinete, que lhe impedia a respira\u00e7\u00e3o. Sendo-lhe aplicada com grande f\u00e9 uma estampa da Santa , no mesmo tempo expeliu o alfinete pela boca. L\u00facia tinha um filho de p\u00e9s e m\u00e3os entrevados, havia muitos anos: untou-os com azeite da l\u00e2mpada de Santa Rita e invocou o seu patroc\u00ednio; pois levantou-se o menino completamente s\u00e3o. No grande terremoto, que sofreram alguns lugares da It\u00e1lia, em 12 de maio de 1730, contam que o corpo de Santa Rita levantou-se da urna em que estava e, suspenso no ar por espa\u00e7o de v\u00e1rias horas, reprimiu o golpe do espantoso terremoto, que na cidade de C\u00e1ssia n\u00e3o passou de amea\u00e7a. Este fato foi confirmado pelo bispo do lugar e divulgado por toda a Europa. Estas maravilhas e outras muitas est\u00e3o arroladas no processo de beatifica\u00e7\u00e3o de Santa Rita de C\u00e1ssia. Outro espantoso fato ocorrido foi quando o Superior da Ordem Augostiniana foi visitar o corpo de Santa Rita, e o corpo se levantou da urna estando suspenso no ar em sinal de respeito ao Superior da Ordem.<\/p>\n<p><strong>Hagiol\u00f3gio<\/strong><br \/>\nMuitos s\u00e3o os sinais sobrenaturais atribu\u00eddos a Rita de C\u00e1ssia, descritos na Hagiografia, al\u00e9m dos j\u00e1 indicados. Teria, na noite de Sexta-feira da Paix\u00e3o, recebido um dos espinhos da coroa de Cristo. Os crentes lhe atribuem outros milagres, ligados \u00e0s frias terras montanhosas onde viveu, como o de que abelhas brancas teriam ornado seu ber\u00e7o, e abelhas negras seu leito de morte.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-9483\" data-postid=\"9483\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-9483 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>22 de Maio Filha \u00fanica, foi m\u00e3e, vi\u00fava, religiosa e estigmatizada. Nasceu em Maio do ano 1381, um ano depois da morte de Santa Catarina de Siena. 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